19 comentários em “Um país, dois sistemas”

  1. Há uma diferença entre uma manifestação organizada por uma entidade, a qual é responsável e pode ser responsabilizada, e uma mole de gente, em número incerto e incontrolável, desorganizada e insindicável.

    1. O PCP (através do seu fantoche CGTP), responsabilizável? Mais ainda numa liturgia de data sagrada da sua religião?

      Razão teve o reitor do santuário, ontem (creio ter sido ele), ao notar que, além de tudo o resto, se algo ocorresse em termos de propagação da doença e que pudesse ser ligado às celebrações em Fátima só essas seriam lembradas e nenhuma mais. E é facil perceber em que termos seriam lembradas.

      Costa

      1. Andamos nisto dos fantoches há mais de 40 anos.
        Os TSD são sindicalistas ligados ao PSD, nada de fantoches. A UGT tem sindicalistas ligados ao PS, PSD, CDS (incluindo deputados desses partidos), nada de fantoches. Dentro desses partidos há uma ‘indicação’ partidária sobre o sindicalismo geral e as acções no momento.
        Só CGTP é que tem fantoches.
        A questão da concentração de milhares de peregrinos em Fátima não tem comparação. O Bispo até arranjou uma boa argumentação, não se pode brincar com estes coisas.
        A propósito de brincadeira, imaginemos haver concentração de peregrinos e resultarem centenas de infectados haveria sempre aquela de se dizer ‘nem a Nossa Senhora os salvou do vírus’.

    2. desorganizada e insindicável

      É assim a liberdade suprema do pensamento ocidental, dos povos livres.

      Olhe para as duas fotos e verifique onde estão os escravos, sempre atrás das mesmas grades, manipulados pela voz de comando dos carcereiros — e onde está a liberdade máxima: a de inclusivamente não estar e contudo permanecer.

    1. Isto o quê? Estar por cá o novo coronavirus?
      O que é o fascismo avenezuelado?
      O que é a administração pública socialista? É a forma como a administração está constitucionalmente organizada, ou é por o Partido Socialista estar agora no poder por ter ganho as eleições?
      Parece que o problema é a chatice de haver eleições, ou então quem é que deve ganhar as eleições.
      Está a fazer uma grande confusão o que se está a passar nos EUA, então como é que por lá estão milhares de pessoas em filas para receberem alimentos?

      1. Não vou dizer mais nada, acho que você respondeu a todas as suas próprias questões com essa das filas na América.

        (andas a ver a CNN, meu malandro. Olha que aquilo não é sério)

  2. A CGTP precisa de fazer prova de vida. Estes eventos servem exclusivamente para isso mesmo.
    O grande inimigo da Intersindical no Sec XXI não será o Grande Capital, mas sim os sindicatos “inorgânicos”.

    1. Não será: já é.
      A CGTP, segundo números próprios, tem vindo a perder mais de 100 mil associados por década.

      Em 2004, contabilizava cerca de 760 mil associados.
      Em 2019, contabilizava cerca de 550 mil associados.

      https://www.dn.pt/portugal/cgtp-representa-mais-de-600-mil-trabalhadores-2374922.html
      https://ionline.sapo.pt/artigo/655379/sindicatos-mais-de-um-milhao-de-portugueses-estao-filiados-nas-centrais-sindicais-?seccao=Portugal

      Algo me diz que depois deste 1.º de Maio a central sindical pró-comunista ficou ainda mais divorciada do mundo do trabalho e da sociedade portuguesa em geral.
      Os portugueses têm uma alergia visceral a situações de monopólio e privilégio.

    2. Os sindicatos inorgânicos vêm de facto fragilizar os sindicatos convencionais.
      E sinal disso, é o facto de os convencionais atacarem os inorgânicos, apesar de ambos, supostamente, defenderem as mesmas pessoas.
      Veja-se o exemplo do movimento zero.
      Uma organização inorgânica que veio afastar ainda mais os polícias, das suas associações convencionais.
      Ambos os tentam defender, mas de formas e conteúdos diferentes.
      De início vi com bons olhos estes movimentos, vieram de facto colocar a nu a hipocrisia da luta sindical, o problema é quando permitem que os políticos se aproveitem destes movimentos e se colem a eles.
      Esta deveria ser a diferença entre uns e outros, a total separação política.
      Apesar de tudo, o conteúdo das reivindicações dos movimentos inorgânicos é muito mais rico, muito mais virado para o resultado, muito mais equilibrado entre o direito e o dever, entre o dinheiro e as condições de trabalho.
      Os movimentos não se limitam a pedir dinheiro, também o pedem, mas explicam o que podem dar em troca, pedem condições, mas explicam o que pode advir daí.
      Os sindicatos conforme os conhecemos, ou muito me engano, ou têm os dias contados, pelo simples facto de não evoluírem, não se adaptarem a novas mentalidades, não perceberem que os trabalhadores estão fartos de serem instrumentos políticos e de, convenhamos, não verem resultados em décadas da mesma lenga lenga.

  3. São ambos sistemas com base numa crença profunda.
    Uns acreditam no Pai, os outros, os arcaicos , ainda acreditam no “paizinho”
    Agora, que mais uma vez se comprova que isto por cá é o paraíso da diversidade, no que toca a pesos e medidas…

  4. A Igreja não precisa de fazer prova de vida.
    O grande inimigo Igreja no Sec XXI não será o comunismo, mas sim a ausência de desgraças no mundo. Esta pandemia fará crescer no futuro as celebrações do 13 de Maio.

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