Um país sui generis


Sérgio de Almeida Correia,

De um aviso afixado em papel cor-de-rosa no Tribunal de Família e de Menores de Vila Franca de Xira:

 

“Procedimentos a evitar na sala de audiências:

 

Mascar pastilha elástica

Usar telemóvel

Óculos de Sol na cabeça

Mãos nos bolsos“

 

Quando em casa ninguém diz nada e a escola pública não ensina, acabamos a ler coisas destas nos tribunais.

12 comentários em “Um país sui generis”

  1. Comentário de um estudante do Técnico, após dois anos em Glasgow:
    Esta manhâ, o professor entrou na sala da aulas,
    ficou parado um bocado a olhar para a classe.
    Nada se tendo passado, a turma continuava em intervalo, como se não tivesse entrado ninguém,
    saíu e não houve aula.
    A quilo a que chamo: perda da disciplina social, trazida e cultivada com a revolução (25Abr/25Nov)
    Que fazer?

    1. Concordo plenamente. Estas e muitas coisas são o resultado daquilo que não foi explicado aos portugueses após o 25A, por conveniêncis de alguém: Para se ter direitos, tem que primeiramente ter-se deveres. Os pais de agora são aqueles que foram criados sem disciplina e educação, porque naquele tempo chamar quem quer fosse á atenção, por isto ou por aquilo, era de imediato apelidado de burgês, imperialista, mentalidade retrógada, fascista, etc, etc,.

  2. Nada que me espante. É frequente vermos deputados, nas primeiras filas das bancadas em São Bento, mascarem pastilha elástica (ao estilo Jorge Jesus) durante as sessões plenárias.

  3. Mas qual é o mal disso tudo?

    E as pessoas têm obrigação de ir a tribunais todos os dias para saber como se devem comportar lá?

    Tem algum mal mascar pastilha elástica ou ter óculos escuros a servir de bandelete?

    O Sérgio está com um ataque de conservadorismo bacoco.

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