Vantagens das autocracias


Sérgio de Almeida Correia,

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Uma das grande vantagens de se viver num estado autocrático é que qualquer pessoa pode ver os escolhidos fazerem publicamente os seus cursūs honōrum, e confirmar que serão alçados a distintas figuras, o que lhes permitirá escrever e dizer publicamente os maiores disparates.

Serão então efusivamente apoiados, citados, aplaudidos, acenarão para as câmaras, e ficarão sem resposta, o que normalmente acontece em razão de todo o povo ter percebido, logo com a primeira decisão tomada, depois sucessivamente confirmada ao longo do seu percurso público, que não passam de destituídos.

Outra é que a ausência de resposta pública mostra que a maioria pode ficar sossegada em silêncio, fazendo figura de boi, com o que vai revelando a sua tolerância e compreensão para com a infelicidade alheia; no que também é visto pelos eleitos como manifestação de reverência e respeito.

São estas vantagens – mas há mais – que lhes permitem continuar a mostrar a sua valia, até ao final dos seus dias, sem que nada lhes aconteça, dando assim oportunidade a que a História o registe, a sua ciência se reproduza, e os outros, os que fazem de bois, alguns entre os verdadeiros e senhores bois, possam pastar tranquilos.

O António que me perdoe. O Monte do Pasto não devia ser no Alentejo. Lá só há bois a sério.

 

(P.S. Espero que os latinistas também sejam compreensivos para com quem tem de pastar)

6 comentários em “Vantagens das autocracias”

  1. o estado transformado em CASA de PASTO para bóis e barbies

    « A palavra autocracia vem do grego, e significa governo por si próprio.
    É um regime político em que as leis e decisões são baseadas nas convicções do governante. Na autocracia, o poder do líder é absoluto e ilimitado, e o governo acaba por ter suas políticas confundidas com as ações pessoais do autocrata, como uma personalização do poder.

  2. do blogue Blasfémias
    « Quando a arrogância caceteira socialista se alia à iliteracia económica básica, o resultado é Augusto (ver vídeo aos 10s).
    Este dirigente do PS é aplaudido pelos militantes socialistas presentes na sala, o que dá um carácter pitoresco à celebração da ignorância e do populismo pimba desta gente.
    Apesar de, infelizmente, o estado manter a Caixa Geral de Depósitos na esfera pública, Augusto Santos Silva pretende nacionalizar ou comandar politicamente as opções estratégicas e a gestão de todo o sector da banca privada. Dito de outro modo este personagem tem o topete de deixar em público o seguinte recado: ou a banca está ao lado do PS, ou a oligarquia socialista reserva-se ao direito de exercer represálias.

    1. O Augusto tem mais força que a banca?
      Outra coisa, qual era, p.ex., a felicidade dos portugueses se a Caixa Geral de Depósitos fosse espanhola?

  3. Esse tipo, santos silva, faz-me lembrar um cruzamento Rabecaz/ Joãozinho das Perdizes – mas em careca…
    JSP

  4. Sobre o Alojamento Local, à pouco, na rádio, um funcionário do BE ruminava sobre o respeitinho que o cidadão tem que ter pela legislação que pinga desta AR.
    Não sabemos quantos “deputados do povo” vivem em prédios com algum alojamento local. Nem sabemos sequer se os lóbies mais poderosos estão a conduzir o processo legislativo….
    Será pedir demais àqueles legisladores?. Que percebam a diferença entre um prédio com famílias ali a residir e um grupo de turistas numa despedida de solteiro(a), ou um grupo de migrantes com cultura, hábitos completamente desadequados às crianças e jóvens que continuam a ter que viver ao sabor da legislação produzida por semelhantes “deputados do portuguêses”?.

    1. Já lá vai o tempo de se aprender latim, grego, francês e inglês, depois veio o alemão.
      Agora já temos gente e anónimos que percebem ruminante.

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