Felipe González defende o aumento da idade de reforma em Espanha e é taxativo: só haverá verdadeira coesão social quando os salários estiverem ligados à produtividade.
Um perigoso neoliberal
Pedro Correia,
Felipe González defende o aumento da idade de reforma em Espanha e é taxativo: só haverá verdadeira coesão social quando os salários estiverem ligados à produtividade.
Pois, o problema é precisamente que atualmente, na maior parte das economias desenvolvidas, os salários crescem menos do que a produtividade. Cada vez maior parte do rendimento vai para o capital, cada vez menor parte vai para os salários.
Por isso, a segunda ideia de González parece-me perfeitamente socialista.
parece que não mudou de idéias, desde o tempo do zapatero.
http://www.lne.es/economia/2010/10/09/fe lipe-gonzalez-defiende-retrase-jubilacio n-propone-zapatero/978264.html
Como diz o Luis Lavoura, nos últimos 30-40 anos, os ganhos de produtividade foram em grande medida capturados pelo capital. Isso nos Estados Unidos é flagrante, com estatísticas conhecidas.
Por outro lado, Portugal, pelo menos até há poucos anos, e recentemente só pode ter piorado, era dos países da UE em que os trabalhadores eram menos compensados pela sua produtividade, ou seja, em que o salário correspomdia a uma menor fatia do preço final do produto.
Se alguma coisa depreendo da opinião de Gonzalez é que os salários terão de diminuir nos gestores (de todas as áreas) e nos empresários, e os lucros, ao invés de irem parar ao bolso dos accionistas e/ou proprietários, deverão ser reinvestidos (aonde? e em quê?) ou de outra forma deverão ser severamente taxados. Pois é aqui que reside o verdadeiro problema salarial.
A outra conclusão desta opinião é que (também) os juros cobrados nos programas de resgate, assim como os valores do défice devem estar indexados ao crescimento da economia.
Penso que Gonzalez entrou nos palpites dos economistas e outros mais que não acertam em nada de nada.
Os EUA têm a liberalização da contratação de trabalhadores, e possuem cerca de 50 milhões de pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza. A China, Rússia, Índia, Brasil e outros mais apresentam o mesmo problema e não vejo que a sua economia, neste momento, se reproduza por causa destes vectores.
O que Gonzalez vem dizer é o seguinte: amigos, eu já vivi o que tinha a viver, o que possuo dá-me até ao resto da vida; cada um dos outros que se desengome.
Vamos agora às alternativas: ou criamos na Europa um regime excepcional de protecção de salários (que é estímulo à economia) e de aquisição de produtos (com a atribuição de quotas negociadas no que respeita ao que realmente se necessita intercambiar com outros países do mundo) ou vamos andar à estalada por qualquer coisa que nunca teremos, a não ser na reconstrução.
Tudo isto se os credores quiserem receber a massa, melhor, parte dela.
Qualquer dia esquecemo-nos que os Estados Unidos são o país mais rico do mundo, com o maior rendimento per capita – exceptuados os casos estatísticos – isto apesar de serem um pais de imigração: 1 000 000 (um milhão) por ano – e os imigrantes não chegam lá ricos, mas para enriquecerem).
Meu caro gtw,
se eu tiver uma galinha e você não tiver nenhuma a média estatística dir-nos-á que ambos temos meia galinha, mas a verdade indica que quem a tem sou eu. A Suíssa ou Suíça é mais rica que os EUA e não vejo lá miséria (e noutros países com menos riqueza, segundo seus padrões, também não vejo).
Ele propõe então um salário máximo?
Com comentários de socialistas destes, não precisamos de inimigos. Aliás, com estas mentes iluminadas as pessoas deviam trabalhar até morrer…. Era óptimo, eles continuavam com a sua vidinha de opiniões baratas e o povinho trabalha. Estamos a passos largos de nos equipararmos á China.