“A coragem que se atreve sem reconhecimento, sem a atenção dos media, é uma coragem que nos dá humildade e inspira e reforça a nossa fé na humanidade”, escreveu uma vez Aung San Suu Kyi [Cartas da Birmânia]. Quarenta de 45 lugares postos a concurso podem não parecer muito, atendendo aos mais de mil que a junta militar birmanesa controla nas duas câmaras do Parlamento. Mas para quem soube esperar é uma tremenda vitória da paciência sobre a cólera. Esta mulher extraordinária é uma imensa e inspiradora lição de vida. Ousou sem esperar por reconhecimento, e sem cólera, e vergou um dos mais ferozes regimes militares de sempre. Haja quem aprenda.


Sem dúvida, Fernando. Tenho por ela a maior admiração.
“Nunca deixei de me comover com a sensação de um mundo dócil e vulnerável, à espera de ser despertado pela luz do novo dia a tremeluzir para além do horizonte” – Suu Kyi, nas Cartas.
É tão forte esta frágil mulher. Quanta elevação é preciso ter para uma pessoa, depois de tudo o que ela já passou, pensar assim.
É isso. Mais é ainda mais (e por aqui já podes ver como esta mulher me emociona) – Suu Kyi é a prova acabada de um outro mundo possível.