Uma televisão para a malta das “minis”


Sérgio de Almeida Correia,

No dia das eleições europeias, exactamente à hora a que eram anunciados os resultados eleitorais e se iniciavam os debates em estúdio, a RTP Internacional resolveu cortar a emissão da RTP1 e retransmitir, pela segunda vez e em diferido, a procissão do Senhor Santo Cristo.

Hoje, mantendo a coerência, dia em que o Rei de Espanha anunciou a sua abdicação a favor do filho, o noticiário da RTP Internacional abriu às 20h de Macau com o autocarro da selecção nacional de futebol e a notícia de que suas excelências, os homens da bola, vão almoçar com o Presidente da República.

Para o futuro de Portugal esse almoço deve ser incomparavelmente mais importante do que a decisão do monarca espanhol, tal é o tempo de antena que lhe é concedido.

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Um comentário em “Uma televisão para a malta das “minis””

  1. O Sérgio deve ter em consideração que os emigrantes portugueses são, na sua maioria, bastante menos evoluídos culturalmente do que o povo tanto de Portugal como dos países para onde emigraram. De alguma forma, ficaram parados no tempo a partir do momento em que emigraram. Basta ouvir as rádios portuguesas no estrangeiro (em França, nos EUA, por exemplo) para se perceber que, em termos culturais, eles estão congelados no tempo – são talvez os imigrantes mais atrasados de todos nos países nos quais se encontram – em França até os marroquinos ou os argelinos denoam maior evolução cultural do que os portugueses.

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