Cuidado que eles continuam a monte


Paulo Sousa,

Quando as autoridades policiais têm de executar ordens das quais um dia terão vergonha de contar aos netos o que fizeram, então nesse momento o estado que representam não está a comportar-se decentemente.

Estas são as imagens da detenção de dois perigosos peregrinos que ocorreu ontem no santuário de Fátima.

42 comentários em “Cuidado que eles continuam a monte”

  1. Bom dia.
    Salvo melhor opinião, esse casal não andou bem, dada a larga publicitação sobre as interdições /restrições por parte das autoridades várias tal como por parte da igreja católica que, creio, protagonizou um bom trabalho neste âmbito.
    Segundo aspecto, e respeitosamente, o seu texto é suavíssimo para caracterizar o que se passou por parte das forças de segurança.
    Terceiro aspecto, tenho a certeza de que, entre BE, PAN, Verdes e PCP por um lado e Eduardo Cabrita por outro, se vão degladiar para ver quem chega primeiro à condenação pública do ocorrido, e à determinação de rigoroso inquérito.
    António Cabral

  2. Não vejo nada de errado na atuação da polícia neste caso. Quando pessoas fogem da polícia, é normal e adequado que a polícia corra atrás delas e as tente capturar, imobilizar e prender.
    A polícia portuguesa já fez muitas coisas muito feias, mas esta não é, certamente, uma delas.
    Os indivíduos que foram presos podiam nem sequer ser peregrinos, e sim carteiristas profissionais disfarçados de peregrinos.

    1. Estes comunas sempre com a sua geometria variável. Que nojo.

      Se os teus “indivíduos que foram presos podiam nem sequer ser peregrinos, e sim carteiristas profissionais disfarçados de peregrinos” fossem pretos ou imigrantes queria ver o tu dizias, facínora.

        1. Olha lá, pá — eu sou pagão das florestas, não faço comentários cristãos. Mas defendo os justos.

          Quanto ao V é o V de parto-te o focinho.

          1. A sério? Ai que medo, ganha mas é juízo, que tens muito pouco, V de verdinho.

        2. Exato. Este “cristão”, deve ser como os que escreveram ao Bispo de Leiria( dito por ele nas TVs),agressivos a exigir estar em Fátima. Para mim como disse ontem um Bispo,o silêncio de Fátima ontem foi ” estranho”,mas muito bom. Este ano a Páscoa em Roma e Fátima foram o expoente da Fé.

  3. Deveria a polícia ter fechado os olhos? Se fechasse e os prevaricadores praticassem alguma acção imprópria que se diria depois das autoridades? Será difícil adivinhar?

      1. “São bem conhecidos as habituais acções impróprias” De facto são. Até já tentaram matar um Papa. Desta vez polícia não devia ter actuado. Se matassem um bispo que mal teria: está muito abaixo de Papa.

  4. Bom, imagens obscurecidas desse baluarte da informação isenta que é a CM TV. Não dá, pelas imagens, para perceber o que se passou ou quem quer que sejam os indivíduos imobilizados. Seja como for, cheira a esturro, muito, com um indelével perfume a manha. Feito o reparo, tenho a dizer que, enquanto ateu convicto, ateu que considera a Igreja Católica Apostólica Romana uma das piores coisas que aconteceu a este país e ao mundo (sabia que uma das principais causas da peste negra foi a decisão de matar gatos a torto e a direito, assim privando os ratos do seu principal predador, pois a igreja associava os gatos à bruxaria?), até me parece que os chefes da dita têm andado bem nos tempos de pandemia atual, nomeadamente ao terem tomado a decisão de vedar o “santuário”. O caríssimo Paulo Sousa tem mais alguma coisa a acrescentar?

    1. A tv da manha/osa tem que arranjar destas coisas, para cobrar o caché da publicidade.
      Pela manha da dita, nada nos garante que fossem especialistas de fantochadas.
      Agora é que vai começar o drama: prendem-se peregrinos e não se prendem comunistas e ciganos.
      Vai uma aposta no que o vai acontecer no próximo debate na AR?

      1. Mas qual mensagem e qual mensageiro? A não ser que você seja o Paulo Sousa bicampeão europeu de futebol, é tão ou mais anónimo do que eu, mas se isso lhe faz muita espécie, aqui fica o meu nome e alguns dados pessoais, chamo-me Carlos Gaspar, possuo educação superior ao nível de doutoramento e pouca paciência para quem que, quando confrontado com críticas válidas, deflecte, passa para outro campo e se auto-vitimiza, algo aliás muito em voga e cultivado com grande mestria por trumps, bolsonaros e afins. Satisfeito? Mais alguma coisa a acrescentar?

        1. Senhor doutor (sai uma vénia para a mesa do canto) lamento que o tenha melindrado por ter notado que o incomodo que mostrou perante o vídeo tenha sido a televisão que o transmitiu e não o conteúdo das imagens.

  5. Ora a história é assim. A polícia detetou a entrada ilegal no recinto de duas pessoas. Essas duas pessoas traziam objetos nas mãos que pelas imagens do circuito de videovigilancia não foram identificados. De início nem se sabia se eram 2 homens, duas mulheres ou um casal. E claro, estando uma mulher no meio, é porque as intenções são sempre boas.
    Então a polícia, obviamente, partiu do princípio que eram apenas dois devotos cristãos, jamais pensar que teriam outras intenções que não comungar. Os objetos que traziam? Obviamente velas para acender a nossa senhora. Jamais ponderar a possibilidade de serem objetos utilizáveis para vandalizar ou destruir.
    Então esses intrusos foram abordados e o polícia disse:
    boa noite senhores fiéis, bem vindos ao santuário. Ele está fechado e interdito, podem-se retirar?
    Eles não retiram, começam a correr e o polícia pensa: que maravilha, além de fiéis, também são desportistas. Se calhar vieram fazer um treininho.
    Olha, estão a correr em direção ao Museu… fantástico, fiéis, atletas e cultos. Que maravilha de país. Ainda bem que eu sou um polícia português e não vou logo pensar que estas pessoas têm más intenções.
    Sim, porque as pessoas podem fugir de mim… e se fugirem estão no seu direito… eu é que não tenho o direito de ir atrás delas, nem de pensar que estão a fugir porque fizeram alguma de mal. Não senhor, se estão a fugir é porque precisam de esticar as pernas.

    Por amor de deus…. quem é que é capaz de criticar a polícia por fazer o seu trabalho, e bem feito? Como se o criminoso tivesse escrito na testa que é criminoso. O polícia quando dá uma ordem legítima, que não é cumprida, quando verifica a prática de uma ilicitude e o autor foge…. parte do princípio de que alguma coisa está mal. Supõe sempre o pior. O polícia prepara-se para o pior, para não ser apanhado de surpresa.
    Mas como o maior perigo que certos comentadores deste blog passam na vida, é a eventualidade de se cortarem a abrir uma lata de sardinhas, não se pode esperar muito.

    1. “Por amor de deus…. quem é que é capaz de criticar a polícia por fazer o seu trabalho, e bem feito? Como se o criminoso tivesse escrito na testa que é criminoso. O polícia quando dá uma ordem legítima, que não é cumprida, quando verifica a prática de uma ilicitude e o autor foge…. parte do princípio de que alguma coisa está mal. Supõe sempre o pior. O polícia prepara-se para o pior, para não ser apanhado de surpresa.”

      Em Fátima, nas circunstâncias de ontem, ou num bairro dito “problemático”, ou perante imigrantes, refugiados, minorias étnicas ou afins, ou numa manifestação política (ainda que de esquerda), ou face a um “vulgar” delito.

      Certo?

      Costa

      1. Certíssimo. O perigo pode vir de qualquer lado e normalmente vem de onde menos se espera. E convém não esquecer que quando mete religião e perigo… normalmente o perigo é mesmo perigoso.
        O que faz um bom polícia é não julgar pelo aspeto. É estar sempre na defensiva, seja em que situação for. A justiça pode ser cega, mas o polícia tem de ser ainda mais, para nunca ser apanhado de surpresa.
        Quem olha para um Pedro Dias algum dia diria que após ser abordado mataria o polícia? Não. Provavelmente se fosse um gajo cheio de ginásio e com tatuagens na cara, o polícia entraria mais na defensiva.
        O polícia não pode julgar pelo aspeto, pelo sexo, pelo local. O polícia tem de ser rigoroso em qualquer circunstância, até ter a certeza que já pode relaxar.
        Por isso o polícia tem de ser firme, não pode facilitar, não pode dar demasiadas veleidades, até ter a certeza que as pode dar.

      2. O delito só é vulgar depois de ser averiguado. Até lá, é um delito como os outros.
        Às vezes as coisas acontecem precisamente porque o polícia embandeira em arco e pensa que é uma situação banal… e depois tem azar.
        O problema da nossa sociedade, como se vê por alguns comentários, a começar pelo autor do post, é que se o polícia é rigoroso e não facilita até ter todas as informações, é um agressor, psicopata, violento e sanguinário… quando facilita e lhe corre mal, é um azar….

  6. Tenho a estranha sensação de que, nos blogues, há muitos que escrevem e só depois é que pensam. Parece ser o caso do Senhor V. Chama comuna a quem desconhece por discordar. Será um argumento racional? A outra pessoa pode responder na mesma moeda e chamar-lhe, por exemplo, fascista e está o caso arrumado!! Estará? O mesmo se pode dizer do Senhor Paulo Sousa a respeito do que escreve. Como bloguista até deveria pensar melhor antes de se precipitar. Mas não …. é o que ocorre e ….. aí vai ……

    1. Mas eu preciso de ser racional? Eu não me sinto constrangido pelo pensamento dialéctico. Talvez seja necessário recordar que é esse, precisamente, o bloqueio intelectual que define um “comuna”: a lógica da batata.

  7. Em minha opinião a polícia limitou-se a fazer cumprir a lei.
    Sem violência exagerada nem agressões desnecessárias, deteve quem por lei ali não devia estar.
    Deitá-los ao chão foi a única maneira de travar quem não obedeceu à ordem de parar e optou pela fuga.
    A polícia fez o seu trabalho, não vejo mais nada.

    1. Fez-me lembrar de uma anedota. E adaptando:
      O perigoso peregrino também não vê nada. Talvez daqui a mais uns dias comece a ver de novo. Se não for da vista esquerda será da direita.

      1. Mas houve agressão policial, ou apenas detenção pela força?
        Se não se obedece a quem se deve, então como impor a lei?

        Toda a reacção gera uma acção, todo o procedimento gera uma consequência, isso é imutável.
        Reitero que quanto a mim a polícia só fez o seu trabalho. Independentemente da política em vigor no país, o trabalho das autoridades permanece o mesmo.

    2. É o que costumam fazer na Amadora e logo a seguir aparece nas notícias com outro nome.

      Uma placagem daquelas, num sítio deserto, é violência necessária? Se calhar é. É como os tiros que a polícia dispara para dentro dos carros dos gangs em Baltimore porque quem não obedeceu pode estar armado, nunca se sabe. Nunca se sabe se um peregrino em Fátima não é um perigosíssimo ladrão de velas (de estearina, ainda por cima)

  8. Quem proibiu a presença de fiéis no recinto não foi a polícia, foi a Igreja. A polícia neste caso, cumpre determinações da Igreja, que não sendo proibida a pesença dos fiéis optou por proibir.

      1. A polícia está, ou deveria estar, às ordens dos cidadãos. Se chamou a polícia para evitar que um ladrão entrasse na sua casa e ela veio, não diz que a polícia está às suas ordens.

        A Igreja determinou que não queria ninguém na sua propriedade e chamou a polícia para fazer cumprir.
        Convém não confundir quem determinou o fecho do santuário e quem foi chamado para implementar esse fecho.

      2. Você é um ignorante. A polícia pode ser requisitada por qualquer entidade privada. Pela igreja, pelo pingo doce, pela farmácia da esquina. E quando requisitada, tem por dever fazer cumprir as regras determinadas pelo requisitante, desde que não viole a lei. A igreja é a detentora do espaço e como tal, tem o direito de limitar o acesso a quem quiser. A igreja vedou o espaço, logo, a sua invasão torna-se crime de invasão de espaço vedado ao público. A polícia que lá está tem o dever de fazer cumprir a lei, logo, verificando um crime, respondeu. O criminoso…. porque é um criminoso, não há criminosos mais criminosos do que outros, só porque o crime é menos grave… não obedeceu à ordem de paragem. A polícia atuou dentro das suas competências.
        Se não percebe desta matéria, mantenha-se fiel a posts sobre matérias das quais tem de facto conhecimento.
        É só um conselho.

        1. A atitude actual Igreja católica não é favorável a algumas das manifestações de fé frequentes em Fátima, nomeadamente os sacrifícios que provocam sofrimento físico e as promessas em troca de uma qualquer graça. Esse é um outro debate.
          O fenómeno de Fátima na actualidade é uma combinação de uma religiosidade canónica mas também de um universo de inúmeras relações totalmente pessoais entre os indivíduos e o divino. Nessa vertente, Fátima, é também um espaço de liberdade individual num país que consagra a liberdade de culto na sua constituição.
          A liberdade individual, e a de Abril, que infelizmente a subordina, seria chamada ao barulho se a polícia igualmente placasse os participantes do 1º Maio ou multasse os autocarros que os transportaram, durante o estado de emergência. Nesse cenário não sei qual seria a sua opinião porque nem sequer dá a cara pelo que aqui afirma. Sei apenas que o tom com que se dirige a mim encerra aquela arrogância e sobranceria, até com uns traços de ameaça, que o/a coloca dentro de um perfil bastante requisitado pelos regimes autoritários. Não fique triste porque a estatística afirma que não estará sozinho. Em todas as sociedades e períodos históricos sempre existiram pessoas com essa forma de estar.
          Felizmente vivemos em liberdade, é possível até dizer parvoíces sem recear cometer nenhum delito de opinião. Eu, certo que faria um risco azul sobre o meu texto, brindo a isso e aprovo-lhe o comentário.

          1. Confunde a beira da estrada com a estrada da Beira.
            Tanto a CGTP como a Igreja estão autorizadas a ter público em cerimónias. Uma optou por ter outra por não ter. Independentemente de quem tem razão em ambos os casos a polícia cumpriu. Não impediu as pessoas no primeiro, impediu no segundo.

            Pedir que não se deixem entrar peregrinos em Fátima e depois chorar porque a polícia os impede de entrar é idiota.

  9. Quiseram imitar a CGTP na organização de um evento sem “peregrinos”, quase que o conseguiam não fora o episódio destes dois que já juraram que foi um chamado de Nossa Senhora de Fátima. Incompreendidos, tal como foram os pastorinhos.

  10. E qual a dificuldade do “peregrino”, em perceber que tinha que voltar para trás? Furou várias barreiras. Não é mais que os outros. E quem podia afirmar que ia poe bem? Levar a imagem de N.Senhora não quer dizer nada. O que atacou o Papa também lá estava infiltrado. Fizeram muito bem as autoridades. E Fátima esteve maravilhosa,com as luzes,o silêncio! Nunca senti tanto Fátima como ontem! 💚

  11. Cumpriu-se a Lei. Nada a dizer
    O problema está quando não se cumpre porque …
    Entretanto, vou pesquisar as reacções inflamadas de BE, Capazes e outras entidades que se opõem à opressão policial.

  12. Um desconhecido :
    Enquanto os homens não forem mansos e humildes o mundo continua sempre com discórdia ,sejamos homens humildes respeitem a opinião dos empregados fabris dos engenheiros doutores polícias padres dos ricos ou pobres etc etc.
    Talvez o mundo seja melhor .

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