5 comentários em “Reflexão do dia”

  1. Mas em democracia, também, sempre foram as minorias a ditar as regras, a coberto da dita maioria. Mas agora anda por aí um fenómeno, bom, que começa a impedir isto; chama-se blogosfera. Os media que se cuidem porque essa dos “opinion makers” já foi.

  2. Assim fala um Socialista do Séx XIX…
    Não consegue conceber um mundo onde nem as minorias nem as maiorias impõem.

    A Democracia para começar habitualmente dá poder a uma minoria.
    Sócrates pode duplicar a nossa dívida com 40% dos votos e lançar-nos na bancarrota.
    Os brancos e nulos não estavam representados na assembleia. Nem Sócrates tinha algum limite a fazer o que fez só com aqueles votos.

    A Democracia é terrível para as minorias ou para uma Maioria composta de muitas minorias queiram ou não estas impor a sua vontade.

    Vivemos em Democracia Totalitária e esse é o problema.
    A Democracia tem demasiado poder.
    É só parte do problema.
    Como cogumelos nascem cada vez mais Agências e Organisações para estatais que o Estado Democrático cria. Estas Agências cada vez se arrogam mais poder: taxas e regras de todo o tipo, militarização etc etc…

    A Democracia ainda implica outra coisa má: implica política mesmo quando não há necessidade de política.

    Republica quer dizer Limites ao Poder.
    Seja Minoria ou Maioria não interessa.
    Todos abusam se tiverem demasiado.
    E é isso que Tomás Vasques não fala.

  3. Não defendendo eu que seja “a rua” o expoente da vontade popular, também me faz confusão esperar calmamente pelo final dos mandatos de quem se elegeu à pala de promessas que não cumpre ou manifestamente ofende, por outras vias (e estas têm sido, entre nós, inumeráveis), os patetas que se deram ao trabalho de ir votar.

    Como se sai daqui? Não faço a menor ideia.

    (O que acima escrevi obviamente que não se aplica apenas à actual maioria/ao actual governo).

  4. quantas, mas quantas vezes, as democracias avançaram devido à luta de (então) minorias: abolição da escravatura, direito de voto às mulheres, abolição da pena de morte, direito à greve, e por aí sem nunca acabar…

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