Uma vitória clara de Macron


Pedro Correia,

A vitória clara e concludente de Emmanuel Macron na ronda final da eleição presidencial em França, mais que duplicando a percentagem da primeira volta, fica bem evidente neste mapa eleitoral do escrutínio de domingo. Com os círculos em que o Presidente saiu vencedor pintados de amarelo e os da sua rival, Marine le Pen, tingidos de azul.

 

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18 comentários em “Uma vitória clara de Macron”

  1. “Clara”? E a gema?
    Por cada 52% de pessoas que votaram nesses quadradinhos amarelos há 41% de pessoas que votaram ao contrário.
    E é “claro”?

  2. Em quem votaram os 15 milhoes de muculmanos ? Ou serão mais ? Seria interessante fazer esta análise sociologica. Penso que há estudos franceses sobre este tema mas não domino a lingua francesa para me alongar sobre o tema.

  3. De vitória em vitória até à derrota final. Le Pen em 2017 teve 33%. Em 2022, e mesmo toda a gente sabendo as suas simpatias, cresceu. A democracia tornou-se uma ideia pouco apelativa. Hipótese: entre um regime onde és livre mas que dá aos corruptos hipóteses intermináveis de absolvição, redenção e perdão, e um regime onde não és livre mas os corruptos são sumariamente eliminados, e assim o próprio conceito de corrupção, ou seja, incerteza vs. certeza, cada vez mais gente se sente atraída pela certeza, previsibilidade, etc.

    1. Foi uma “vitória” esmagadora da Le Pen, com 41%, contra os míseros 59% de Macron.
      Como este mapa bem comprova.

      Bestial.

      A “incorrupta” candidata financiada por sujo dinheiro russo ficou a ver navios. Uma vez mais. Pela terceira vez.

    2. Obviamente.
      As Pessoas preferem a segurança ao livre-arbítrio.
      Quando digo, “não matarás”, estou a coagir e a impedir parte da Liberdade, em prol de uma ética e de uma moral.
      Quando digo, “matarás”, estou a fazer o mesmo, em prol de uma ética e de uma moral inversa.
      A Liberdade não determina a moral, a ética, a prosperidade, nem a riqueza.
      O que determina a evolução humana é sempre uma “escolha”, que forçosamente ataca e corta a Liberdade.
      A Liberdade é um vazio, um nada abstracto, que interessa à lei do mais forte.

      1. Putin inverte o quinto mandamento.
        Proclama: «Matarás!»
        Com a bênção apostólica daquele canalha que é patriarca ortodoxo em Moscovo.

        E proclama, como o Grande Irmão de Orwell: «Liberdade é escravidão.»

        1. Faz o mesmo que os EUA/Nato/UE/Zelensky … Todos “matam”.
          Putin reagiu em legítima defesa dos russos que sofriam esse “matarás” dos Ocidentais e desse comediante contratado Zelensky há 8 anos em Donbass.

          1. Ainda não notou que o actuhnal governo da Ucrânia só iniciou actividade em Maio de 2019? Acerte o calendário.

    1. A questão do hate-speech na América, e tal como foi introduzida como “assunto” nas plataformas sociais, é dominada por asiáticos (sobretudo paquistaneses e indianos), cujas noções de igualdade, liberdade e democracia deixam muito a desejar.

      Uma das questões que configura o hate-speech é o insulto e o controlo do que é ofensivo. Isso é uma noção que não é uma noção ocidental (para quem a liberdade é o valor supremo e o insulto é relativo — o nosso “só dói a quem é mesmo” ou o “só enfia o barrete quem quer”). As outras culturas, como a hindu ou a islâmica de onde vêem a maiores críticas de cidadãos “americanos” às grandes plataformas sociais (twitter, meta, instagram, etc) estão sempre condicionadas pela noção que eles têm de que há limites morais que não podem ser ultrapassados em detrimento da liberdade absoluta. Nessas culturas, por exemplo, mentir ou punir é permitido e desejável se for no sentido da auto-defesa. No Islão existe mesmo o conceito de mentira piedosa para protecção do próprio Islão. Portanto, a verdade e as leis são sempre relativas.

      Esta noção de “auto-defesa” é muito útil para quem acha sempre que é vítima, claro. E é por isso que a América está como está e as plataformas livres estão a ficar menos livres: porque a predominância dos opinion-makers que não pertencem à sensibilidade ocidental é cada vez maior — e é por isso que hoje há palavras que estão proibidas e utilizadores que são banidos por delitos de opinião. Quem gere as redes sociais, actualmente, não são muito diferentes dos comentadores portugueses que defendem Putin. Nunca defendem os valores absolutos, defendem sempre o “contexto” e o what-aboutismo. Elon Musk para eles é uma ameaça e as reacções dos não-europeus à compra do Twitter por um magnata que se está a cagar para os valores relativos e defende valores absolutos já inundam as redes sociais.

      O futuro é a penumbra — e o regresso das ditaduras ideológicas. É por isso que é fundamental que a Ucrânia ganhe — nem que seja com uma 3ª Guerra Mundial. As grandes guerras anteriores foram sobre isto mesmo. Da liberdade absoluta contra as verdades relativas dos povos cujas culturas nunca deram frutos nenhuns a não ser superstição e violência.

      Escolham o vosso lado. Eu sei qual é o meu.

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