Como é possível termos um primeiro-ministro há seis anos em funções que fala como se estivesse no poder há menos de seis meses?
Uma pergunta muito simples
Pedro Correia,
Como é possível termos um primeiro-ministro há seis anos em funções que fala como se estivesse no poder há menos de seis meses?
Muito simples, gerindo a comunicação que faz: divulgando e empolando oportunamente o que de bom acontece, escondendo o que corre mal e mitigando esses factos e criticando nos outros não a razão que lhes assiste, mas sim no modo em que isso pode criar receios no povo assumindo ele a defesa deste; tudo isto envolto por uma grande fatia de ocs/jornalistas que não são capazes de lhes fazer as perguntas certas nos momentos certos e se deixam ir na onda ou fazem mesmo o seu jogo à sombra de uma pretensa “isenção” como se isto fosse ser apenas uma correia de transmissão do poder instalada. Ao fim de um certo a sociedade fica em grande parte alienada.
E a cumplicidade de Belém ao longo da maior parte deste tempo, Carlos?
Concordo! Adicione-se o item à fundamentação anterior. 😉
É para já.
No idea!
É um caso de estudo, como agora se diz.
Só com cumplicidade do PSD
A fraca oposição faz forte o fraco governante?
É uma boa possibilidade, Pedro. Por aquilo que vou ouvindo, há imensa gente a dizer não gostar de Sócrates, mas achar Passos Coelho ainda pior (não defendo este raciocínio, mas a verdade é que ele existe). Aliás, nestas eleições o pior PS de sempre arrisca-se a ganhar (ou pelo menos não a perder por muitos) por pura incapacidade do PSD. Ou seja, se o PS ganhar, o poder já nem quando está podre se perde. É obra!
Daqui a sete semanas veremos, João.
Caro João
É obra, não! É pau para toda a obra…
Caro Pedro,
Deixe-me recomendar-lhe a leitura deste Editorial do The New York Times de 12.02.2011, escrito por Robert M. Fishman: “Portugal’s Unnecessary Bailout”.
Aí pode ler: “Domestic politics are not to blame. Prime Minister José Sócrates and the governing Socialists moved to cut the deficit while promoting competitiveness…”
Não me venha dizer que José Sócrates “comprou” a notícia…
Não seja tão precipitado a julgar JS e esteja mais atento à ausência de rumo e de talento do PSD para nos governar…infelizmente, para todos nós.
Boa leitura!
Nada a apontar a Portugal, a culpa vem toda do exterior. Extraordinário raciocínio, Anónima da Silva. Ao nível da argumentação desenvolvida no recente congresso de Matosinhos, em que não se escutou um ‘mea culpa’ de quem manda e quem dirige.
Quanto às responsabilidades, toda a gente sabe que o Governo não tem nenhuma. A culpa do naufrágio do País é toda da oposição. O melhor seria mesmo abolir a oposição por decreto. Ficava só o Governo e todos seríamos mais felizes.
Caro Pedro,
As palavras desesperadas sobre responsabilidades (da oposição, do congresso de Matosinhos) são suas…
Os “toques” de ditadura também…”O melhor seria abolir a oposição por decreto”.
Pedro, acredito que a situação actual é muito grave, mas são absolutamente dispensáveis a cegueira e “partidarite” aguda.
Não gosto de Sócrates e considero que o actual governo andou mal em muitos dossiers.
Agora, também lhe digo que tomou mediddas acertadas e cujo alcance benéfico é, neste momento, muito difícila alcançarmos. Mas se são outros, estrangeiros e peritos, a dizê-lo, acha que o dizem porque alguém lhes “pagou” ou porque nos querem ser simpáticos?
Os Portugueses são os mais severos julgadores de si próprios.
Considero anti-patriótica a atitude de silenciar os “elogios” que nos merecem os epsecialistas, bem como fazer menor caso das opções correctas que o (ainda actual) Governo foi tomando, só porque estamos cansados de sacrifícios e há outros candidatos ao “poleiro”.
Apesar de ser quase Páscoa, com este coelho não vamos lá. Até os da área dele (Angela Merkel) lhe puxam as orelhas…
Criticar o Governo é anti-patriótico, Anónima da Silva? Antigamente havia um senhor em Portugal que defendia isso.
Nouriel Roubini também deve ser outro especialista enganado: diz que a renegociação/reestruturação da dívida (grega e) portuguesa é uma questão de tempo! Não há “culpas” para o que vem do exterior! As agências de rating são seriíssimas!
O ministro Teixeira dos Santos também é. Há duas semanas jurava que Portugal não precisava de ajuda financeira externa, agora grita que não há pilim a partir de 31 de Maio. Coisa séria, de facto.
Caro Pedro,
A S & P acaba de anunciar que em 2013 Portugal vai precisar de recorrer ao MME ou MEE (Mecanismo Europeu de Estabilidade):
Acha sério este comportamento?
Ainda não sabemos o que o FMI nos exigirá e vem a S & P – com que legitimidade? a mando de quem? – dizer que vai ser preciso algo em 2013?
Já conheço a sua tese: A “culpa” é de José Sócrates!
Claro que a culpa não é do Governo, Anónima. Toda a gente sabe que a culpa é da oposição. A oposição é que governa. O Governo limita-se a fazer oposição à oposição.