«Ainda mal te deixei,
e vais comigo, cristalina
ou trémula,
ou inquieta, ferida por mim mesmo
ou cheia de amor, como quando os teus olhos
se fecham sobre o dom da vida
que sem descanso te entrego.
Meu amor,
encontrámo-nos
sedentos e bebemos
toda a água e sangue,
encontrámo-nos
com fome
e mordemo-nos
como morde o fogo,
deixando-nos feridos.
Mas espera por mim,
guarda-me a tua doçura.
Dar-te-ei também
uma rosa.»
Pablo Neruda, AUSÊNCIA, in POEMAS DE AMOR, tradução de Nuno Júdice, Dom Quixote

É um dos meus preferidos.
Agora voltei à minha querida Luisa Neto Jorge. E estou a gostar tanto de a reencontrar!