Está a decorrer o XV recenseamento geral da população de Portugal? Esqueçam. Quem não responder será multado? Esqueçam também.
Vejam só.
O nome completo não cabe nos impressos. A identificação (BI, NIF ou outro documento individual) não consta. Das múltiplas cópias, nenhuma fica com o cidadão.
Chegados ao século XXI, é com esta superficialidade que se faz um levantamento supostamente sério? Então estamos conversados.


Uma caraterística dos recenseamentos é, precisamente, que pretendem ficar a conhecer quantas pessoas é que residem no país, independentemente dos documentos de identificação que essas pessoas tenham ou deixem de ter. É por isso que o recenseamento não pede, nem tem nada que pedir, números de documentos de identificação.
Podem perfeitamente estar a residir em Portugal estrangeiros (ou mesmo portugueses) ilegais, que não dispõem de documentos de identificação. Embora ilegais, essas pessoas são interessantes e importantes do ponto de vista do recenseamento. Se se lhes pedisse o número do documento de identificação elas não se recenseariam, o que contrariaria o próprio objetivo do censo, que é que todos se recenseiem.
Concordo. E mais. Alguém já se deu ao trabalho de ir comparar os questionários deste ano com os de 2001 (salvo erro, altura do último Censos) e ver se realmente há assim tantas “enormidades”?
É um levantamento que só levanta dúvidas.
Como V. acaba por dizer, Luís, o resultado do Censos tem uma segurança zero.
É verdade, tem pouca segurança, baseia-se na confiança do INE nas pessoas.
A alternativa seria o INE procurar verificar tudo e as pessoas esquivarem-se a responder.
Mas repare que todos os inquéritos do INE são assim. É por isso que o INE tem dados fiáveis: porque as pessoas lhe dizem a sua verdadeira situação. Por exemplo, o INE faz inquéritos para saber que percentagem das pessoas a recibo verde são verdadeiros trabalhadores regulares, e sabe-o. Para o governo todos os recibos verdes são trabalhadores independentes, para o INE não.
Parece aliás que no censo anterior (em 2001) as respostas até eram totalmente anónimas – uma pessoa nem tinha que escrever lá o seu nome.
Pois parece. E parece que a ameaça de multa a quem não responder é a maior cretinice nacional dos últimos tempos.
isto é uma palhaçado até porque a maioria das pessoas faz ao calhas
eu incluido
“a maioria das pessoas”?
Lá porque é inconsciente (como se tem visto por aqui…), V. acha que todo o mundo o é também?
Tenha mas é juízo!
A maioria das pessoas votou em Sócrates pela segunda vez e é inconsciente, Alberto. Os questionários do Censos constituem um convite à maioria dos inconscientes e dos outros.
Está enganado. “A maioria das pessoas” não votou em Sócrates pela segunda vez…
Se isso tivesse acontecido (50% dos votos+1), ele teria renovado a maioria absoluta.
A maioria das pessoas votou em Sócrates pela segunda vez. Porque se fosse a totalidade e não a maioria ele teria renovado a maioria absoluta.
Uma palhaçada mesmo.
Eu ainda estou à espera que alguém cá venha buscar o questionário. Estou bem sentado.
E põe uma almofadinha, João.
Pedir o BI, NIF ou outro documento individual…
João, você é um génio!!
Caro João,
Que o Census 2011 é uma merda, prova-o a pergunta – que não refere neste post – “A habitação tem retrete?”
Palavras, para quê?
Palavras para quê? Para contar com a sua presenºa aqui…