Há muito tempo que critico as ideias delirantes de quem governa Lisboa, que não tem a mínima ideia do que é a gestão de uma cidade e que, em vez de se preocupar com o lixo e com os buracos nas ruas, só avança com propostas para impedir a circulação dos transportes, a benefício das bicicletas e dos passeantes. Já há muito que tinha aqui criticado o disparate que se fez no Marquês, e cada vez que lá passo amaldiçoo quem teve a ideia peregrina de substituir uma rotunda onde se circulava por duas que se entrecruzam e por isso não se circula, ficando os carros amontoados em frente a semáforos.
Mas depois do transporte automóvel, agora chegou a vez do transporte ferroviário e a Câmara de Lisboa propõe-se trocar a estação de Santa Apolónia por um jardim. Só quem não percebe a importância do transporte ferroviário se pode lembrar de encerrar a terceira estação do país, com três milhões de passageiros por ano, para a substituir por um jardim, que provavelmente deve depois ficar tão bem tratado como o jardim do Torel, abusivamente transformado em “praia urbana”. E tudo isto, segundo se diz, para favorecer o transporte fluvial e as sempres estimáveis bicicletas. Calcula-se por isso que em lugar do comboio, os visitantes de Lisboa e as pessoas que aqui trabalham, devam antes usar o Tejo para chegar de barco a remos, ou vir de bicicleta a partir do Porto ou do Algarve.
Há limites para o disparate. Até quando os lisboetas vão continuar sujeitos a estes delírios da sua Câmara Municipal?

A Câmara de Lisboa não “se propõe” fazer isso. Trata-se apenas de uma ideia peregrina, e mesmo assim apenas de longo prazo, que o vereador de urbanismo da Câmara atirou cá para fora numa conferência qualquer.
Entre as ideias que se chocam na cabeça de um vereador e uma intenção prática de uma Câmara vai uma enorme distância.
o jardim do Torel, abusivamente transformado em “praia urbana”
O LML pode não concordar com essa ideia, mas parece que ela foi tão popular que a junta de freguesia tenciona repeti-la este ano, e até nos próximos anos.
O facto incontestável é que o jardim do Torel tem muito mais afluência, isto é, utilidade para a população, quando lá está a praia urbana do que quando ela lá não está.
Depois não me venha dizer que estamos em crise e há gente com fome.
Para ir ao Jardim do Torel gasta-se uma pipa de massa, especialmente quem morar nas redondezas até ao Martin Moniz, que é o público que o frequenta.
Já para ir à Caparica é de borla.
Tonto!
impedir a circulação dos transportes, a benefício das bicicletas e dos passeantes
Protesto veementemente contra a designação de “passeantes” a quem anda pela rua.
Cerca de um terço da população de Lisboa vai a pé para o seu trabalho. Não andam a passear. Estão a deslocar-se em trabalho, tal como o LML se desloca de carro.
E têm (pelo menos) tantos direitos a deslocar-se confortavelmente a pé como o LML a deslocar-se de carro.
“advogados”, provavelmente reformados, não sabem distinguir o significado do termo “passeantes” do significado do termo “passantes”…
É já a campanha eleitoral, então. Fala-se aos portugueses na única linguagem que gostam de ouvir, dizendo-se-lhes o que gostam de ouvir: acabar com o “velho” (desgraçadamente o caminho de ferro, em Portugal – com a “moderna”, utópica e devorista excepção da alta velocidade e o resignado fatalismo das linhas suburbanas, de segunda a sexta – é coisa velha, antiquada, sem préstimo; nada, na falta do carrito, como a carreira da camionagem) para fazer qualquer coisa de “novo”. E novo é aqui, como sempre, como em tudo, a construção civil, o betão e o tijolo, o cimento a rodos.
Porque, é bem de temer e seria ingenuidade culposa (se a figura existe) pensar o contrário, acabaria (acabará) por ser este o destino dos terrenos presentemente ocupados pela ferrovia em Santa Apolónia. Se não no todo, na sua grande parte: escritórios, habitação (de luxo, naturalmente – a proximidade do rio seria copiosa de argumentos nesse sentido), mais um centro comercial ou coisa afim; mais um caso de densidade de construção absurda por qualquer critério de bom senso, mais um inferno de estacionamento.
Mais uma obra de regime, mais um negócio entre política e construção civil, mais uns tantos, entre os de sempre, a meter dinheiro ao bolso. Mais uma fonte de abundante receita camarária.
Mais um infindo estaleiro de obras, de lama e de pó, tão ao gosto deste povo de trolhas que só nisso vê progresso e emprego, que desconhece – e rejeitaria se conhecesse – o que seja urbanismo, que despreza o passado e que devota ao verde, à Natureza (esse enorme caixote de lixo, único préstimo que lhe vê), desprezo igual – ou maior – ao que dedica ao comboio.
Mesmo que por agora, muito convenientemente e dentro da correcção política, se lhe venda um jardim.
Costa
O seu ódio ideológico é a matriz das suas brilhantes análises. —————————–
Recaia ele sobre um dado candidato presidencial ou sobre os eleitos da CML: os seus dois ódios de estimação.
Segundo um ditado português, «Vemos mais depressa um mosquito nos olhos alheios do que um boi nos nossos».
O senhor é presidente da Associação Lisbonense de Proprietários, portanto, de todos os proprietários.
Eu explico-me: Em 2003 foi publicado o CIMI, Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, que criou o IMI em substituição da Contribuição Autárquica.
E a partir desse momento foi criada a mais vil e injusta discriminação entre proprietários de prédios urbanos.
A partir de 2004 (descontando os curtos períodos e isenção do imposto de que alguns podem beneficiar), os proprietários de prédios sobre os quais ocorreu alteração de titularidade passaram a pagar um valor de imposto de IMI verdadeiramente escandaloso, isto devido à brutal actualização do Valor Patrimonial Tributário, sobre o qual se aplicou a taxa aprovada, no caso, falo da de Lisboa.
Aos restantes titulares de prédios a aguardar avaliação (que ainda não teria sido feita não fora a Troika a isso obrigar) aplicou-se até este ano taxas, embora superiores às dos prédios avaliados, ainda assim sobre VPT irrisórios (um anacronismo semelhante às rendas antigas que subsidiam os inquilinos à custa dos senhorios, nem dando para pintar uma janela dos prédios), de que resultou valores de IMI de nos rirmos: 20 euros, 40 euros, 100 euros, etc.
Isto enquanto os proprietários dos prédios avaliados pagaram desde 2004 muitas centenas ou mesmo milhares de euros de IMI.
E também porque havia uma Cláusula de Salvaguarda, que mesmo em relação aos prédios que foram sendo avaliados desde 2012, impedia aumentos plenos.
Felizmente o Governo terminou com essa discriminação entre portugueses titulares de prédios a partir deste ano.
E o que fez o senhor?
Veio sempre barafustar contra o aumento que cerca de 2/3 dos titulares de prédios recentemente avaliados iriam sofrer (falando demagogicamente em aumentos de 2000% ou mais, como se isso significasse algo só por si), esquecendo-se de cerca de 1/3 de proprietários que têm «apanhado com a fava» desde 2004.
O que deveria ter feito era aplaudir a medida do Governo e pedir uma forte redução, ou dos VPT ou do intervalo das taxas, para que os aumentos fossem moderados para uns, os que passaram a pagar pelo CIMI, e para que os esquecidos e «roubados pelo IMI» passassem a pagar valores razoáveis.
E sobre o facto de António Costa ter baixado a taxa de IMI desde 2007, quando foi eleito, fixando nos últimos anos no valor mínimo – 0,3 – o senhor cala-se vergonhosamente.
Portanto, olhe para si antes de criticar tão azedamente os outros.
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P. S. Sempre que passo de táxi pelo Marquês, pergunto se aquilo funciona bem e se está melhor do que antes. A resposta é invariavelmente que, desde que as pessoas se habituaram, e excepto num ou noutro período excepcional, que existem sempre seja qual for o esquema de rotundas, está melhor.
Para si só podia estar pior, pudera.
A quem o assunto não convém, jamais encontra melhor que mudar de assunto. Mais velho que isto, só se for a mais velha profissão do mundo.
A sua técnica é que é bem velhinha, nem tocou numa vírgula do que eu disse.
Eu quis apenas, através de um exemplo bem documentado (se duvida do que eu afirmo leia as entrevistas do Senhor LML, são públicas), mostrar que este senhor faz críticas ferozes aos seus ódios de estimação mas é incoerente: não olha para o que ele próprio faz.
Não se pode ser tão crítico em relação aos outros e ser tão «mole» na autocrítica: senão isso é incoerência pura.
E que disse o esclarecido cavalheiro sobra a ideia da demolção de Santa Apolónia? ZZZEEERRROOO!!!
E que disse o esclarecido cavalheiro sobre a ideia da demolição de Santa Apolónia? ZZZEEERRROOO VÍRGULA ZZZEEERROOO!!!
Burro é vossa excelência que não percebeu que o que me interessou realçar foi o extremo criticismo de LML para com aos outros (só alguns, os que são o seu ódio de estimação) quando o próprio tem telhados de vidro.
Mas aqui, que não escrever de carreirinha a ladainha do costume não é bem vindo.
Percebi que os BURROS PROFISSIONAIS FALAM DE OUTRAS TRETAS QUANDO O ASSUNTO OS INCOMODA.
E os burros amadores zurram e dão coices.
Excelente comentário. Tem toda a razão.
O meu pai faleceu em 2006 e desde essa data passei a pagar muito mais IMI (do que o que ele pagava) pelos prédios que lhe pertenciam.
Ou seja, por puro azar meu e dele, passei a pagar muito mais IMI do que os proprietários de propriedades totalmente similares.
Agora, por imposição da troica, essa injustiça terminou, e ainda bem.
É lamentável que a Associação Lisbonense de Proprietários continue a defender a injustiça antiga e a olhar para o passado, em vez de se adaptar às corretas e justas imposições da troica.
Deixo uma pequena correcção ao meu 1.º comentário sobre as taxas de IMI em Lisboa desde 2007.
Onde disse «fixando nos últimos anos no valor mínimo – 0,3 –», devia ter precisado bem, «fixando nos últimos TRÊS anos no valor mínimo – 0,3 – ».
Aqui ficam as taxas, sempre baixas comparativamente com as de muitas outras câmaras, muitas delas com a taxa máxima.
Taxas em Lisboa e intervalo das taxas no país:
2007 – 0,400 (mínima 0,2 e máxima 0,5)
2008 – 0,350 (mínima 0,2 e máxima 0,4)
2009 – 0,350 (mínima 0,2 e máxima 0,4)
2010 – 0,350 (mínima 0,2 e máxima 0,4)
2011 – 0,350 (mínima 0,2 e máxima 0,4)
2012 – 0,300 (mínima 0,3 e máxima 0,5)
2013 – 0,300 (mínima 0,3 e máxima 0,5)
2014 – 0,300 (mínima 0,3 e máxima 0,5)
E repare-se no estado em que toda a zona circundante se encontra, desde a Estação Sul e Sueste, mais aquela marada colecção de pilaretes em frente ao Ministério das Finanças, ao Campo das Cebolas, à Doca da Marinha, ao inexistente Terminal de Cruzeiros, ao incrível desmazelo na zona do Poço do Bispo, ao vergonhoso (para uma câmara com vergonha na cara) estado da Av. Infante D. Henrique (basta ver os “parques de estacionamento” que por lá existem), a toda a zona da Matinha – nada se aproveita desde o Terreiro do Paço até ao Parque das Nações.
E toda a infra-estrutura de linhas férreas e material circulante que por ali se vê, também iria tudo para o ferro-velho?
Que sorte a nossa, termos autarcas completamente alucinados.
Pelo que conheço de Lisboa, percebo que se este plano avançar criará enormes perturbações a utentes e à cidade até mesmo em termos de trânsito. A estação a oriente de Lisboa, a nova, ainda que com os interfaces que a acompanham, não basta para anular ou suprimir Santa Apolónia. E não basta porque Santa Apolónia é um ponto de partida e chegada desses passageiros que o Luís refere.
É um absurdo se isto acontecer. Mas se acontecer é necessário que seja levada a linha de metro que serve hoje esta estação, com conforto e capacidade, até ao oriente. É importante pensar nas receitas que este troço gera. Três milhões é muita gente em termos de receita.
Eu acho muito bem. Salgado foi lá posto pelo Exmo. Sr. Dr. Costa e só tem produzido maravilhas.
Aqui temos um flato consumado.
Exactamente igual aos que sistematicamente produzes.
Fala o especialista especialmente especializado em flatos e afins.
Significa isto que o vovô gostou das receitas que solicitava e no essencial adoptou-as. Parabéns pelo esforço. Nota-se uma progressão e que recuperou a auto-estima. Mas fiquei com a impressão que não gostou de ver os vídeos que anexei. Compreendo, é algo relacionado com a fotogenia.
Nota: a produção audiovisual não é minha. Tem de respeitar a autoria.
O vereador Manuel Salgado teve uma ideia completamente louca.
Então o Estado investiu um balúrdio para levar o metropolitano até Santa Apolónia e agora que ele lá chegou ia desativar a estação?
O vereador tem uma ideia errada quando diz que a maior parte dos lisboetas toma o comboio na estação do Oriente e não na de Santa Apolónia. Isso era verdade há 2 ou 3 anos. Agora, a pouco e pouco as pessoas estão a começar a aperceber-se de que Santa Apolónia também existe e de que tem uma boa ligação por metropolitano. Hoje em dia já cerca de metade das pessoas nos comboios intercidades prefere entrar e sair em Santa Apolónia em vez de no Oriente.
Lisboa nasceu devido ao seu excelente porto. É ridícula a ideia do vereador mandar o porto para o Barreiro para que os lisboetas possam passear num jardim ao pé do rio. As atividades económicas – o porto – deven ter prioridade sobre o lazer – o jardim.
E porque não? Tanto quanto decerto seria desactivado o actual aeroporto; ou não era igualmente absurdo – ou na verdade apenas calculisticamente oportunista – estar a estação de metropolitano do aeroporto a ser acabada, depois de décadas de sua absolutamente inqualificável falta, precisamente no tempo em que mais acesamente se falava do novo aeroporto de Lisboa? Coisa que só a catástrofe económico-financeira fez calar (e apenas até ver).
Pode ser que isto tenha sido apenas um momento de delírio – provindo de quem por inerência de funções disso não deveria sofrer -, mas o mote está lançado. E tal como no caso do aeroporto a estação estará já lá quando a grande negociata de construção civil finalmente se consumar, também no caso de Santa Apolónia já lá estará o metro quando o que por lá vier a ser feito (e se o for, não há-de ser um economicamente desinteressado parque), se concretize.
E ainda no-lo apresentarão como um caso de excepcional visão de estadista: por uma vez, contrariando a prática de sempre, até já lá estava tão importante infra-estrutura de transporte urbano!
Costa
Grande ideia. Excecional. Espero que venha a ser copiada por todo o país. Cá estações de caminhos de ferro, cá gente a atrapalhar. Um jardim, sim senhor, com umas árvores assim para o pequenino e uma relva que depressa acabará como lixeira. Acho muito bem. Aliás, toda a gente sabe que estas ideias peregrinas tem sido copiadas em todos os países desenvolvidos. E nos outros que nem por isso tentam chegar longe. Com ideias nossas.
Já agora dava para deitar ao chão aquele edifício ali para os lados do Martim Moniz? O castelo? É que aquilo dava, na minha humilde opinião, um belo condomínio.
E a Sé também era arrasada, porque não dá jeito nenhum para estacionar.
Se não der muito trabalho aos criativos da CML e seus magnificentes arquitetos, podiam num rasgo de imensa criatividade, arrasar com a porcaria da Torre de Belém? É que aquilo teria muito espaço às esplanadas que porventura se queiram instalar por ali. E sei que são capazes de ir muito além do que vos proponho, dando cabo da Estação Fluvial de Belém? Obrigada.
Não querendo parecer que estamos num país democrático, civilizado e com tanta gente que estudou e alcançou um estatuto invejável na CML e arredores, confesso que também não acho piada nenhuma ao parque Eduardo VII, sem festas. A sério. Aquilo devia ser a Feira Popular que tanta falta faz ao povo da Cidade e arredores. E sei de uns edifícios, que alguns apelidam de históricos e que confesso que só mesmos os turistas para lhe acharem graça aquilo, que também eram arrasados e fazíamos imensos jardins. Sim, jardins, que dá para notar que estão muito bem cuidados. Nota-se que a CML e as Juntas de Freguesia devem ter estudado em escolas de reconhecido mérito, pois nota-se o afã com que cortam as árvores na altura da Primavera/Verão. Como a relva fica seca e por cortar, só para dar aquele ar selvagem e para esconder o lixo deitado pelos turistas (sim, são eles que sujam a cidade) e o cocó dos cães. Obrigada ao Sebastião pelas ideias fantásticas que tem. É um orgulho para qualquer português. Caramba, um génio destes e ficou por cá. Não foi obrigado a emigrar. Ainda bem que ficamos com gente capaz de criar coisas tão lindas e belas.
Se não for um jardim, pode ser um centro comercial? Por favor! O pessoal ali da zona vai adorar.
M.Lopes
Também me parecia bem um belo jardim no local da obsoletamente central estação do Rossio. Aquilo ia tudo abaixo e o pessoal vinha de Benfica por umas daquelas ciclovias onde até carrinhos de bebé estão impedidos de circular.
E a do Cais-do-Sodré escapa porquê? Pode perfeitamente ir-se a pé até Cascais, ou então de segway e faz muita falta um jardim para os turistas que vão ao Mercado da Ribeira poderem consumir os frescos que lá (não) compram…
Tudo bem bonitinho para o turismo de chinela no pé promovido pela CML.
«Até quando os lisboetas vão continuar sujeitos a estes delírios da sua Câmara Municipal?»
Enquanto continuarem a votar maioritariamente no PS.
E aquela maravilha de ponte que fizeram na ribeira das naus? E que belo ruído ela produz? Tudo tão bem pensado, tudo tão português… 🙂 ahhhhhh impossível não sorrir. Venha de lá o jardim que a malta adapta-se – que remédio têm eles, pacóvios.
Concordo em absoluto: aquela ponte é de anedota e simplesmente faz com que uma pessoa com os ouvidos em estado razoável se ponha a milhas dali.
Por que motivo não se manifestam as pessoas? Até poderiam exigir novas eleições em Lisboa. Este novo edil é tão oco como o escurinho, palavras balofas e chavões repetidos de blogues e umdeslumbramento infantil com as cidades que visita lá fora (de onde presumo vem cheio de ideias). De caminho exigir a abolição do AO que é estúpido e ridículo, porque isto das arqui tetas e dos arqui tetos é perfeitamente imbecil.
Também não é preciso baixar o nível da discussão fazendo reparos ao tom de pele do anterior edil. Tarda nada vamos chamar de idiotas a qualquer português que vote, querem lá ver? Vá, sejamos educados e corretos na discussão. Nada de insultos que tenham a ver com a raça, ideologia, clube de futebol. Isso é para gente que não saber debater.
Continuemos na senda da ironia que eleva e muito a discussão. Ah, sou mulher, anã e caso não o perturbe de “escurinha”. M. Lopes
Escurinho é um termo utilizado pelos dirigentes da CGTP, de esquerda. Pensei que fazia parte da terminologia autorizada por vossas excelências que patrulham as palavras.
Mais um jardim para os mendigos dormirem agarrados às garrafas de plástico. Ninguém tem coragem de acabar com a miséria e porcaria em Lisboa. E querem ser Europeus com o buraco mais aciganado da península onde nem se pode sair à rua sem sem abordado pela chungaria. Bom, uma ortografia de merda já têm: a dinâmica social está a ficar a condizer.