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O debate da passada quinta-feira entre António Costa e Rui Rio, transmitido pelos canais televisivos generalistas, teve uma grande audiência e, apesar de ainda ser cedo para o sabermos, no futuro poderá vir a ser lembrado como um ponto de viragem na trajectória política do país.
Não vale a pena alimentar a questão de quem ganhou o confronto, pois isso permite apenas saber a simpatia prévia de cada opinador. No pós-debate televisivo isso foi muito claro. Saltando de canal e canal, apanhei uma sequência de comentários na CNN que achei representativa do que de facto está eu causa no próximo dia 30.
Mafalda Anjos:
“Não acho que tenha sido um debate facilmente inteligível para a maioria das pessoas.”
Anabela Neves:
“Rui Rio remete para a situação económica a execução de uma série de políticas, até algum aumento do SMN, ou seja, se a economia ajudar, se não houver inflação, não se compromete com nenhuma meta económica.” (…) “Isso é uma falha do líder do PSD (…) porque está tudo tão dependente da economia que tudo pode ser ao contrário.”
Sebastião Bugalho:
“A grande mais-valia de Rui Rio é a honestidade de dizer que “eu só vou fazer X se a economia o permitir (…) Isso é uma das forças desta campanha. (…) Eu, ao contrário do senhor, não vou prometer o impossível.”
Mafalda Anjos:
“A dúvida é saber se isso é galvanizador para as pessoas.”
Por oposição ao que foi dito nesta pequena sequência, é fácil entender que com o PS no governo as benesses a distribuir estarão garantidas, em qualquer circunstância, mesmo que a economia não o permita.
No tempo do escudo, os aumentos de 10% dos salários eram acompanhados de uma desvalorização da moeda de 20%. Assim se calava quem exigia ordenados mais altos e ao mesmo tempo ia-se-lhe ao bolso de forma indirecta.
Com a política monetária nas mãos do BCE a trapaça acima referida tornou-se obsoleta. As baixas taxas de juro associadas ao euro tornaram-se assim a saída para quem, de bolsos vazios, promete farturas. E assim chegamos a 2022 com duas décadas de estagnação económica e endividados para mais de duas gerações.
Será que este debate foi de facto “inteligível para a maioria das pessoas”? Será que a honestidade de Rui Rio não é “galvanizadora para as pessoas”? Será mesmo uma falha do líder do PSD assumir que “eu só vou fazer X se a economia o permitir”?
No dia 30 saberemos o que os portugueses querem para o seu futuro.

Tem piada que a trapaça da desvalorização do escudo foi feita no tempo do Cavaco Silva.
E não foi há muito tempo que a Maria Luís dizia que tínhamos os cofres cheios.
A honestidade de um politico não se vê por aquilo que ele diz, vê-se por aquilo que ele faz.
O Rui Rio teve azar quando deu um banho de ética no partido, o sabonete fez muita espuma mas não lavou nada, e houve nódoas que não saíram.
Vamos ver se a política do “se” conseguirá galvanizar as pessoas.
Se não tivesse uma memória selectiva, recordar-se-ia de como foram postas em práticas as medidas impostas pelo FMI nas duas primeiras falências do PS. Quem era o PM nesses tempos? E também se lembraria de como nos tempos de Cavaco Silva se verificaram ganhos efectivos de produtividade, daqueles realmente sustentam os aumentos salariais.
Mas fique descansado que o PS está com 10% de vantagem nas sondagens. Se isso não se confirmar o erro será dos eleitores
Eu posso ter uma memória selectiva, mas lembro-me perfeitamente que a trapaça que você fala foi autorizada pelo economista mais sério de Portugal.
E também estou descansado porque aconteça o que acontecer a culpa é sempre dos eleitores, já no tempo do Passos Coelho as pessoas estavam pior mas o país estava melhor. A malta é que é muito estúpida e não percebe nada, o que é que se há-de fazer.
Como é que um homem que produz comentários habitualmente inteligentes no texto e no consequente humor “se passa” totalmente sempre que se chega aos tempos do Passos Coelho?
Eu nunca votei no Passos Coelho nem no Cavaco Silva mas ainda não estou tão “apanhado” que me tenha esquecido dumas coisas e veja outras coisas sempre para o mesmo lado.
Não me diga que ainda anda às voltas com o “imposto solidário” ou lá como aquilo se chamava (levei com ele até ao fim), o que estranho pois ainda há dias V. aqui defendia princípios de “redistribuição”.
Quase que me convenço que o Carlos Sousa votou neles e por isso não lhes perdoa alguma coisa, é muito vulgar por aí e já passámos todos por isso…
PS- Eu fui um dos 114745 que votaram na CDE em 1969 e, estudante universitário, andei a levar no côco (na plena acepção da palavra) daquela rapaziada do capitão Maltez Soares o que, não me dando qualquer direito adicional aos seus, me tem permitido “amigáveis” trocas de galhardetes com aquela malta que descobriu a 26 de abril de 1974 que “tinha andado enganada”.
Escreveu que se lembra “perfeitamente que a trapaça que você fala foi autorizada pelo economista mais sério de Portugal”, querendo com isso atribuir essa responsabilidade a Cavaco Silva.
Esta sua resposta mostra que o Carlos, ou é um ignorante, ou um mal-intencionado que anda por aqui, não para se esclarecer e esclarecer os outros, mas pura e simplesmente para enganar incautos.
Saiba que, nos tempos do PREC, a inflação chegou a atingir quase 30% ao ano e que a desvalorização da moeda era ferramenta utilizada com “mestria” pelos governos do PS. Em Junho de 1983, em Governo chefiado pelo dr. Mário Soares, menos de um mês depois de tomar posse, o Banco de Portugal desvalorizou o Escudo em 12%, para além do 1% de desvalorização mensal adoptada do passado, mas que se manteve. Por isso não se admire da taxa de inflação, em 1983, ter atingido 24%.
Defenda a sua dama, mas seja minimamente verdadeiro.
Realmente se contar a história como você conta não admira que haja tantos incautos.
O primeiro ministro era efectivamente Mário Soares mas o ministro das finanças era do PSD porque era um governo do bloco central.
Esta informação é básica e é do domínio público, não percebo porque é que não o referiu.
Eu não venho aqui para me esclarecer ou para esclarecer quem quer que seja, eu venho aqui emitir uma opinião, tendo o cuidado de não ofender os outros comentadores. Se as pessoas levam isso para a ofensa pessoal deixa de haver diálogo e entramos no campo da ofensa gratuita. E eu isso dispenso.
O Carlos queria ou não queria dizer que foi o Cavaco Silva quem autorizou que se fizesse aquela trapaça – a desvalorização do Escudo? Eu não entendi, e acho que ninguém entendeu, que se estava a referir ao dr. Ernâni Lopes, que nunca vi como sendo “do PSD”, mas como sendo um técnico sério e independente, nada dado a trapaças.
Eu não vim aqui contar a história à minha maneira, eu vim dizer-lhe que foi num governo chefiado pelo dr. Mário Soares, que foi feita uma desvalorização da nossa moeda, mas o Carlos teima em atribuir a responsabilidade desse acto ao PSD.
Para quem diz que se lembra “perfeitamente” do que se passou à volta das desvalorizações monetárias, os seus comentários trazem água no bico…
É o que me parece, sem querer ofender.
Cada um interpreta a história consoante os dados de que dispõe. Há dados que são do domínio público e há dados que são do domínio privado.
Com os dados que são do domínio público é só ver por datas como foi a ascensão de Cavaco Silva tanto no partido como no governo e tirar algumas conclusões.
A desvalorização do escudo não pode ser atribuída exclusivamente ao PS porque o PSD esteve sempre envolvido.
E se você olhar para a história com o mínimo de honestidade sabe que a desvalorização do escudo foi o recurso necessário para alimentar e dar condições aos milhares de retornados das ex-colónias afectados pela descolonização.
O Carlos vem agora desconversar, mas eu pennso que ele só engana quem quer ser enganado.
Ele diz que anda por aqui apenas a dar a sua opinião, querendo que consideremos como tal a sua afirmação de que foi Cavaco Silva o autor da “trapaça” – forma como ele classifica uma desvalorização monetária. Mas, quando lhe chamei a atenção da desvalorização do Escudo, em 1983, decidida por um governo chefiado pelo dr. Mário Soares, o que é um facto e ele aceita-o, contínua a querer que acreditemos que ele só emite opiniões… e que o PSD teria grandes responsabilidades no caso.
Mas factos são factos e opiniões são opiniões. E, na minha opinião, o Carlos Sousa anda por aqui, não dar opiniões, mas a defender os seus interesses e os interesses dos seus, e, quando desmascarado, tenta atirar-nos areia para os olhos, procurando esconder o seu fito.
Todavia, penso eu, ele só engana quem quer ser enganado.
E acabou esta conversa. Passe bem.
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o social-fascista kosta para não diminuir regalias aumentou a dívida pública em 36 mil milhões de €
se continuar como penso vai ser óptimo
pns teve sobre a tap-zinha « síndrome de Amok
definida pela psiquiatria como uma explosão súbita e espontânea de raiva intensa, que leva o indivíduo a atacar indiscriminadamente outros seres vivos (pessoas e animais) que aparecerem no seu caminho.»
o mesmo acontece com outra esquerda e direita e o pan da bicharada
Achei o debate tranquilizador por dois motivos.
1 – Quando os franceses deram um enorme tiro no pé e impuseram o Euro, a Alemanha apenas aceitou desistir do “seu” DM ficando com o controlo do BCE. Isto não é evidente pelo mediatismo do lugar de presidente mas o BCE é ou pode ser comandado a partir de Frankfurt.
Quando Trichet subiu as taxas directoras demasiado e demasiado depressa, alavancando a crise até ao desastre, os alemães ficaram perplexos pois esse era o seu cânone para lidar com a inflação. Draghi seguido por Lagarde, puderam seguir a sua política porque os alemães não se conseguiam decidir ou entender, sobre dois cenários que os aterrava: ou a inflação na Europa ou bancarrotas na zona Euro. Mas vão ter de escolher ou deixar Lagarde (e a Itália) escolher por eles.
Para a economia portuguesa é igual. Quer o regresso à ortodoxia orçamental sem o apoio do BCE a comprar dívida – acaba em Março – quer uma inflação de 5/6% com as taxas de juros correspondentes, levam Portugal a mais uma bancarrota.
2 – Sem pormenores, as coisas nas fronteiras da Rússia não estão famosas. Países que, pela proximidade e pelo passado histórico, conhecem bem a Rússia e os russos, já estão a dar sinais, não de nervosismo mas mais de alarme. A Finlândia, neutral desde sempre, já fala em aderir à NATO e a Suécia, além de falar do mesmo, já regressou ao serviço militar obrigatório.
Mas nem os dois possíveis futuros primeiros-ministros falaram destas coisas nem os muitíssimos jornalistas que os têm moderado e entrevistado por elas perguntaram. Portanto nada disto existe e posso tranquilamente aguardar a Primavera e o abrandamento da COVID-19 para retomar os meus hábitos de passeio e convívio.
Uma das questão que conta era que a solidez do finado DEM resultava da independência do Banco Central face ao poder político. Neste momento, perante as subidas das taxas directoras pela Reserva Federal e de outros bancos centrais, a falta de acção em conformidade do BCE, faz perguntar onde anda a independência do Bundesbank. Os políticos europeus estão aflitos com as consequências que a subida das taxas de juro poderão ter para os países endividados, como o nosso, e para com as famílias.
Costa apela aos FP (que ao invés de se queixarem podem mudar para o privado, onde se diz que a vida é bela e feita de aumentos anuais), pensionistas e pouco mais.
Depois há a classe média, ou mérdia, também designada como privilegiada. Levam para casa 1000 euritos ao fim do mês, uns nababos que têm mais é redistribuir. Como sao cada vez menos, deixa essa quota de mercado para outros.
O mais dramático da questão é se o país vai continuar a ir no engodo alimentado por mafaldas e anabelas da canastra.
A novidade que já chegou é a inflação que em poucos meses vai absorver as migalhas que o Costa dá com uma mão. Ainda vamos ver o Costa a vangloriar por ter feito o maior aumento do SMN e a população a perder poder de compra.
Tem razão, o Costa está mar assessorado no tocante a economistas ou fiscalistas. E ele nãom sabe fazer contas dessa natureza…
Os debates sem lutas de galos não são inteligíveis, semplesmente porque pouca gente é capaz de os entender. Por vezes, parece que estão, apenas, a cumprir calendário, a fazer o frete às televisões que sempre vão amealhando alguma coisa em publicidades e promoções. 022/01/vacuo-vs-vazio-essencia-dos-debat es.html, que o convido a visitar.
Desenvolvi o tema em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2