
Com flores de rodoendro cor de fogo
Anuncio aos sentidos
O milagre
Da ressurreição.
E o Cristo vivo, em que se transfigura
A mais vil criatura
Que atravessa a praça,
É como uma graça
A mais da primavera.
Ah, quem pudera
Todos os dias
Olhar o mundo assim, repovoado
De fraternidade,
Quente de um sol desabrochado
Em cada pétala da realidade!
(Miguel Torga)

sobre a primavera:
Spring is like a perhaps hand
by E. E. Cummings
Spring is like a perhaps hand
(which comes carefully
out of Nowhere)arranging
a window,into which people look(while
people stare
arranging and changing placing
carefully there a strange
thing and a known thing here)and
changing everything carefully
spring is like a perhaps
Hand in a window
(carefully to
and fro moving New and
Old things,while
people stare carefully
moving a perhaps
fraction of flower here placing
an inch of air there)and
without breaking anything.
Obrigada pelo poema, Carlos. Ia agora apagar o meu post porque repete o da Laura, mas vou deixá-lo ficar por causa do seu comentário.
Esta fica para a história, Ana:):-) Mas pronto, como diziam os latinos… ‘quod abundat non nocet’.
Eheh. Acho que nunca tinha acontecido aqui no Delito, fica para a história mesmo! Programámos os posts com poucos segundos de intervalo, já viste? E como os títulos são diferentes, nenhuma de nós deu por isso…
Mas isto só mostra as sintonias que existem entre nós, que fazem do Delito um blogue tão especial. Beijinhos