Já passaram mais de dois meses desde que Zelaya foi deposto pelos militares hondurenhos porque, alegadamente, preparava um referendo para se perpetuar no poder. Depois de alguma fingida indignação de americanos e europeus, nada se alterou e reina um silêncio ensurdecedor. Tivesse o caso ocorrido na Colômbia, com a deposição de Uribe (que curiosamente também prepara a sua eternização no poder) e os “democratas” americanos e europeus não deixariam passar um dia sem se insurgirem contra o golpe “comunista”.
Zelaya está, neste momento, na embaixada do Brasil. Lula já tomou uma posição clara e aconselhou os militares hondurenhos a terem cuidado com aventureirismos. Sei, através de informações de amigos nas Honduras, que a qualquer momento o caldo pode entornar-se. Obama permanece para já em silêncio e a União Europeia à espera que ele fale para depois dizer “ámen”.
Ou muito me engano, ou a brincadeira continua…

O silêncio de Obama? De tão profundo que é até me doem os ouvidos e é como diz, Carlos, acontecesse isto na Colômbia e já por lá tinhamos os marines ou coisa parecida, a bem da democracia, claro…
é como o caso de Manuela Moura Guedes
vamos brincar à democracia?
Aqui escutei alguns comentaristas políticos dizendo que Obama e Lula andaram conversando e que já existe um acordo…só estou querendo ver aonde esta história vai dar…
Na onda americana, desde o começo do mês, o Brasil suspendeu temporariamente o acordo de isenção de vistos com Honduras.
“O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira que está em contato com a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.Mais cedo, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil afirmou que o encarregado de Negócios da embaixada brasileira, diplomata Francisco Catunda Rezende, pediu ajuda à Embaixada dos EUA em Honduras para garantir segurança e fornecimento de óleo diesel para alimentar os geradores do edifício –diante do corte de eletricidade.”(Fonte: Bol notícias)
Mas o que raio quer o Carlos que Obama faça? Que invada as Honduras para recolocar Zelaya na presidência?
Eu sou a favor da não-intervenção em assuntos internos de outros países, e sobretudo da não intervenção violenta.
O ideal não será aguardar pelas eleições agendadas para Novembro, garantindo que estas sejal livres, democratas e justas? Esperemos que Micheletti não embarque em aventureirismos típicos da américa latina, mas recolocar Zelaya no poder e adiar eleições seria catastrófico, embora agradasse aos bolivarianos e “hermanos Castro”…