Com flores de rododendro cor de fogo
anuncio aos sentidos
o milagre
da Ressurreição.
E o Cristo vivo,
em que se transfigura
a mais vil criatura
que atravessa a praça,
é como que uma graça
a mais da Primavera.
Ah, quem pudera
todos os dias
olhar o mundo assim,
repovoado de fraternidade,
quente dum sol desabrochado
em cada pétala da realidade.
Aleluia, Miguel Torga


” …Dulcísimo Cristo mío,
aunque esos labios se bañen
en hiel de mis graves culpas,
Dios sois, como Dios habladme.
Habladme, dulce Jesús,
antes que la lengua os falte,
no os desciendan de la cruz
sin hablarme y perdonarme. …”
daqui do Aeroporto, com a colaboração de Lope de Vega …
Inesgotável repertório, Fernando:) Espero que ainda assim tenha tido uma boa Páscoa.
A possível, para quem tem a família longe e trabalhou os três dias do fim de semana da Páscoa…
mas enfim… ” …Es raro que uno tenga tiempo de verse triste:
siempre suena una orden, un teléfono, un timbre,
y, claro, está prohibido llorar sobre los libros
porque no queda bien que la tinta se corra. …”
Esta teve graça, Laura! Tinha deixado o meu post programado para hoje e não vi o teu porque só agora voltei ao computador. Desculpa a repetição, embora Torga a mereça bem. 🙂
Ups… Ana… Por esta não esperava eu 🙂 Se tivéssemos combinado não acertaríamos tanto. Também eu ‘postei’ com antecedência, são os riscos de um blogue colectivo e de um Domingo de Páscoa em que não tive tempo para pousar aqui, senão teria apagado 🙂