Estava uma tarde lindissima e a apresentação, completamente original, decorreu como uma aula ao ar livre, com António Bagão Felix a percorrer as “suas” árvores do Jardim Botânico, seguido por um mar de amigos que o ouviam com toda a atenção. Terminaria já no interior, com uma bela sessão de poesia falada por actores dos Artistas Unidos.
A olaia da sua casa no Alentejo terá sido o mote para o arranque desta obra organizada alfabeticamente, para não ferir susceptibilidades destas suas criaturas tão idiossincráticas, como ele explica.
Umas mais solidárias, outras mais garbosas, o autor vai partilhando as respectivas histórias ao longo dos séculos – na sua relação com as religiões, artes, poesia, onomástica, toponímica e crenças populares -, conferindo a cada uma delas particular significado.
Creio que merecem uma referência especial as palavras de agradecimento de António Bagão Felix, que considera esta sua capacidade de olhar o mundo arborizado como uma dádiva divina. A mim comoveram-me particularmente, vindas deste homem cuja visão holística do universo nunca me deixa indiferente.
Foi, de facto, uma tarde serena, diria mesmo feliz, neste imenso turbilhão do nosso dia a dia!


Um livro que eu sonho vir a ter 🙂
E sabe lá como gostei de ver o autor com o seu colete de malha todo torto por baixo do casaco, obviamente por ter de descer de uma árvore, para vir dar a palavrinha da ordem aos telespectadores. Para além de tudo o que refere e mais ainda, há uma rara simplicidade neste Ilustre português.
Obrigada Helena.
Que pena tenho de não ter podido ir! Esta semana foi alucinada, estou agora a voltar ao normal mas perdi este lançamento e o da Patrícia, além do lançamento do novo disco da Simone, em que também participo. Damn!