Os sonhos são os universos paralelos mais comuns. Aqueles a que ninguém escapa e em que é impossível não acreditar. Recuso acreditar nos outros, os da ficção científica, os que nascem a cada decisão que se toma. Recuso acreditar existiram milhares de «eus» em universos paralelos, ligados por singularidades espaço-temporais ou lá como se chamam essas coisas. «Eus» que tiraram outros cursos, que reagiram de forma diferente quando conheceram certas pessoas (sim, mulheres acima de tudo), que andam neste preciso momento numa furgoneta desconjuntada algures no Tibete. E recuso acreditar por um motivo extraordinariamente simples: era preciso um azar do caraças para ter ficado com a versão mais desinteressante. Que, evidentemente, é a versão geradora de mais sonhos.
Universos paralelos
escafandro,

Na versão de Leibniz, estamos no melhor dos mundos possível.
Não sabemos isso, porque todos os pensamentos são modelos imperfeitos, zarolhos, que apenas vêm uma parte da realidade.
Há quem queira ser princesa, pede a luz ao fundo do túnel, esquecendo de a procurar na sua alma.
Pois, a mim também me não agrada a ideia, mas ninguém nos pediu opinião, não é? De qualquer forma, suponho que jamais teremos oportunidade de encontrar um dos outros “eus”. s-tripas-de-deus.html
Falando a sério, angustia-me mais a possibilidade de o Universo não passar de uma projecção a três dimensões de uma realidade longínqua e bidimensional. De não passarmos de simulações de computador, ou algo do género. Mas também aí ninguém nos pediu opinião…
http://jose-catarino.blogspot.pt/2012/10/a
O sonho comanda a vida e quando deixarmos de sonhar em algo que possa ser possível a vida tornar-se-á um pesadelo. Eu tenho um « EU» o meu filho, que quando conheceu uma mulher deixou de ser ele para ser um estranho a tudo e a todos. Para que tenha uma pequena noção deixou de ser ele para passar a ser o que ela quer. Resta-me sonhar que um dia, ele desperte para a realidade do mundo onde vive e vá ao encontro daqueles que abandonou, em troca do nada.