Um país que mata os seus heróis


Pedro Correia,

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  Huber Matos (à direita) com Fidel Castro em 1959

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 Arnaldo Ochoa (à esquerda) com Fidel Castro em 1961

 

Nenhum ser humano bem formado se congratula com a morte de outro ser humano. Mas um democrata alegra-se sempre perante a expectativa de um fim próximo de um regime autocrático.

Na morte de Fidel Castro – que por ironia mencionou Cristo na sua última reflexão pública, difundida a 9 de Outubro – penso nos inúmeros perseguidos pela ditadura implantada há quase 58 anos em Cuba. Todos, ou quase, acreditaram nas promessas de liberdade, traídas pelo novo tirano que envelheceu no cargo sem nunca ter abdicado da menor parcela do seu poder absoluto.

 

Penso no general Arnaldo Ochoa, que foi o oficial mais graduado do exército, proclamado Herói da Revolução e líder das operações militares em Angola, de que Castro se serviu para a sua propaganda “internacionalista”: acusado de traição à pátria, foi detido em Junho de 1989 pela polícia política e condenado sumariamente à morte por um tribunal fantoche e logo executado, sem lhe ser reconhecido o direito a uma defesa minimamente justa.

Penso em Guillermo Cabrera Infante, um dos melhores escritores latino-americanos do século XX, forçado em 1965 a um exílio perpétuo que o levou a trocar o sol caribenho pelas brumas de Londres, onde sucumbiu de nostalgia, por ter ousado gerir com irreverência o Conselho Nacional de Cultura e o Instituto de Cinema nos primeiros anos da era pseudo-revolucionária.

Penso em Heberto Padilla, poeta encarcerado em 1971 pelo “crime” de pensar e escrever como um homem livre, atirado para os cárceres castristas na sequência de um recital de poesia em Havana considerado “subversivo” – ele que escreveu estes versos corajosos: “Muerte, / no te conoszco, / quieren cubrir mi patria / con tu nombre.”

Penso em Huber Matos, combatente na Sierra Maestra e revolucionário da primeira hora, o primeiro crítico da deriva autoritária do novo regime. “Es bueno recordar que los grandes hombres comienzam a declinar cuando dejan de ser justos”, escreveu ele numa desassombrada carta a Fidel Castro que em Outubro de 1959 lhe valeu 20 anos de prisão, seguido da expulsão de Cuba, onde nunca foi autorizado a regressar.

 

Penso em muitos outros cubanos, uns já desaparecidos outros ainda vivos mas condenados à morte cívica e ao banimento vitalício em sucessivas purgas promovidas pelas patrulhas ideológicas do castrismo ou vítimas dos anátemas políticos lançados pelo regime: Antón Arrufat, Arturo Sandoval, Bebo Valdés, Belkis Cuza Malé, Cachao López, Carlos Alberto Montaner, Carlos Franqui, Celia Cruz, Eliseo Alberto, Eloy Gutiérrez Menoyo, Gustavo Arcos, Jesús Díaz, Néstor Almendros, Norberto Fuentes, Olga Guillot, Orlando Jiménez Leal, Paquito d’ Rivera, Pedro Luis Boitel, Raúl Rivero, Reinaldo Arenas, Severo Sarduy, Virgilio Piñera, Willy Chirino, Zoe Valdés.

Sob a mão de ferro dos irmãos Castro, Cuba tornou-se um país que “mata os seus heróis”, na definição lapidar de Cabrera Infante. País de suicidas e desterrados, onde a luz da esperança se foi tornando cada vez mais precária e vacilante.

58 comentários em “Um país que mata os seus heróis”

  1. Como regra, os antigos senhores não matavam os escravos.
    Porque custavam dinheiro e eram precisos para trabalhar.
    Tal qual como agora, entre nós.
    Mutatis mutandis.
    João de Brito

    1. Eram precisos para trabalhar e, embrutecidos e docilizados numa existência de medo e sobrevivência, e apesar do ocasional Spartacus, não ameaçavam verdadeiramente. Ou, ameaçando, eram mantidos na ordem com a ocasional vaga repressiva e não especialmente preocupante para o chefe. Administrando-lhes “meia dúzia de safanões a tempo”, aceitando-se no caso a citação de aplicabilidade assaz lata.

      Já no que respeita a “delfins”, “braços direitos”, “companheiros”, “heróis”, “intelectuais” e genericamente gente inclinada a pensar pela sua cabeça, os regimes totalitários têm sido férteis nestes desfechos. Os comunistas sobretudo, parece.

      Apesar da sua “superioridade moral”, nas eternizadas palavras do histórico português da crença. Ou por causa dela.

      Costa

      1. Por isso mesmo que aponta – e que é um facto bem real – os intelectuais ficaram tão desprestigiados e ainda hoje estão marcados por esse estigma. Entre os anos 20 e 70 do século XX caucionaram as mais repugnantes ditaduras do planeta.
        Houve honrosas excepções – Camus e Orwell, por exemplo. Mas em número insuficiente para livrar da péssima fama a generalidade dos intelectuais. Pound tecia loas a Mussolini, Heidegger contemporizou com Hitler, Neruda e Picasso sentiam espasmos orgásticos perante o nome de Estaline.
        Os que foram em romaria a Havana, celebrar a ditadura castrista, fazem também parte dessa tribo tão mal afamada.

        1. Caucionaram as ditaduras porque as democracias são regimes de meio termo, sedentárias, balofas, do sofá e novela. Do gosto medíocre, das moedas, da vidazinha medida, enfim… da vergonha burguesa, do parecer, da vestiota, do blague, da coragem intelectual, vulgo moderno da cobardia, do enfartamento lipídico. A ditadura, não. A ditadura é a apologia da força, da velocidade, do movimento, da destruição, da revelação, da paixão, do risco, da morte, do grandioso. A ditadura é a acádia do exagero. A ditadura é estética e não estática. A democracia uma folha rasgada de contas falhadas

          1. Há um gosto mórbido entre os que valorizam a “estética” das ditaduras.
            Como na célebre “Ode a Estaline”, de Neruda:
            «Camarada Stalin, yo estaba junto al mar en la Isla Negra,
            descansando de luchas y de viajes,
            cuando la noticia de tu muerte llegó como un golpe de océano.
            Fue primero el silencio, el estupor de las cosas, y luego llegó del mar una
            ola grande.
            De algas, metales y hombres, piedras, espuma y lágrimas estaba hecha esta
            ola.»

            Versejava indiferente ao facto de o estalinismo ter deixado um rasto de milhões de cadáveres.
            Nada estático, de facto. E nada estético também.

  2. Back in power, Batista suspended the 1940 Constitution and revoked most political liberties, including the right to strike. He then aligned with the wealthiest landowners who owned the largest sugar plantations, and presided over a stagnating economy that widened the gap between rich and poor Cuban.Batista’s increasingly corrupt and repressive government then began to systematically profit from the exploitation of Cuba’s commercial interests, by negotiating lucrative relationships with the American Mafia, who controlled the drug, gambling, and prostitution businesses in Havana, and with large U.S.-based multinational companies which were awarded lucrative contracts.

    Portanto era perfeitamente natural que a seguir a Fulgêncio viessem umas eleições livres e que o partido mais votado fosse um pró-americano. Tal como em Portugal era perfeitamente natural que a seguir ao 25 de Abril fosse o Freitas do Amaral e os seus acólitos a comandar os destinos do país. Tirando a Revolução cá do pedaço quantas não devoram os seus próprios filhos? Fidel foi um produto de Fulgêncio. Fulgêncio um produto americano.

    1. “Portanto era perfeitamente natural que a seguir a Fulgêncio viessem umas eleições livres e que o partido mais votado fosse um pró-americano (…)”

      Pois de facto quando se envereda pelo “reductio ad absurdum” pode-se chegar à conclusão que se quer, algo entre uma coisa e o seu contrário, pois tudo passa a ter uma lógica.

      Está assim o caso fechado, não havia razão para o regime ter deixado de ser o que foi durante 57 anos, eleições livres bem podem esperar outros 57 anos.

      Como todas devoram os seus próprios filhos e como “Fidel foi um produto de Fulgêncio. Fulgêncio um produto americano” não se percebe de que é que a malta se queixa, está tudo bem no melhor nos mundos.

      PS1- A revolução portuguesa não devorou muitos dos seus próprios filhos?

      Muito me conta!

      PS2- A citação que faz é da “Wikipedia” no tópico “Fulgencio Batista” e o texto em questão é baseado nos seguintes documentos:

      1. Historical Dictionary of the 1950s, by James Stuart Olson, Greenwood Publishing Group, 2000
      2. Havana Nocturne: How the Mob Owned Cuba and Then Lost It to the Revolution, by T. J. English, William Morrow, 2008

      As fontes citam-se.

      1. Ó meu caríssimo, “reductio ad absurdum”, é o que vossa excelência faz sempre que acaba uma frase que não acabe num ponto de interrogação. Ou convence-se que o que sabe é mais importante, na procura da verdade, do que o que desconhece? Não existe verdade, mas sim interpretações da verdade…veja-se a quantidade de de informação que sobre um único assunto existe hoje em dia. A partir de uma determinada altura escolhe para conseguir dar uma resposta, e regra geral escolhe conforme a opinião que já tinha antes de se dedicar ao estudo dessa mesma questão. Não é maravilhoso, a liberdade que hoje em dia se tem para defender, logicamente, uma determinada posição e o seu contrário – ex nihilo.

        “A revolução portuguesa não devorou muitos dos seus próprios filhos?”

        Quantos foram, de entre os ideólogos revolucionários, mortos?

        Quanto a fontes, olhe pareceu-me não ser importante. Ando numa caixa de comentários, não numa defesa de tese pós-doc.

        1. E outros ainda mais abaixo de Otelo na escala “hierárquica” da revolução.

          Uma vez até me lembro de termos conversado os dois sobre um meu antigo chefe (fui oficial miliciano em 73, 74 e 75, como sabe) que acabou emigrado e nunca mais cá voltou, tendo ele a certa altura da vida alimentado o meu mail com múltiplas histórias desses tempos que davam um livro.

          Por ter vivido o que vivi e continuo a viver (e ainda bem!) não sei o que fazer quando me aparecem pela frente gentes com frases “fôfinhas” delirantes …

          1. Pois disse e até insistiu comigo, quando agora falei em “que davam um livro” foi precisamente de si que me estava a lembrar.

            E eu respondi-lhe que tinha que esperar que algumas pessoas morressem (sem desejar a morte delas, claro) pois já não me apetecia andar em certas “guerras”…

            Grande abraço

          2. Percebo-o bem, meu caro. Mas certas histórias de um passado não demasiado distante merecem ser contadas ainda em tempo útil. Quando delas ainda podemos extrair lições proveitosas para o presente.
            Julgo que as gerações mais jovens só terão a ganhar com elas.
            Um abraço amigo.

          1. Tem razão. Esqueci-me “desse” e da história vergonhosa da “Camioneta”.

  3. Alguns dados sobre Cuba:

    Indice de pobreza de Cuba era o sexto menor em 2004 dentre os 102 países em desenvolvimento pesquisados, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, e Cuba está entre os 83 países do mundo que ostentam um alto Índice de Desenvolvimento Humano (acima de 0,800): em 2007, o índice de desenvolvimento humano de Cuba foi 0,863 (51º lugar; 44º, se ajustado pelo produto nacional bruto)
    Em 2012, o crescimento econômico de Cuba, segundo as últimas estimativas da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, foi de 3,1 por cento (estimativa), um pouco melhor que os 2,8 por cento conseguido em 2011.
    O embargo comercial imposto a Cuba pelos Estados Unidos, desde 1962, dificulta enormemente a expansão do comércio exterior cubano. Mas Cuba tem conseguido atrair alguns investimentos estrangeiros, cerca de metade deles feitos pela União Europeia; grandes investimentos têm sido feitos nas áreas de turismo, energia e telecomunicações
    Estimativas feitas pela Organização Mundial de Turismo indicam que, caso tivesse sido levantado o embargo norte-americano, em 2007 cerca de 4 milhões de turistas poderiam ter visitado Cuba, representando uma fatia de mercado de 15,9 por cento do turismo na região do Caribe.[97]. Esse turismo poderia gerar uma receita direta de 7,5 bilhões de dólares estadunidenses, e geraria uma produção adicional, no resto da economia cubana, de 7,650 milhões de dólares estadunidenses.
    De acordo com os resultados obtidos nos testes de avaliação de estudantes latino-americanos, conduzidos pelo painel da Unesco, Cuba lidera, por larga margem de vantagem, nos resultados obtidos pelas terceiras e quartas séries em matemática e compreensão de linguagem. “Mesmo os integrantes do quartil mais baixo dentre os estudantes cubanos se desempenharam acima da média regional”, disse o painel…etc etc etc

    1. Uma coisa não justifica a outra. Ou vai dizer que como Salazar equilibrou as contas públicas tem saudades dele? Ou será que por Mussolini ter impulsionado a industria, ele deveria agora ganha o titulo de fofo?

        1. Salazar e Castro sempre mantiveram relações diplomáticas. O mesmo sucedeu entre a Cuba castrista e a Espanha franquista. Aliás quando Castro visitou Espanha o seu principal interlocutor e parceiro foi Fraga Iribarne, presidente do Governo Regional da Galiza e ex-ministro de Franco.
          Os extremos tocam-se.

      1. No tempo de Mussolini não faltavam “intelectuais” a elogiá-lo porque tinha conseguido pôr os comboios a partir e a chegar a horas.
        Há sempre gente disposta a caucionar os regimes mais despóticos.

        1. O que mais me chateia é a tendência, cada vez maior, da dualidade: ou se é bom ou se é mau. Preto ou branco. Dia ou noite. Como se a complexidade humana e da politica não fosse bem mais interessante do que isso.

          1. As pessoas estão fartas de complexidade. Dos tecnocratas, que lhes dizem como devem agir e pensar. Estão fartas de se sentir excluídas. Querem decidir, por elas, e para decidir são obrigadas a simplificar. A errar. E errar é um direito que sempre teremos.

          2. As ditaduras não erram, pois criam a Verdade. Como um califa turco que mandou deitar abaixo a Biblioteca de Alexandria. Se não consta no Corão não é verdade.
            A democracia usa a verdade para tornar mais verídica a mentira. O demagogo, o democrata.

    2. E a URSS, RDA tinham um economia muita avançada… eu lembro-me que eram os como você diziam.
      Para exemplo de ignorância o Conde de Tomar segue os pergaminhos do passado.Nem sequer inova.

      Se há alguma coisa que a Esquerda Marxista é perene é que nem sequer aprende a aprender

      “O embargo comercial imposto a Cuba pelos Estados Unidos, desde 1962, dificulta enormemente a expansão do comércio exterior cubano.”

      Ou seja, sem o malvado capitalismo neo-liberal americano o Comunismo dá naturalmente pobreza.
      Não sei se isto é idiotia se é simplesmente continuar a esperar que vitimização dê votos dos imbecis.

      1. Ó Lucklucky depois de ter dito que o Pinochet era quase um menino de coro estamos falados. Assuma-se e assome-se camarada! Existem uns assassinatos políticos desculpáveis, não é assim? É da malta que é nova e com sangue na guelra, não é assim? Habituada aos mimos de caserna

        Operação Caravana da Morte:
        Though the Rettig Commission puts the count of murdered individuals at approximately 3,000 during the 17-year Pinochet ruling, the deaths of these 75 individuals and the Caravan of Death episode itself

        Um dos Generais pacifistas do Cardeal Pinochet:
        “I was ashamed to see them. They were torn into pieces. So I wanted to put them together, at least leave them in a human form. Yes, their eyes were gouged out with knives, their jaws broken, their legs broken … At the end they gave them the coup de grace. They were merciless. “[…] “The prisoners were killed so that they would die slowly. In other words, sometimes they were shot them by parts. First, the legs, then the sexual organs, then the heart. In that order the machine guns were fired

        Como diz o meu amigo Fernando Mendes.., Espetáculoooooo !!!!

        1. Ó Lucklucky depois de ter dito que o Pinochet era quase um menino de coro estamos falados.”

          Ahaha! Ainda com as tácticas do manual de desinformação? cortar a citação do outro para dar outro aspecto ao que este disse.

          E aí temos você a cortar que o menino de coro é em comparação com Fidel.

          Pois de Fidel é isto que temos. Desde o uso de armas químicas Cubanas em Angola sem que ninguém as tivesse usado primeiro.
          Ao pedido que Fidel fez para a URSS ataque os EUA com armas nucleares.
          Aos 2 milhões de refugiados (e várias dezenas de milhar de afogados) de uma ilha. Se Cuba não fosse uma ilha provavelmente estaríamos a falar de 5 milhões ou mais.

          1. Em termos de manuais bem sei que prefere o Kubark.
            Esqueceu-se de referir o Napalm que os portugueses usaram em Angola como agente desfolhante. Ou a festa que foi o massacre de Wiriamu. Ou o fogo de artificio de Nagasaki e Hiroxima.
            Pensava que iria fazer mea culpa por causa do Pinochet ter mais de 15 anos e não poder entrar para já para o Coro.

      2. Sobre o neoliberalismo já vi que comunga da opinião do Santo Padre.
        Quanto à aprender, vindo de sim, é no mínimo um paradoxo. E depois, no final, sobra-lhe o insulto. Um exemplo para todas as criancinhas

  4. Depois de num post linear e tristemente escrito ter apenas salientado que não nos podemos esquecer que morreu um ditador. Depois de ter sido tão mal recebido o meu post.
    Soube-me bem ler este texto tão bem escrito e que de forma clara representa o que penso.
    Obrigada pelo post. E obrigada porque aprendi alguma coisa hoje.

    1. ficamos sempre muito contentes quando pensam como nós. o pior é quando não pensam. aí já não gostamos nada.

  5. Não há regime Comunista que não tenha assassinado outros Comunistas e suas famílias por razões políticas ou de expediente.

    Da Albânia à Roménia, de Tito a Lenine, de Mao a Pol Pot.

    Faz parte da natureza da besta.

  6. Aliás é bem possível que mais Comunistas tenham sido assassinados por regimes Comunistas que por outros regimes.

    1. Caro Carlos sugiro que proponha ao seu camarada Raul que abra as fronteiras do seu paraíso altamente democrático, dando liberdade aos cubanos para emigrarem para países “menos democráticos”.

      1. Espero bem que esteja enganado.
        É minha convicção de que o povo cubano tem uma formação cívica bem acima da que existe nas democracias liberais, sobretudo do sul.
        Penso, por isso, que se não venderá facilmente por um prato de lentilhas ou por um par de óculos de sol ou por uma telefonia ao ombro ou por uma t-shirt garrida…
        Espero.
        João de Brito

    2. Em Cuba não é possível existir um Delito de Opinião onde você está a escrever…mas há “democracia” ah ah!

      Dois milhões arriscaram fugir da “Democracia” de Cuba e umas dezenas de milhar pereceram afogados ou atingidos por guardas.

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