A imagem divulgada pela Reuters da capital da Tailândia em chamas diz tudo sobre o papel desempenhado por algumas monarquias nos tempos modernos. A crise que dura há meses e se arrasta numa espiral interminável de violência, ilustra bem a dificuldade que há em pôr termo à loucura que tomou conta das ruas.
A Tailândia está há muitos anos na mãos de generais e de elites ocidentalizadas. A corrupção há muito que é conhecida. O seu povo venera o Rei, mas ciclicamente lá vêm os tanques para a rua.
É a prova, se é que ainda seria necessária, de que a violência tanto atinge repúblicas como monarquias e que estas não são garantia de estabilidade, paz e progresso. Há boas e más repúblicas como há boas e más monarquias e não é a natureza republicana ou monárquica do Estado que faz a diferença. São os homens e as regras.
Se a Tailândia fosse hoje uma república não faltariam por cá os nossos monárquicos, que se especializaram em acções de “palhaçada urbana”, para apontarem o dedo à desgraça dos tailandeses. Como é uma monarquia mantêm-se silenciosos, certamente à espera que tudo volte à normalidade. Nem que seja à lei da bala e muitos mortos depois.


Em cheio, Sérgio.
Isso é mentira. Não existem más monarquias! Tens mesmo a certeza que na Tailândia existe uma monarquia? (eu imaginando-me na mente de um membro da causa real)
Apenas por pura hipocrisia/ignorancia alguém, pode afirmar que estaríamos melhor com uma monarquia do que com uma República. Basta ver a galopante corrupção no país vizinho e comparar por exemplo com o nível de corrupção da Finlândia.
O mal não está tanto no regime, mas sim, na minha modesta opinião, nas pessoas que se aproveitam dele.
Esse tipo de comparações vale pouco, caro Renato. Um monárquico pode fazer exactamente a mesma comparação, mas recorrendo à Suécia ou à Dinamarca como termo, e não à Finlândia. E olhe que eu nem sou monárquico (é uma questão que me é indiferente, termos um rei ou um presidente).
No resto, concordo parcialmente com a sua última frase: o mal está nas pessoas que se aproveitam dele. Mas não só: o mal está em todos nós. É por isso que a Finlândia (e a Suécia, e a Dinamarca) são os países que são, e nós.. enfim, para aqui vamos.
A Tailândia esteve a defender-se da mesma pilhagem e abandalhamento a que muitos países têm sido sujeitos pela “governança” ocidental, e pelas “liberdades” comunistas. Venceu o povo tailandês a batalha que outros (como nós portugueses) não têm a coragem de travar. Quando se assiste àquilo a que se assistiu ontem à noite na RTP, quem nos dera ver tanques nas ruas de Lisboa!
Não gosta da “palhaçada urbana” dos monárquicos? Pelo menos não corre sangue, nem ninguém é preso nem torturado, como na equivalente republicana.
Dizem que a Monarquia é um regime ultrapassado e decadentes, mas veja-se como os “tolerantes” e “civilizados” republicanos destilam fel por todos os poros um século depois da “modernização”.
Este post só prova que o colega bloger não tem dado atenção ao que se tem escrito sobre esta matéria, nomeadamente no Corta-Fitas, no Combustões e no EstadoSentido, e desconhece em absoluto a situação que se vive na Tailândia. Só posso lamentar o teor da sua publicação, a começar pelo título do seu post o qual não tem qualquer correspondência com a realidade.
Cumps,
Tenho dado alguma atenção, e ainda hoje passei pelos que menciona, mas como já não é a primeira vez, e certamente não será a última, em que os militares vêm para a rua na Tailândia, permito-me discordar do seu ponto de vista.
De qualquer modo, fica a crítica e o reparo, que quando são veiculados civilizadamente, como é o caso, são sempre lidos com atenção.