Bem faço por tentar evitar criticar Cristina Torrão mas é impossível, porque ela é mesmo impossível. Make American Great Again tinha a única conotação económica de, contrariando o globalismo, taxar importações de países com menos exigências fiscais, sociais e de remuneração de mão-de-obra, fazendo regressar aos Estados Unidos muita produção deslocalizada. Segundo analistas, o seu efeito prático foi inferior ao do Buy American Act da administração Biden-Harris https://www.whitehouse.gov/briefing-room/statements-releases/2021/07/28/fact-sheet-biden-harris-administration-issues-proposed-buy-american-rule-advancing-the-presidents-commitment-to-ensuring-the-future-of-america-is-made-in-america-by-all-of-americas/ Make Russia great again que nuca foi dito e, ao invés, sempre foi dissimulado por Putín tem conotações de expansão territorial “manu militari”. Nada de nada a ver uma coisa com a outra. Isto quanto ao “sliogan”. Quanto às pessoas. Trump – excluindo Biden que ainda não acabou o mandato – foi o único presidente americano que não invadiu nenhum país nem iniciou nenhuma guerra numa longa lista. Putín, chacinou os chechenos. E 2008 invadiu a Geórgia. Em 2014 anexou a Crimeia. Em 2015 enviou tropas especiais para o Donbass, furtando “de facto” metada dessa região à administração de Kiev. Agora invadiu a Ucrânia. Será que Cristina Torrão terá a noção que, ao tentar equiparar Trump a Putín, está a desculpar, e muito, este último?
Trump deu, há dias, uma entrevista aos locutores de rádio e podcast Buck Sexton e Clay Travis (conhecidos como conservadores), em que se desfez em elogios a Putin. Alguns excertos:
“Isto é genial. Putin declara uma grande parte da Ucrânia como independente. Oh, isso é maravilhoso. Quão inteligente é isso? E ele vai entrar e ser um pacificador”.
“Essa é a força de paz mais forte. … Poderíamos usar isso na nossa fronteira sul. Essa é a força de paz mais forte que já vi. Havia mais tanques do exército do que eu alguma vez vi. Vão manter a paz. Não, mas pensem nisso. Aqui está um tipo que é muito esperto. … Eu conheço-o muito bem. Muito, muito bem”.
O artigo de onde tirei isto está em alemão. Envio o link, como prova (caro que o Francisco tem o direito de desconfiar da minha tradução):
Muito obrigado por reforçar a minha opinião. Mais uma diferença avassaladora. Trump diz disparates. Sempre disse disparates e sempre o disse de forma desagradável e, muitas, como agora, com total falta de sentido de oportunidade(*). Putín diz mentiras, e di-las sempre com um ar seráfico, e quase sempre, no momento mais oportuno para obter os efeitos que pretende. (*) Assim de repente não me lembro quem foi o cronista do Delito de Opinião que escreveu que para analisar Trump é imprescindível não ouvir o que ele diz mas observar o que faz.
Lembro-me dessa frase do meu colega bloguista, que também fixei, mas por motivos diferentes. Uma pessoa que não mostra coerência entre as palavras e os actos revela uma grande fraqueza de carácter. Uma pessoa assim está constantemente a mentir, é o cúmulo da hipocrisia (não difere em nada do Putin), uma pessoa nada digna de confiança e, aliás, uma péssima educadora (não me admira que a família de Trump seja completamente disfuncional). Sinceramente, não estou a ver como é que uma frase dessas possa abonar a favor de alguém.
“Uma pessoa que não mostra coerência entre as palavras e os actos revela uma grande fraqueza de carácter.”
É o caso de imensa gente que nos cerca (na nossa opinião) e decerto muitas vezes Você e eu (na opinião deles). Então no mundo da política, ui, ui, porque é esse que nos leva “cantando e rindo” para onde quer e a malta lá vai desde que o ordenado ou a reforma continuem a caír na conta no dia certo. Não concordo com tudo o que o comentador anterior escreveu mas de facto convinha que nos víssemos ao espelho mais vezes para não fazermos certas figuras de “convencidos”.
Existem inúmeros links na web com a transcrição exacta das palavras do sujeito e sendo este um blog com um número razoável de pessoas que sabem inglês podia ter-se dado a esse trabalho pois o link que nos cedeu é do maior jornal on-line alemão mas que, lá está, pertence desde há uns anos a um grupo que “não mostra coerência entre as palavras e os actos” em algumas questões ligadas a publicidade…
Last but not least, a página do t-online abriu já “traduzida” aqui no meu PC, só tive que comparar a tradução com o original inglês depois de eliminar as habituais discrepâncias destas traduções automáticas com o original alemão.
Gostava de saber como um anónimo se olha ao espelho. Será que é “convencido” ou “senvencido”?
Quanto às acusações que Você faz à página t-online, podia ser mais concreto? É que não apresenta provas nem dá exemplos. “Algumas questões ligadas a publicidade”?! Não faço ideia do que está a falar. Você parece-me uma espécie de Fantomas. Não só não tem nome/rosto, como atira assim umas afirmações para o ar sem qualquer fundamento.
Comparou a tradução automática do alemão com o original inglês. E…?
A Rússia dos Czares? Só pode ser essa, a outra a seguir não teve grandeza.
sobre o começo « Moscóvia ou Grão-Principado de Moscou,[1] foi a entidade política antecessora do Império Russo e sucessora da Rússia de Quieve nas suas terras nórdicas » passgem por « Contos de Kolimá » vamos ver onde termina
Talvez valha a pena lembrar que os dois chefes de Estado que invadiram em grande escala a Rússia, Napoleão e Hitler, eram ambos megalómanos e detinham um poder absoluto sobre os seus súbditos. Embora não me agrade equipará-lo a esses dois, também o Kaiser Guilherme que iniciou a 1ª guerra mundial, equipara-se a esses dois. Em menor escala, Nicolau II, apresenta algumas semelhanças e tem no seu currículo a célebre guerra – salvo erro pela Manchúria – em que enviou a sua esquadra à volta do mundo pela rota do Cabo, para ser miseravelmente batida pelos japoneses que nesse ano de 1905 viram-se assim reconhecidos como potência imperial. Alguém tem dúvidas que Putín é um ditador e que é megalómano?
A mensagem do “mural do facebook” ao pretender ser irónica com a frase de Trump erra o alvo. América é o continente americano, Canadá é América, Brasil é América, México é América. Trump foi um político abrangente mas com focado na política interna (não invadiu nenhum país, por exemplo). Tinha uma visão global para o continente americano mas sem intervenção militar. Não interferiu, militarmente, em nenhum continente. Trump nunca disse: vamos fazer os Estados Unidos da América grandes, novamente. Putin tem uma visão imperialista da coisa, Rússia grande outra vez (não fala numa Europa nem numa Ásia grande) remete-nos para as antigas fronteiras da URSS/CCCP. Comparar Trump com Putin é comparar um estadista democrático com um imperialista invasor.
Desculpe, Pedro mas não entendi. Trump tinha uma visão global para o continente americano? Nunca me apercebi. Se sim, porque queria ele construir um muro na fronteira sul? Essa visão global incluía muros entre os países?
Quando ele dizia “America” não se referia apenas aos EUA? Mas então não estava focado na política interna? Não me parece que os norte-americanos estejam a pensar em todo o continente, quando dizem “God bless America”.
Não, ele não interferiu militarmente em nenhum continente. Preferia semear o caos no seu próprio país, de tão focado que estava da política interna.
Trump um estadista democrático? Só muito contrariado. Ele bem tentou acabar com a democracia norte-americana.
De resto, usei apenas uma frase que se aplica a Putin, bastou substituir “America” por “Russia”. O facto de Trump ser o seu criador é pura coincidência.
Cristina, estava a tentar ser irónico mas não saiu muito bem, julguei que se perceberia que eu não estava a fazer uma análise séria (nem a sério) quando chamei “estadista democrático” a Trump . Continuação de um bom fim-de-semana (dentro do possível) e que o mundo regresse o mais rápido possível à normalidade.
Bem faço por tentar evitar criticar Cristina Torrão mas é impossível, porque ela é mesmo impossível. tatements-releases/2021/07/28/fact-sheet-b iden-harris-administration-issues-propos ed-buy-american-rule-advancing-the-presi dents-commitment-to-ensuring-the-future-o f-america-is-made-in-america-by-all-of-a mericas/
Make American Great Again tinha a única conotação económica de, contrariando o globalismo, taxar importações de países com menos exigências fiscais, sociais e de remuneração de mão-de-obra, fazendo regressar aos Estados Unidos muita produção deslocalizada. Segundo analistas, o seu efeito prático foi inferior ao do Buy American Act da administração Biden-Harris
https://www.whitehouse.gov/briefing-room/s
Make Russia great again que nuca foi dito e, ao invés, sempre foi dissimulado por Putín tem conotações de expansão territorial “manu militari”.
Nada de nada a ver uma coisa com a outra. Isto quanto ao “sliogan”.
Quanto às pessoas.
Trump – excluindo Biden que ainda não acabou o mandato – foi o único presidente americano que não invadiu nenhum país nem iniciou nenhuma guerra numa longa lista.
Putín, chacinou os chechenos. E 2008 invadiu a Geórgia. Em 2014 anexou a Crimeia. Em 2015 enviou tropas especiais para o Donbass, furtando “de facto” metada dessa região à administração de Kiev. Agora invadiu a Ucrânia.
Será que Cristina Torrão terá a noção que, ao tentar equiparar Trump a Putín, está a desculpar, e muito, este último?
Trump deu, há dias, uma entrevista aos locutores de rádio e podcast Buck Sexton e Clay Travis (conhecidos como conservadores), em que se desfez em elogios a Putin. Alguns excertos:
“Isto é genial. Putin declara uma grande parte da Ucrânia como independente. Oh, isso é maravilhoso. Quão inteligente é isso? E ele vai entrar e ser um pacificador”.
“Essa é a força de paz mais forte. … Poderíamos usar isso na nossa fronteira sul. Essa é a força de paz mais forte que já vi. Havia mais tanques do exército do que eu alguma vez vi. Vão manter a paz. Não, mas pensem nisso. Aqui está um tipo que é muito esperto. … Eu conheço-o muito bem. Muito, muito bem”.
O artigo de onde tirei isto está em alemão. Envio o link, como prova (caro que o Francisco tem o direito de desconfiar da minha tradução):
https://www.t-online.de/nachrichten/aus land/id_91713076/donald-trump-lobt-wladi mir-putins-ukraine-taktik-das-ist-genial- .html
Errata: “claro que o Francisco tem o direito de…”
Muito obrigado por reforçar a minha opinião. Mais uma diferença avassaladora.
Trump diz disparates. Sempre disse disparates e sempre o disse de forma desagradável e, muitas, como agora, com total falta de sentido de oportunidade(*).
Putín diz mentiras, e di-las sempre com um ar seráfico, e quase sempre, no momento mais oportuno para obter os efeitos que pretende.
(*) Assim de repente não me lembro quem foi o cronista do Delito de Opinião que escreveu que para analisar Trump é imprescindível não ouvir o que ele diz mas observar o que faz.
Lembro-me dessa frase do meu colega bloguista, que também fixei, mas por motivos diferentes. Uma pessoa que não mostra coerência entre as palavras e os actos revela uma grande fraqueza de carácter. Uma pessoa assim está constantemente a mentir, é o cúmulo da hipocrisia (não difere em nada do Putin), uma pessoa nada digna de confiança e, aliás, uma péssima educadora (não me admira que a família de Trump seja completamente disfuncional). Sinceramente, não estou a ver como é que uma frase dessas possa abonar a favor de alguém.
“Uma pessoa que não mostra coerência entre as palavras e os actos revela uma grande fraqueza de carácter.”
É o caso de imensa gente que nos cerca (na nossa opinião) e decerto muitas vezes Você e eu (na opinião deles).
Então no mundo da política, ui, ui, porque é esse que nos leva “cantando e rindo” para onde quer e a malta lá vai desde que o ordenado ou a reforma continuem a caír na conta no dia certo.
Não concordo com tudo o que o comentador anterior escreveu mas de facto convinha que nos víssemos ao espelho mais vezes para não fazermos certas figuras de “convencidos”.
Existem inúmeros links na web com a transcrição exacta das palavras do sujeito e sendo este um blog com um número razoável de pessoas que sabem inglês podia ter-se dado a esse trabalho pois o link que nos cedeu é do maior jornal on-line alemão mas que, lá está, pertence desde há uns anos a um grupo que “não mostra coerência entre as palavras e os actos” em algumas questões ligadas a publicidade…
Last but not least, a página do t-online abriu já “traduzida” aqui no meu PC, só tive que comparar a tradução com o original inglês depois de eliminar as habituais discrepâncias destas traduções automáticas com o original alemão.
Gostava de saber como um anónimo se olha ao espelho. Será que é “convencido” ou “senvencido”?
Quanto às acusações que Você faz à página t-online, podia ser mais concreto? É que não apresenta provas nem dá exemplos. “Algumas questões ligadas a publicidade”?! Não faço ideia do que está a falar. Você parece-me uma espécie de Fantomas. Não só não tem nome/rosto, como atira assim umas afirmações para o ar sem qualquer fundamento.
Comparou a tradução automática do alemão com o original inglês. E…?
A Rússia dos Czares? Só pode ser essa, a outra a seguir não teve grandeza.
Só pode ser essa mesmo, o Putin não é comunista. Na sua psicopatia, aspira a ser czar, sim.
sobre o começo
« Moscóvia ou Grão-Principado de Moscou,[1] foi a entidade política antecessora do Império Russo e sucessora da Rússia de Quieve nas suas terras nórdicas »
passgem por
« Contos de Kolimá »
vamos ver onde termina
Talvez valha a pena lembrar que os dois chefes de Estado que invadiram em grande escala a Rússia, Napoleão e Hitler, eram ambos megalómanos e detinham um poder absoluto sobre os seus súbditos. Embora não me agrade equipará-lo a esses dois, também o Kaiser Guilherme que iniciou a 1ª guerra mundial, equipara-se a esses dois. Em menor escala, Nicolau II, apresenta algumas semelhanças e tem no seu currículo a célebre guerra – salvo erro pela Manchúria – em que enviou a sua esquadra à volta do mundo pela rota do Cabo, para ser miseravelmente batida pelos japoneses que nesse ano de 1905 viram-se assim reconhecidos como potência imperial.
Alguém tem dúvidas que Putín é um ditador e que é megalómano?
Eu não.
A mensagem do “mural do facebook” ao pretender ser irónica com a frase de Trump erra o alvo.
América é o continente americano, Canadá é América, Brasil é América, México é América.
Trump foi um político abrangente mas com focado na política interna (não invadiu nenhum país, por exemplo). Tinha uma visão global para o continente americano mas sem intervenção militar.
Não interferiu, militarmente, em nenhum continente.
Trump nunca disse: vamos fazer os Estados Unidos da América grandes, novamente.
Putin tem uma visão imperialista da coisa, Rússia grande outra vez (não fala numa Europa nem numa Ásia grande) remete-nos para as antigas fronteiras da URSS/CCCP.
Comparar Trump com Putin é comparar um estadista democrático com um imperialista invasor.
Desculpe, Pedro mas não entendi. Trump tinha uma visão global para o continente americano? Nunca me apercebi. Se sim, porque queria ele construir um muro na fronteira sul? Essa visão global incluía muros entre os países?
Quando ele dizia “America” não se referia apenas aos EUA? Mas então não estava focado na política interna? Não me parece que os norte-americanos estejam a pensar em todo o continente, quando dizem “God bless America”.
Não, ele não interferiu militarmente em nenhum continente. Preferia semear o caos no seu próprio país, de tão focado que estava da política interna.
Trump um estadista democrático? Só muito contrariado. Ele bem tentou acabar com a democracia norte-americana.
De resto, usei apenas uma frase que se aplica a Putin, bastou substituir “America” por “Russia”. O facto de Trump ser o seu criador é pura coincidência.
Cristina, estava a tentar ser irónico mas não saiu muito bem, julguei que se perceberia que eu não estava a fazer uma análise séria (nem a sério) quando chamei “estadista democrático” a Trump
.
Continuação de um bom fim-de-semana (dentro do possível) e que o mundo regresse o mais rápido possível à normalidade.
Desculpe, Pedro. O defeito não será do seu comentário, mas meu, confusa de ler tanta parvoíce.
De facto, estranhei. Já discordámos algumas vezes, mas nunca lhe tinha visto uma “costela trumpiana”
Obrigada, igualmente para si.
(e que o Sporting ganhe, sempre animava)