Um pouco mais sós


Sérgio de Almeida Correia,

Sendo um homem de fé, sou por natureza e feitio anticlerical. Mas habituei-me a ouvir e a respeitar D. José Policarpo. Um homem que soube projectar uma outra dimensão da Igreja portuguesa, pontuando o seu discurso pela lucidez. Sinal da sua atenção aos problemas do seu tempo e que, ao contrário do que alguns teimam em rejeitar, são também os do seu templo. Marcou a sociedade portuguesa com a oportunidade da sua intervenção cívica, com a autoridade do conhecimento e da razão, e tentou renová-la à medida das suas possibilidades. Muitas vezes discordei do clérigo, poucas do homem, porque respeitar é também compreender o outro na discordância. Talvez que o facto de ser um fumador contribuísse para marcar a diferença num mundo que aceita sem resistência o cada vez maior número de espartilhos à liberdade individual em nome de uma sociedade asséptica e amorfa. D. Jorge Ortiga diz tratar-se de um acto normal por D. José ter atingido o limite de idade. Eu acredito que sim. Só que nos dias que correm a sua carta de renúncia, sendo aceite, deixará este país mais pobre. Com menos uma voz como a dele não será só a Igreja a perder. Perdem todos. Ateus e agnósticos incluídos. Pela simples razão de que a humanidade não tem credo, cor, raça, ideologia ou sexo, e depende de homens como ele.    

71 comentários em “Um pouco mais sós”

    1. Para o Fernando Sousa: Não estamos a ficar sem gente para ouvir, pelo contrário. Cada vez há mais gente a botar faladura, só que em monólogos vazios, monocórdicos, cada vez mais visando apenas e só o seu próprio umbigo. Assino também a justíssima homenagem a D. José Policarpo.

    2. Sempre admirei a lucidez de D. josé Policarpo e tenho muita pena que ele saia do seu merecidissimo Patriarcado.Espero que não seja por doença mas apenas por estar farto de tanta injustiça.Eduardo Lucas dos Santos

    1. Sou agnóstico. Mas não posso deixar de me associar a esta homenagem ao Cardeal Patriarca de Lisboa , D. José Policarpo. Figura grande da Igreja Portuguesa. Culto , erudito , teólogo e filósofo , académico e homem de acção ,ecuménico , tolerante e aberto ao diálogo inter-religioso e com os agnósticos e ateus. Mesmo nos casos em que discordei em temas fracturantes como o divórcio, o aborto ou casamento de pessoas do mesmo sexo , das posições da Igreja Católica, nem por isso deixei defendi o direito e até mesmo o dever da Igreja Católica tornar públicos os seus pontos pontos de vista como expressão do direito fundamental de liberdade religiosa e como elemento essencial do seu múnus. E D. José como aliás outras figuras grandes da Igreja Portuguesa fizeram-no com grande elevação , com firmeza e com frontalidade que se impunha na defesa dos pontos de vistas dos católicos. Mesmo discordando da Igreja Católica nessas matérias , defendo ate à morte o direito de os católicos expressarem as suas posições e a legitimidade de procurarem influenciar as decisões políticas e legislativas . E D. José fê-lo sempre de forma inteligente e intelectualmente superior Ernesto Cunha

  1. Sérgio, estou absolutamente de acordo e gostei muito do teu texto. Eu, que tenho uma fé cheia de dúvidas e inconformismos, admiro quem me demonstra que é possível conciliar tudo isso. D. José Policarpo é um homem lúcido, corajoso e arejado, que fará muita falta. Não há muitos como ele.

      1. Apenas para completar o texto do Sérgio de Almeida Correia, – que creio não ter chegado ao Vaticano… – mas, o Santo Padre Bento XVI, já pediu a D.José Policarpo para permanecer mais 2 anos como Cardeal Patriarca de Lisboa. Certamente o pedido será aceite, com grande alegria para todos os Portugueses, qualquer que sejam as convicções religiosas de cada um, como se pode comprovar pelos comentàrios já recebidos.

        1. Sé verdade que o Santo Padre permitiu por mais dois anos que D. José Policarpo continuasse como Cardeal Patriarca, ficamos todos a ganhar, mesmo os que não têm fé. D. José Policarpo ainda tem muito para dar aos Portugueses, com a inteligência e sensatez.

      2. Um bom pastor não pode abandonar o seu rebanho numa altura em que cada vez há mais lobos maus e cerca-lo. Tratando-se de voz sonante como a de D. Jose Policarpo, não é à Igreja que faz falta, mas sim aos desprotegidos deste país cada vez são mais vítimas das injustiças sociais, por quem a Igreja muito pouco tem feito face ao seu poder e dever. D.Jose, faça ouvir a sua voz cada vez mais alto porque os cristãos estão consigo. Obrigado.

        1. Não lhe será fácil encontrar quem faça mais ou até o mesmo do que faz a Igreja católica pelos que precisam, da educação aos órfãos, dos desprotegidos aos velhos, dos pobres aos famintos, dos abandonados aos marginalizados. Em Portugal e por todo o mundo.

          1. Não lhe será fácil ver quem faça mais ou até o mesmo que faz a Igreja católica pelos que precisam, da educação aos órfãos, dos desprotegidos aos velhos, dos pobres aos famintos, dos abandonados aos marginalizados. Em Portugal e por todo o mundo. Vá ao oculista.

          2. A questão da solidariedade levar-nos-ia muito longe… Mas, quando falei em “lobos”, não pus em causa esta questão…o que queria dizer é que “dentro” da IC, à sua sombra, é que estão os “lobos” mais perigosos e não “fora” dela, porque, os mais perigosos são os que se vestem de cordeiros. Sublinho que isto não se passa apenas na IC, mas em todas as seitas e religiões. Falo por experiência. Sublinho também que isso não invalida que nelas existam, como fora delas, Almas com A grande. São esses “lobos” internos que são mais destrutivos, até para a credibilidade dessas organizações. O achar sempre bodes expiatórios fora, para justificar males internos, não é uma atitude positiva. Jesus foi morto por não pactuar com isso! Perdoe a insistência, mas a minha intervenção foi provocada APENAS por aquela pequena passagem “cada vez há mais lobos maus a cercá-lo.” É que, pela simples leitura até parece que o Sr. concorda comigo…O Sr. Cardeal não está propriamente cercado de ateus…
            Um abraço.

          3. É o problema eterno: começamos a generalizar e é o diabo. Os “seus” lobos ñão estão apenas nas religiões: estão em todo o mundo e talvez a maioria nem seja crente. Ditadores, facínoras, assassinos, xenófobos, intolerantes, etc. andam por toda a parte.

        2. Um bom pastor não pode abandonar o seu rebanho numa altura em que cada vez há mais lobos maus e cerca-lo. A Igreja é feita de todos os homens e mulheres, clérigos ou não que, que no seu dia a dia fazem muito pelo seu irmão católico ou não. Não temos que andar a fazer propaganda mas é injusto dizer que não fazemos nada.

          A Igreja com os seus séculos de história é tolerante com o Homem mas intolerante com a destruição humana, essa é a diferença simples mas muitas vezes incompreendida.

          Bem haja aos homens de fé e aos que a procuram pois eles são as ferramentas de Deus.
          Obrigado.

    1. Sr. Sérgio ;
      Como os demais respeitáveis comentadores, identifico-me na íntegra com o seu objectivo e esclarecedor comentário. Será que D. Policarpo renunciou por ser o mal menor, talvez face a pressões exteriores ?
      Até nisso, se for verdade , mostra ser um Grande Homem !

      Artur Ferreira

  2. Homem sereno, sábio, inteligente, moderado e cumpridor das suas obrigações. Vai fazer muita falta à Igreja Católica e aos Católicos. É menos uma voz sonante que tem audição em todo o Portugal. Gosta-se muito dele e eu tenho pena, mas a idade não perdoa. Bem abençoado seja.

  3. Gostaria de ter sido eu a escrever essas palavras. Mas como são o que sinto subscrevo enteiramente e agradeço a quem escreveu

  4. É um facto, que o Sr. é um homem inteligente, culto, educado, mas se sentimos a necessidade de evoluir intelectualmente, é fácil, temos que nos unir em torno de objectivos do interesse comum, estabelecer regras comunitárias para que possamos viver com civilidade, temos que mostrar aos “selvagens”, as vantagens dessa boa prática… isso depende de todos nós, e não, de um homem só, e muito menos intimamente ligado à igreja. D. José tomou algumas decisões menos nobres, e menos inteligentes, no passado recente, e isso, é normal em quem tenta fazer qualquer coisa, errar é normal para quem age, mas nós habituámo-nos a esperar que alguém faça o nosso trabalho!? Ou rezamos para que aconteça um milagre, ou jogamos compulsivamente para que nos saia a lotaria, ou votamos num individuo que se perfila entre vários candidatos ao poder, e que diz que é melhor que os outros e que se o deixarem fazer tudo só, resolverá todos os nossos problemas, e já está, votamos mesmo nesse!

  5. RECONHEÇO GRANDES QUALIDADES A SUA EXª.REVMª., O CARDEAL D. JOSÉ POLICARPO, COMO RECONHECIA AO BOM SR. D. ANTÓNIO RIBEIRO, ESTE, PERDOEM-ME, MAS ASSISTIÀ SUA PRIMEIRA EUCARISTIA, ERA DE UMA FREGUESIA, JU8NTO À MINHA, DA ZONA DE BASTO, MINHO. ESTOU DE ACORDO COM O PRO. REBELO DE SOUSA, NA ESCOLHA DOS SEUS SUCESSORES, O SR D. ANTÍNIO MARTO, PESSOA MUITO BOA, CONHEÇO-O PESSOALMENTE, MAS, OS DESÍGNIOS DE DEUS, SÃO INSONDÁVEIS, PARABÉNS AO AUTOR DO TEXTO, SR. SÉRGIO. OBRIGADO, PELO SEU ACTO DE AMOR.

  6. Os ateus perdem um difusor de mentiras! Grande perca… Para o lugar dele virá outro. Um lugar “santo” não ficará vazio.

  7. D. José Policarpo tem-se distinguido por ser uma voz culta e lúcida na sociedade portuguesa. Em tempo de incertezas, precisamos de vozes destas que começam a escassear entre nós… ou são anuladas por aqueles que vão colhendo frutos das nebulosas que lançam sobre a multidão …
    Desejo, profundamente, que a resignação que agora se anuncia não rime nunca com silêncio. Precisamos dos sinais de alerta que tão bem sabe lançar para, entre os nevoeiros que por aqui andam, podermos descortinar o rumo mais adequado.

  8. Por fim um artigo fazendo justiça a essa enorme figura Portuguesa que é D. José Policarpo.
    Homem integro e bom, merecia mais respeito por parte de uma certa franja politiqueira que bastante o maltratou.
    É com pena que vejo a sua renúncia que no entanto compreendo.
    Se for aceite pelo Papa o seu pedido, que o seu sucessor lhe siga a linha e a dignidade.

  9. É com muita pena que vejo anunciada carta de renúncia de D. José Policarpo, não sei qual a idade do Senhor Cardeal, mas é triste ver uma pessoa com tanto ainda para dar à sociedade Portuguesa, ir embora, ainda no dia 16 de Fevereiro assisti à missa transmitida da Capela do Hospital de Santa Maria, pela televisão, missa essa presidida pelo Senhor cardeal, essas missas tem o dom de quem as ouve ficar pelo menos a pensar nalgumas frases que foram ditas, e duas delas não as esqueci, umas delas foi sobre Miguel Torga “toda a vida reneguei Deus, mas foi impossível esquece-lo” a outra referente a uma pessoa que também já tinha falecido não referindo o nome da pessoa, apenas dizendo, que era uma pessoa das artes, essa pessoa toda a vida tinha sido não crente e na hora da morte as suas últimas palavras foram estas “e agora meu Deus? ” o Senhor Cardeal tem uma coisa fantástica leva-nos a reflectir o papel de Deus na nossa vida. É de facto com muita pena que o vejo a ir embora. Que Deus continue a dar-lhe saúde, e que esteja entre nós durante longos anos.

  10. Exmos. Senhores!
    Estou perfeitamente de acordo com as opiniões e destaco a “peça” do signatário.
    Somente um pequeno reparo, a atitude da esperança e renovação ficou aquém das expectativas, e é neste encontro que o homem tem que ir… A Igreja, que somos todos nós, homens, engrandece-se e robustece-se nesta atitude! Tal como a ressurreição que é o sublime acto depois da morte!
    Pelo que me ia cá dentro e pela paciência de lerem, cumprimentos
    MariaPortugal

  11. Calma pessoal, o Sr. Cardeal não morreu apenas resignou o que é normalíssimo na igreja (eis mais um exemplo da igreja à sociedade materialista e desumana em que nos torna-mos), resignar apenas significa deixar um cargo acho que o Sr. Cardeal vai continuar a dar a sua opinião e a intervir na sociedade, vejam o que se passa com o Sr. D. Manuel Martins que continua a intervir e a ajudar quem o procura com a sua licidez coragem determinação e amor pelo próximo.

  12. A igreja precisa absolutamente de se autorenovar e sobretudo de se autoquestionar, de ouvir o povo e de se adaptar a uma nova era, para isso basta constatar o reduzido número de praticantes nas igrejas católicas (quando comparados com o crescente número de pessoas que frequentam as igrejas protestantes no Norte da Europa..).
    O discurso praticado está completamente desactualizado com os tempos actuais, os jovens hoje que o digam, nesta sociedade que evolui tão rapidamente.
    Com a chegada de um Papa alemão já era certo e sabido que a igreja católica iria recuar algumas décadas no conservadorismo habitual que lhe é próprio, rivalidades entre clãns no próprio seio da igreja e os interesses financeiros de uma pequena minoria previligiada de residentes no Vaticano, a juntar aos dogmas arcaicos e demagogos que cegam todo e qualquer “ainda” crente como eu.. é uma pena e um desespero vêr uma religião andar para trás desta forma.. na era da comunicação por excelência, é um grave erro continuar a insister desta forma e a continuar a pregar no deserto..

    1. Lendo o comentario que postou duvido que ainda seja crente,como diz..
      Um verdadeiro cristão consegue olhar para os defeitos mas tambem para as virtudes de algo…e parece-me que o senhor ve coisas, quando elas nao existem..
      Como é que é possivel afirmar que os jovens não se revem na igreja actual? Sabe..eu sou jovem e penso que a fé e o “fazer bem” se constroi com o tempo, persistencia e vontade interior e não é preciso ouvir aquilo que convem mais a todos para se ser feliz.
      É preciso estar-se disposto a ouvir para que a mensagem possa chegar. Quando não se quer ouvir nada nem ninguem(como é o caso dos jovens de hoje, que nem sequer ouvem e respeitam a familia) é dificil fazer chegar a mensagem, por melhor que ela seja.
      Gostaria mais de ouvir que a igreja liberalizou o uso do preservativo,das drogas ou a liberalização da eutanasia e do aborto?
      Sabe..neste mundo cada vez mais oco e com falta de valores o que ainda segura muitas coisas imorais, de acontecer é a igreja e o acreditar em algo, acreditar em valores. O ser humano está sempre em mudança por causa da sua inconformidade com tudo o que o rodeia e não sei até que ponto teremos todos que ir para perceber que este caminho(do fazer tudo, sem se ter a preocupação com qualquer valor social ou moral) não está certo e perceber que temos que mudar, porque o que vejo em colegas e amigos meus, é que eles são tudo, menos felizes, alias a unica felicidade(aparente) que tem é quando estão “bebados” e “drogados”, fora isso parecem ocos e vazios por dentro.
      Como é possivel falar assim do Papa, sem respeito algum?
      Os grandes homens são não só, aqueles que fazem o bem, mas tambem aqueles que ensinam outros a fazerem-no e nao dizem sim a uma coisa só porque todos o dizem,são aqueles que pensam por si e nao por uma ideia generalizada de algo.
      Esses ficaram e ficarão para sempre,imortalizados como simbolos de algo importante, mas como sempre nunca foram reconhecidos no seu tempo. É comum sentirmos falta de algo quando a perdemos, e aí percebemos o seu valor.
      Quando os jovens por exemplo, são socialmente obrigados a beberem e drogarem-se para se sentirem inseridos num grupo, não são realmente livres.
      Quando se fala que agora existe muita liberdade, isso não é verdade, pelo contrário, é pelo facto de haver pouca liberdade que as pessoas andam constantemente infelizes.

  13. Não acredito que ele seja afastado. Em todo o caso, mesmo que seja esse o entendimento do Vaticano, ele não deixará de ser uma das vozes mais respeitadas e mais marcantes deste nosso conturbado tempo.
    Fernando Mascarenhas (Trás-os-Montes)
    (Agnóstico)

  14. De facto assim é! Uma voz lúcida, ponderada e equiilibrada, a do nosso Cardeal . Nenhuma palavra ou expressão fora do sítio.
    Mas Deus providencia! Sou do Porto. Há sementes de optimismo lançadas.

  15. 1/Os Bispos, quando atingem os 75 anos (como é o caso) têm de “resignar”; D. Manuel Martins ainda hoje se chama Bispo Resignatário;
    2/ S. Santidade o Papa aceita…ou não aceita; diz-se que, até à santificação de João Paulo II não o fará;
    3/Admitindo-se a outra variante, temos candidatos que cheguem para o Bispado de Lisboa: desde logo, D. Manuel Clemente, actual Bispo do Porto e que já foi auxiliar de Lisboa (é o meu preferido) e o actual Auxiliar, D. Carlos Azevedo e também Presidente da Pastoral Social.
    D. José Policarpo é uma enorme figura da Igreja Católica e um português ímpar.
    Sendo eu um agnóstico activo, não posso deixar de reconhecer a estatura superior deste clérigo singular: culto, homem do seu tempo e atento à polis e às comunidades.
    Particularmente interessado aos que sofrem e aos pobres.
    Com uma influência em Portugal maior do que se supõe…
    J.A.

  16. Muito obrigado D. José Policarpo pelo homem que é e pala sua frontalidade lúcida junto dos Portugueses crentes e não crentes.
    Carlos Madureira

  17. Homens que nos mostre o rosto de Cristo é o que a nossa sociedade mais precisa nos tempos de hoje. Que DEUS continue a ajuda-lo a transmitir esta mensagem…

  18. Vou começar por não aceitar o limite de idade, já que os apóstolos de Cristo nunca se aposentaram, a igreja que se diz representante de Deus na terra, deveria olhar também para esse pequeno pormenor, já que o Santo Papa também não se aposenta, ou envia qualquer carta pedindo seu afastamento, acredito que vamos deixar de ter alguém discreto, observador, com sentimentos muito próprios do povo português , que analisa as preocupações espirituais com elevado sentido ético e moral, mostrando a verdadeira tarefa da condição humana.

  19. Não sendo católico praticante, tenho admiração pelo homem íntegro e livre e pelo pastor atento ao seu rebanho.
    Sempre vi nele um homem com coluna vertebral direita.
    Pessoas como esta vão faltando em Portugal nos tempos que correm.
    Oxalá que a sua renuncia não seja aceite.

  20. Sim Sérgio, concordo em pleno com as suas palavras enaltecedoras a D. José Policarpo; fará muita falta ao país e pessoas, se realmente for afastado. D. Policarpo é uma pessoa válida, inteligente e produtiva capaz de vencer os mais variados impecilhos a destacar…
    Está um bocado cansado, mas eu creio que ainda o vamos ter uns bons anos por cá!Existem por aí, tantos que de algum modo deveriam ser afastados e não o são; talvez por cobardia ou comodismo se mantêem!!!Faço votos para que D. Policarpo, continue a sua luta, o meu obrigado…Arlette Pereira

  21. Sou profundamente agnóstico. Seja quem fôr.., que esteja do lado dos mais fracos, dos mais pobres e necessitados, estarei do seu lado.

  22. Para além de subscrever inteiramente esta homenagem, rendo-me ao saber, inteligência superior e coerência deste Príncipe da Igreja que se chama D. José Policarpo.

  23. A religião tem os dias contados mas, até lá, a Santa Madre Igreja continuará a viver no luxo, ao lado dos poderosos e a tentar multiplicar os milhões de euros do Banco do Vaticano. Os comentários de que o país fica mais pobre, que os ateus ficam a perder são de chorar a rir. Agora só falta beatificarem o cardeal Cerejeira

  24. Um exemplo a seguir por todos (maior parte) dos pastores da Igreja Portuguesa.
    Homem simples, sincero, aberto a todos independentemente do credo religioso, um verdadeiro Apóstolo do Ecumenismo.
    Bem haja pelo seu exemplo.

  25. Não sendo católica reconheço no Sr. Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, um humano muito inteligente e íntegro, que não gostaria de ver remetido ao silêncio. Fascinou-me nas suas declarações públicas, particularmente o que deixou muitas vezes nas entrelinhas-a sua solidariedade com os problemas dos seus conterrâneos e do seu tempo.

  26. Por razões opostas D. José poderá ficar no esquecimento como está o Cardeal Cerejeira. Este sem saudade intelectual. Se afirmar isto é pecado que Deus me perdoe a sinceridade. Os pensamentos que conheço de D. José, são meritórios. Não tem nada a “cheirar” a Lefebvre ou a Escrivá de Balaguer . Talvez pelo próprio aroma, estes ficaram na história. No meu ponto de vista pelos piores motivos. António Ribeiro o discreto Cardeal, eternamente esquecido? Até quando? por quem? Por mim não.

  27. Esse senhor é apenas mais um da ‘pouco ou nada’ santa igreja dita católica!
    Seria de louvar que o dito cujo ‘se tivesse governado’ honestamente, não vendendo a ‘banha da cobra’ como, infelizmente sempre fez!
    P.S.: Já lhe estou a dar mais importância do aquela que ele, de facto… merece!
    Até um dia destes!

  28. Quando estudava em Braga na década de 60, o D. José Pelicarpo não era referência, porem havia boas referências e que hoje fazem grande falta.
    Naquela época havia mais patriotisto, mais fé e respeito aquele que derramou seu sangue por amor aqueles que criou e que o continuam a crussificar todos os dias, também havia mais respeito em todos os sentidos, assaltos, nem se falava nisso, ás 2 horas da manhã, não precisava de chave para abrir a porta, só tinha de a empurrar que já estava aberta.
    Não sei o quanto D. José Pelicarpo vai fazer falta a Portugal, pois com ele, eu vejo em Portugal, um País com grande indice de ateus, um País corrupto como não se via até 1974, um povo em sua maioria apatriota, onde o que mais vale é o estrangeirismo e o pior sentem orgulho nisso, está um País com uma justiça, CÉGA, SURDA E MUDA, onde um corruptor não é condenado por isso, por haver tentado corromper a pessoa errada (caso névoa), é um País que de poucos católicos e mesmo com D. José Pelicarpo aceitou o ASSASSINATO de vidas no ventre de suas Mães, só porque as mulheres querem ter prazer, mas não aceitam as consequências.
    O povo Portugues, quer ser moderno e actual, para tal há que imitar e adoptar as ideias, jeitos e costumes de outros povos, mas e onde fica o Patriotismo, a personalidade, a tradição, o égo, o individualismo, a autenticidade (porem isso não serve p’ra nada se não se copia o mundo).
    O caso do aceite da união Homossexual, é um afronto á natureza, deve-se respeitar e bem tratar todo e qualquer pessoa que tenha um desvio de conduta e ou personalidade, pois todo(a) aquele(a) que nasce com disturbio nas funções cerebrais que determinam o desejo pelo sexo oposto, devem ser tratadas com o mesmo respeito e carinho com que se trata qualquer pessoa que nasce com qualquer deficiência, pois as imperfeições não ocorrem apenas na estética, mas também no cérebro. Até aí tudo bem que se faça uma legislação para atender a todo e qualquer cidadão, mas aceitar a união de duas pessoas do mesmo sexo, além de ser um acto contra a natureza, é uma aberração (o anus é uma latrina e apenas para isso foi criado).
    Certa vez fui fazer o encherto de uma laranjeira em um limoeiro, o meu avô viu e disse-me, não faças isso, pois não alteres a natureza, o limoeiro foi criado para dar limões e a laranjeira para dar laranjas, há que seguir a lógica e não o ilógico.
    Penso que D. José Pelicarpo deva permanecer em suas funções, desde que as pessoas passem a se respeitar mais, os filhos tenham mais amor e mais respeito aos Pais e professores, os políticos se tornem mais honrados, a sociedade se valorize mais e que mais valorizem as coisas Portuguesas, principalmente as suas tradições e que deixei de ser colonos, pois de colonizadores passaram a ser colonos, principalmente do Brasil, pois estão a assimilar a anti-cultura Portuguesa, com novelas amorais, com música, pois a música Portuguesa não é tocada no Brasil, a submissão é tamanha que o Rock-In-Rio, criado no Rio de Janeiro pelo Medina, foi para Portugal por não poder ser viabilizado no Rio, porem, ao invés de se chamar Rock-In-Lisboa, os Portugueses aceitarem e bem o receberam com a submissão de Rock-In-Rio (Lisboa), que vergonha (para mim)

  29. Ex mos. Senhores!
    Estou perfeitamente de acordo com as opiniões e destaco a “peça” do signatário.
    Somente um pequeno reparo, a atitude da esperança e renovação ficou aquém das expectativas, e é neste encontro que o homem tem que ir… A Igreja, que somos todos nós, homens, engrandece-se e robustece-se nesta atitude! Tal como a ressurreição que é o sublime acto depois da morte!
    Pelo que me vai cá dentro e pela paciência de lerem, cumprimentos
    MariaPortugal

  30. É bom verificar que este Homem é um elo de ligação, e não de separação, nos diversos extratos da população Portuguesa. Creio que o bom Cristão será como o D. José, quem une e nunca quem separa.

  31. (já cá tinha deixado um comentário, mas acho que veio o sapo e comeu)

    Eu sou uma mulher de fé. Apesar de não frequentar a igreja, acompanho muitas das cerimónias religiosas pela TV, bem como os discursos de alguns dos seus representantes, no caso D. José Policarpo, pessoa por quem nutro confessa admiração pela sua simplicidade e lucidez.
    Apenas gostaria de deixar aqui a mensagem de que um homem como D. José Policarpo não tem limite de idade. Não há limite de idade para um homem de bem. E nós contaremos sempre com as suas palavras e a sua atitude. Um grande Bem Haja!

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