O Presidente da República afirmou ontem que os bancos centrais deveriam ter “muito cuidado naquilo que dizem publicamente“.
Estou certo que os bancos centrais levarão em boa conta o aviso do nosso presidente e na próxima ocasião irão ponderar cada uma das palavras proferidas.
Quando se leva o poder da palavra para além do ponto de ebulição, essa é a consequência. Uma recomendação para se ter cuidado com o que se diz, faz a plateia rebentar de tanto rir.

como político profissional
comentador diário ‘à maneira’ dele
protector do p-ss ou pelotão de assalto ao poder e as carteiras.
Se ainda houvesse cognomes, Picareta Falante ficava-lhe bem.
Porque não te calas, Marcelo?
Tem toda a razão, o nosso presidente está a ultrapassar, e muito, o seu nível de competência. Já sabíamos que a economia não era o seu forte: nem em se falando dela como “ciência”, nem em se falando com o sentido da poupança. Neste último aspecto, ele próprio o disse, e repetiu, ser do género chapa ganha, chapa gasta. Quanto à economia como “ciência”, apenas tem umas noções muito rudimentares. O que também parece ter pouco é bom senso e, coitado, não tem quem lhe diga isso. É, cada vez mais, um homem só que convive com toda a gente.
O problema não é propriamente ele estar a falar daquilo que não sabe. O problema é ele estar a falar para um auditório que não o está a escutar. Ele dirige-se aos banqueiros centrais, mas estes não o estão a escutar. Ninguém vai relatar à sra. Lagarde o que o Presidente português disse – a ela isso não interessa nada. Ele faz uma recomendação à sra. Lagarde, mas a sra. Lagarde num sequer irá tomar conhecimento dessa recomendação, muito menos a irá seguir.
O PR devia ter muito cuidado naquilo que diz publicamente.
Isso era se alguém levasse a sério aquilo que diz.
Independentemente de as pessoas levarem ou não a sério aquilo que ele diz, são muitas vezes forçadas a escutá-lo, o que é penoso. Como, por exemplo, quando ele aproveita o estar a felicitar uma equipa desportiva feminina por uma vitória obtida para se pôr a perorar, perante as constrangidas raparigas, sobre assuntos políticos que nada têm a ver com elas.
É penoso e revoltante ter que estar a ouvir aquele idiota a falar, telejornal após telejornal, todos os dias.
Ainda não percebeu que votámos nele, mas quem manda são os bancos.
Acho bom que alguém se alegre com este estado de coisas, demonstra apego à democracia.
Rebentar com a economia para a salvar não é uma ideia nova, mas sempre foi muito acarinhada. É a teoria preferida do BCE, veja-se o excelente trabalho que fez com a crise de . 2008
Lá estamos de volta ao “quem não aplaude é fascista”.
E, tem razão, em 2008 os banqueiros queriam salvar o capitalismo, e não conseguiram. Nem o capitalismo, nem o euro.
Paulo, segui o “link” e deparei-me com esta frase:
“criar preocupações na vida de muitos europeus e de vários portugueses”
Marcelo Rebelo de Sousa é imperador onde?
Na República Centro-Africana?
Não será uma manifestação de um recalcado custo de insularidade, mas de viver cá no canto, onde acaba a estrada.
Insularidade?
Ao contrário da república portuguesa a República Centro-Africana não tem saída para o mar, é um dos poucos países africanos com esse handicap, hand+cap; mão e boné em português.
“Muitos europeus e vários portugueses” é uma formulação fantástica, serão os portugueses europeus ou como diz Pinto da Costa seremos todos mouros do norte de África?
Os bancos centrais têm pernas ? Se têm pernas, elas até tremem, e têm de fazer com ele: MENTIR.
Um “compère” revisteiro , de segunda linha…
JSP
O mestre sombra farta-se de despejar baldes de moral sobre tudo o que mexe à sua volta, mas que tanta falta lhe faz para não ser tão ridículo e intriguista. Não presta.
Algum dia tem que se questionar sériamente as capacidades do senhor para o exercício do cargo.
O ar apatetado quando quer dizer coisas importantes, faz prever o pior.