
Anda para aí (quase) tudo entusiasmado com esta campanha autárquica de Oeiras – há décadas dominada pelo cacique que o PSD lá colocou e manteve até ser preso por más práticas, o qual depois renasceu como presidente “independente”. Agora surge este jovem, presidente jotinha, brincando ao 007 – porventura será bem apessoado, disso ajuizarão as senhoras e alguns outros “géneros”, pelo menos o suficiente para que possa aguentar a pantomina.
Para justificar estes propósitos diz o moço Poço que quer provar não serem os políticos todos iguais. Haveria outro caminho para isso, claro: identificar problemas, apresentar soluções realistas, pois plausíveis e sustentáveis.
Mas o jotinha prefere assim. Torna-se óbvio, é um Poço sem fundo. E disso se rirá o veterano, o tal que o povo sufraga no malvado “rouba, mas faz”.

Eu não sei se o veterano rouba mais do que os outros, o que eu sei é que o veterano faz, e é por isso que a população de Oeiras confia nele para presidente.
Há muitos anos eu era presidente da associação de pais da escola de Paço de Arcos e era necessário umas lombas no acesso à escola. Solicitei uma reunião ao veterano, e no espaço de quinze dias já lá estavam as lombas.
E o que posso acrescentar é que enquanto lá vivi como munícipe ele era um presidente presente e preocupado com as lacunas do seu município.
Este que está a concorrer, é como você diz, um poço sem fundo, mas pela amostra parece mais um poço vazio…de ideias.
A campanha do Alexandre devia ser algo do género:
“Os outros prometem mas ou roubam ou não podem, eu prometo e Poço”
Eu recomendo aos candidatos às autárquicas a prometerem oferecer vacinas gratuitas. A malta por uma borla, seja ela qual for, vai a todas.
Retomem também a estratégia antiga do major Valentim Loureiro, que oferecia electrodomésticos às famílias. Aproveitem e requisitem uns restaurantes para oferecer refeições grátis durante a campanha, em esplanada. O tempo não está para brincadeiras.