Depois de resolverem a questão das emissões poluentes de várias marcas de automóveis poderão dedicar algum tempo à desconformidade, conhecida desde sempre, entre os consumos prometidos e aqueles que efectivamente são registados na utilização dos veículos? É para um amigo…
Uma perguntinha:
Rui Rocha,

Tal como em politica no banco de ensaio o programa de consumos é outro.
Diga ao seu amigo que compre um carro sem algoritmos de consumo.
Curiosamente, os assuntos estão ligados. A batota na medição das emissões foi feita para preservar a eficiência do motor e a economia no consumo.
O carro que uso que não vinha com essa desconformidade nos consumos mas tem outras quiçá mais graves e na marca mandaram-me passear.
E não é só nos carros que existem inúmeras desconformidades entre aquilo que se apregoa e a realidade, já lá vai há muito o tempo das grundigs a cores que duravam, duravam e continuavam a durar, ainda há poucos meses comprei uma máquina de barbear nova bem pior que a velhinha que tenho e que por sinal terá de continuar a dar o seu contributo enquanto durar.
É bem sabido que os testes ao consumo dos automóveis são levados a cabo – pelas próprias marcas, não por juízes independentes – em condições totalmente artificiais: tiram ao carro os espelhos retrovisores laterais, colocam fita-cola em todas as fendas (das portas, motor, etc), enchem os pneus a uma pressão demasiada (e perigosa), desligam o alternador, etc. Esta batota sistemática é perfeitamente conhecida mas ninguém mexe uma palha para acabar com ela.