Ontem, no dia em que se comemorava o 725º aniversário da Universidade de Coimbra, teve lugar na sua Reitoria a entrega a José Quitério do “Prémio Universidade de Coimbra” 2015.
Trata-se de um jornalista português que dedicou mais de quatro décadas da sua vida à cultura da gastronomia.
O elogio do premiado foi feito por José Bento dos Santos, outro nobre da gastronomia portuguesa, actual presidente da Academia Internacional de Gastronomia.
Anteriormente, havia sido feita a leitura de um belíssimo e clássico texto do homenageado.
A unanimidade é muito difícil de se obter, em qualquer área da vida e em particular em Portugal, onde a inveja oblitera os nossos raciocínios.
Pois José Quitério conseguiu o feito de ter juntado à sua volta um conjunto diverso de personalidades que apoiaram a sua candidatura, proposta, aliás, pelo jornalista Fortunato da Câmara, que desde há semanas lhe sucedeu como crítico gastronómico do “Expresso”.
Ainda há felizmente, entre nós, casos como o de José Quitério, para nos darem fundada alegria!


Um prémio justíssimo por quem tanto fez e aqui muito bem assinalado.
Não sei se fez mais pela gastronomia se pela língua portuguesa, mas a forma como as tratou e acarinhou nos seus textos não estão ao alcance de qualquer um.
Só lhe encontrei uma mácula enquanto provador profissional de vitualhas: não gostava de coentros…
Justa homenagem a um homem culto.
Quanto aos coentros…ninguém é perfeito!…