Quanto te vejo assim até me dás medo. Não bule uma palha, está tudo sereno. Nem uma onda, nem uma aragem. Não há receio que te belisque, contratempo que te catrapisque. Vá, sacode essa tentação diabólica. Deixa-te descer ao reboliço da mente, às agruras do ego, à causa alheia. Inverte o sentido, dá-te à condição dos homens. Continua aqui, pelo mistério da vida. Mais uma ladeira, mais uma descida. Já sei que te pões assim, por mor do sossego. Mas agora não podes. É cedo. Há-de vir o dia. Anda, separa-te lá, antes que alguém veja e olhe para nós com olhos de inveja.


Xô, xô, xô, vai-te maldita!!! Vil, cruel, desprezível, porque a assustas!? Deixa-a, não tornes para atormentá-la!.
Agora nós, doce Dulcineia. Perdoai-me o atraso, mas o mê burrito anda cocho. Foi mordido por uma vespa, o Vespa Soares. Mas cheguei, aqui me tendes. Esta cruel criatura ousou sacudir suas entranhas!? A morte? Não a temais, tratai-a antes como irmã e todos os vossos receios se dessiparão.
Folgo que tenha gostado das musiquitas. Vai na banguela.
Por favor, leia-se dissiparão.
E leia-se também “coxo”, já agora.
Obrigado, mas o mê burrito também serve de cocho (tabuleiro, manjedoura etc.).
eu li, e constatei, com toda a aceitação, que hoje o meu amigo Anónimo, está manquinho na verborreia.
http://www.dicionarioinformal.com.br/sin onimos/cocho/
É da manjadoura e da manjedoura.
isso é lá no brasil. aqui é http://www.inforpedia.pt 🙂
http://www.youtube.com/watch?v=um5-3PlTp Xw&feature=related
lol … o que vexa foi buscar 😀
Só para mostrar que as línguas são diversas e as palavras têm o significado que devem ter.
Antes de mais, Anónimo, estou confusa. A anonimidade (não se diz, mas não interessa) dos comentadores baralha-me. Quantos são, hein?, quantos são? Podiam fazer o obséquio de arranjar uma graça. Só para simplificar.
Quanto ao resto, faça como o Soares, venda a Vespa… Nunca morri, mas gostava, juro. Quero crer que saiba a paz, a muita paz 🙂
Escolha uma graça para mim. E, por favor, leia-se dissiparão. Não lhe desejo a morte, desejo-lhe que veja a morte como irmã. Mas o perigo não está nessa morte, mas na outra; naquela que faz dos vivos mortos.
Ah, essa dos vivos-moribundos é que assustadora, sim. E entra sem ninguém convidar. Mas é como sinto, ou como diz, a morte é irmã da vida, e quanto a isso, estou serena – posso partir. Vou confiante 🙂
Uma graça, para não perturbar os seus dias e sempre me dá uma ajuda, pode ficar @nónimo ? ou, se tiver aquele Azinho dentro de um círculo, que usam os anarcas, também fica bonito.
PS: eu li dissiparão.
Madrinha, obrigado.
rerere, a arroba faz de ‘a’ ! néparepetiró
http://www.youtube.com/watch?feature=rel ated&hl=en&v=W7gOXWeiC7I
Vielen Dank
É curioso associar essa serenidade e paz á chegada da morte.
Porque será que achamos que possa haver tal sossego, sem brisa que transforme a quietude? e porque nos assombra ela á noite, quando tudo está imerso em escuridão e onde tudo não passa de vultos correndo pela nossa própria imaginação ?
É bizarro Gui.
Bonito texto.
Obrigada cr.
Acho que sim, estar sereno é um estado raro que nos livra de todos os vínculos terrestres. Não querendo nada, não desejando coisa alguma, a essa estranha e nova liberdade, que mais se pode assemelhar? só a morte, não é?
Um abraço cr !
Isto será alvorada ou crepúsculo? Mas deu-me cá uma fome…
de carne , bifes :p