Adenda: Com este post não pretendo de forma alguma minimizar ou enquadrar a atitude de Manuel Pinho. O seu gesto é a todos os níveis condenável e injustificável. Não há pressão, conjuntura ou diálogo que justifiquem aquela atitude rude na Casa da Democracia. Manuel Pinho soube-o logo melhor do que ninguém e teve uma atitude digna demitindo-se.
Aqui quero apenas frisar que quem tenha protegido o deputado do PSD carece de legitimidade para criticar Manuel Pinho. Tão só.

Bem, parece afinal que a AR TV é um forte concorrente da SIC Radical…
Tratou-se de um discurso soporífero por excelência, o de Afonso Candal.
Como é possível haver quem ache que uma chatice como esta tem qualquer interesse ou pode servir, mesmo que remotamente, o Governo?
É preciso topete, como diria o outro.
“É preciso topete, como diria o outro.”
Ou a ausência do mesmo…
Caro André Couto
Como diz o povo, com o mal dos outros posso eu bem. Não sei se aplica completamente neste caso, mas dá uma ideia. Lamentavelmente nada que se possa ter passado ‘enquadra’ o gesto de M Pinho. Ainda bem que lhe apontaram imediatamente a porta para ele sair.
Está carregada de razão. Afinal, trata-se do encontro entre dois órgãos de soberania. Foi de uma baixeza que ultrapassa a própria degradação em que o país político já caiu.
Agora sou eu que utilizo o seu comentário para o subscrever inteiramente, escuso de repetir Maria do Sol. Cheguei agora a casa e dei com isto… inacreditável.
Caro André penso que o facto de condenar severamente o Ex-ministro Manuel Pinho não significa que não se condene os protagonistas do vídeo que apresentou.
Compreendo e concordo, Daniela.
Perante as vossas justas interpelações resolvi fazer uma adenda ao post onde clarifico onde queria com ele chegar: criticar, jamais defendendo a atitude de Manuel Pinho.
André, Manuel Pinho teve uma conduta inadmissível. Mas está longe de ser o único que não merece representar-nos na AR, uma casa que devia ser sempre respeitada. Debate e divergência não é peixeirada, mas há muito pouca educação e confunde-se tudo, infelizmente.
Achando que muitos em muitos Partidos teriam naturalmente uma atitude daquelas, não acho sinceramente que Pinho seja um desses. Mas sim, tens toda a razão Ana.
:)))
” Aqui quero apenas frisar que quem tenha protegido o deputado do PSD carece de legitimidade para criticar Manuel Pinho. Tão só.”
e Socrates!!?? O Primeiro-Ministro aldrabão!!, que na Assembleia da Republica, MENTE DESCARADAMENTE!!! por duas vezes, tem legitimidade para criticar tal comportamento ? alias, e o Partido Socialista, tem legitimidade(??) para criticar o comportamento de Manuel Pinho, quando há dias ficou mudinho, quando das mentiras de Socrates? isso da legitimidade tem muito que se diga…que o digam os Hondurenhos!!
Condena-se comportamento de Pinho mas o de Socrates deixa-se passar, quando este foi de uma Gravidade Superior, em minha opinião!
Suba o nível da escrita e conhecerá uma resposta minha como todos os outros.
Olhe que se este post não foi uma tentativa de “amaciar” a chifrada, parece mesmo. Está mesmo bem feito. O “vídeo escolhido” (porque não um do Michael Jackson?), a “atitude digna”, o “demitir-se”. Creio que, como hei-de dizer, se tivesse condenado apenas, parecia mais genuíno. Assim, com adenda ou sem adenda está, um bocadinho tímido. Oh homem, não se acanhe, condene à vontade!
RMG, independentemente da minha cor política, que há muito é assumida, ao contrário de muita laranja da blogosfera que esconde o cartão, tive oportunidade ao longo desta legislatura de criticar alguns Ministros do actual Governo. Isso foi inclusivamente algo de debate aqui no DdO.
Creio que Manuel Pinho não foi um dos que critiquei. Admiro-o e não o acho um mau Homem como muitos que foram nas últimas duas décadas Ministros do País. Apostaria inclusivamente o pobre saldo da minha conta como ele jamais será visto nas tristes situações em que outros se arrastam nos dias que correm. Pinho teve desde o primeiro dia um defeito (para mim virtude): não é um político e não pensa como um político.
Foi um gesto irreflectido e injustificável. Foi um gesto merecedor de demissão. No entanto, na crítica que faço contenho-me. Primeiro porque já vi pior mil na Assembleia na República, depois porque a elevação da sua conduta merece respeito da minha parte. Nem todos me despertam admiração, nem todos neste Governo mesmo, Pinho despertou e sem deixar de o condenar poupo-o por isso.
André, alinho pelo diapasão da Ana Vidal: o gesto de Manuel Pinho, longe de ser algo de prestigiante ou, sequer ao menos, admissível, muito menos no local onde o foi, está, ainda assim, também muito longe de ser do pior que diariamente se produz naquela ‘ilustre’ casa. Desde a falta de elevação e de educação no debate (a começar pelo próprio PM) até insultos pessoais entre deputados ou entre estes o os membros do governo, tudo pode ser visto com frequência naquela galeria de horrores. E a verdade é que, se depois de todas as atitudes impróprias que diáriamente ali têm, todos tivessem a dignidade que teve este homem, já não teríamos ministros no governo e o parlamento estaria reduzido a metade ou menos. Obviamente, demitir-se-iam…
Concordo Luís, tanto consigo como com a Ana Vidal.
O Parlamento é um lugar cada vez menos nobre com cada vez menos nobre gente. Ser Deputado já foi uma função honrada e prestigiante. Em breve deixará de o ser. A minha curiosidade é onde é que tudo isto irá parar…
Este caso é um pouco como a justiça desportiva à base de transmissões televisivas.
Há uns que são apanhados pela câmara… e pagam… outros nem por isso e lá vão andando.
Será caso para perguntar: se um politico for ordinário mas não houver uma câmara a ver, será que ele cai, realmente?
Podemos ir mais longe.
José Eduardo Martins foi apanhado e não caiu. Mais, não foi apanhado a fazer “cornos” com os dedos, foi apanhado a mandar um deputado para “o caralho” e cito-o porque estou certo que com isto ninguém fica ofendido pois ninguém condena. Posteriormente ainda ameaçou Afonso Candal com posteriores conversas de punhos finda a sessão…
Ainda ninguém entendeu que o Manel Pinho estava muito irritado por ter sido passado para trás???
Só isso justifica a sua atitude, desta vez o Teixeira dos Santos antecipou-se e… Decretou pela manhã o “fim da crise” antes que ele o pudesse fazer, a vingança tinha que vir por aí…
PS: Este André continua a tentar justificar o injustificável, onde foi que eu já escrevi isto???
Abraço
Matosinhos OnLine (http://matosinhosonline.blogspot.com/)
Vítor, onde é que me viu justificar algo?
Abraço.
De facto, nada justifica o que se passou. Com Pinho e com os 2 deputados, tempos atrás Todos cabem no mesmo saco, quando pensamos que o Parlamento representa os portugueses, a nação, o país no seu todo. E que este tipo de condutas ofende o poder constituinte.
Esse é o plano essencial.
Por outro lado, se há a tal dialéctica entre representantes e representados, e aqueles acabam por reflectir a falta de educação que grassa no país social – não pres )sentindo uma censura grave que lhes trave as atitudes -, santa paciência! Que tenham cursos de boas maneiras e aprendam (parece que já há). Não substituirão o berço da civilidade, mas ajudarão.
Certa formação jurídica também ajudava à causa: muita desta gente não faz a menor ideia do que é um mandato político. Fazias-lhe bem – a esses alguns -, ficar perceber porque é que “ali” estão. E que limites abstractos devem respeitar, por serem maiores do que as suas pessoas. Também há formação para isso…
Mas além do tal plano essencial, há depois os planos secundários, os de pormenor.
E aí a apreciação dos casos tem de apresentar cambiantes.
Manuel Pinho é um Ministro (que nem eleito foi). Está na sua última sessão na AR. Tem menos legitimidade democrática do que um deputado (lembrar que o Presidente da AR tem precedência sobre o PM no protocolo de estado, justamente porque representa um órgão eleito).
O incidente – ministro a achincalhando deputado – é simbolicamente muito mais grave do que uma bulha desbragada entre pares (deputados), mesmo que, sem dúvida, esta seja igualmente intolerável.
Quanto aos chifres… tenho para mim que não são senão, afinal, o retrato da relação do Governo com o país e com a própria AR. Onde julgam mandar por terem na mão a maioria dos deputados.
Acho também que Pinho quis ir à vida dele mais cedo, sem ter de aguentar o luto técnico imposto pelo governo de gestão. Palpita-me que não foi bem, bem, uma precipitação inconsciente.
Habilitou-se a ser mandado embora. E foi mesmo.
Afinal de contas, estamos num país onde um governante foi despedido por ter contado uma anedota de mau gosto sobre hemofílicos.
– O que é que esperávamos?