Não sei se todos tiveram oportunidade de ver e ouvir a entrevista que Estela Barbot deu na SIC Notícias, ao programa de Gomes Ferreira. Mas quem não teve essa dádiva pode agora tê-la, à borla, aqui neste blogue. Trata-se de uma entrevista que devia ser atentamente escutada por todos os nosso líderes políticos. A começar pelo infeliz Passos Coelho, depois da escolha de Fernando Nobre para cabeça-de-lista do seu partido por Lisboa.
Gente como a Estela, discreta, competente e séria, anda escondida, foge dos partidos e não precisa dos holofotes do poder para seguir o seu caminho. Não tenho dúvida de que nesta hora de crise que todos atravessamos, crise que radica antes de tudo o mais na falta de estatura dos nossos dirigentes, pessoas como ela fazem muita falta a este país. Pela visão que têm dele e do mundo, pelos conhecimentos e experiência adquirida, pela forma honesta e desprendida como estão na vida, pelo rigor com que fazem passar as suas ideias e defendem os seus pontos de vista. Coisas simples de compreender e de perceber porque tornadas fáceis para os leigos pelo uso de uma linguagem acessível. Ao ouvi-la, volto a pensar que a chave talvez resida em encontrar-se alguém com o seu perfil, alguém que fosse capaz de organizar, comunicar, dirigir e mobilizar. Alguém que tivesse bom senso e o sentido da decência. Uma mulher servia. Ela por exemplo.

“Uma mulher servia” é uma frase que pode ser muuuuuuito mal interpretada, Sérgio. Mas acredito que não foi no mau sentido que o disseste, claro. O exemplo que dás prova-o.