Um homem que deixa obra


Pedro Correia,

 

O defensor do “estado social” decretou o fim do abono de família para agregados familiares que recebiam cerca de 700 euros por mês, o fim da comparticipação a 100% dos medicamentos dos idosos com pensões mais baixas, a perda de apoios à compra de material escolar e refeições dos filhos em famílias com mais de 275 euros de rendimento por cabeça, o corte das deduções fiscais nas despesas de saúde e educação para quem ganha mais de 605 euros mensais, a redução dos salários da função pública superiores a 1500 euros, o fim do prolongamento por seis meses do subsídio social de desemprego, o fim da redução em 3% das contribuições para a segurança social de micro e pequenas empresas com trabalhadores com mais de 45 anos…

É obra.

35 comentários em “Um homem que deixa obra”

  1. Além de tudo o que disse; oSócrates consegue ainda contradizer-se e passar impune nas suas contradições; utilizar as televisões ao seu bel-prazer para noticiar o que não existe nos intervalos de jogos de futebol de equipas estrageiras de modo impune; gerir danosamente os recursos públicos de Portugal e culpar todos os que não estiveram envolvidos na gestão e sair impune; assumir a defesa do estado social cortando e propondo o congelamento das pensões mais baixas acusando de destruirem as medidas sociais aqueles que chumbam tais propostas e ficar impune e ainda utiliza os dinheiros públicos para fazer campanha sempre e onde de lhe convém, repetindo os mesmos e continuar impune aos olhos de todo um Povo que arrisca-se a ficar rendido a ele e tudo isto é obra…

    1. Ontem à noite, o ainda primeiro-ministro protagonizou um dos actos de maior cobardia política e da mais delirante demagogia de que há memória em Portugal, aludindo a tudo quanto não consta do ‘acordo’ com o FMI e deixando de lado todas as más notícias – e são imensas – que lá figuram. Tudo cronometrado para coincidir com o intervalo do jogo Barcelona-Real Madrid, como bem sublinha. Um comportamento vergonhoso, que o (des)qualifica como governante. Bem percebo a cara de pau exibida na ocasião pelo ainda ministro das Finanças.

  2. E com a licenciatura acabada num Domingo, dia do Senhor!
    Imagine o que seria se tem acabado a licenciatura num dia útil, como todos nós!

    1. Se tem ou não licenciatura, se acabou ou não num domingo, são matérias que considero irrelevantes, AS. O que me preocupa é este país a bater no fundo. E toda uma geração a quem toda a esperança tem vindo a ser roubada.

        1. Pois, Helena. Roubo. Esbulho. Rouba-se a carteira, rouba-se a esperança, rouba-se o futuro. E ainda há propagandistas disso por aí: parecem muitos mas são poucos. Só se desdobram em pseudónimos.

  3. Mas ( há sempre um ) em compensação, enviou 17.664 cheques d 200 Euros aos paizinhos dos bebés nascidos depois de 1996! Palavra dada… palavra honrada!!

    1. E este é o mesmo governo que “nacionalizou” o BPN sugando ainda mais os contribuintes portugueses. Um banco que hoje tem apenas como ‘activos’ os seus imóveis. Ou talvez nem isso.

  4. Reconheçamos que o Pedro Correia bem se esforça e bem merecia que a Direita lhe arranjasse um candidato credível.

  5. Oh Pedro! Que alívio, as pensões mais baixas não são congeladas. Não era a vossa maior preocupação. Já agora uma pergunta: onde iam arranjar o dinheiro para cobrir todas as despesas que o Pedro muito lamenta que terminem. Sem o limite nas deduções fiscais, cortes nos subsídios ao ensino privado, e o aumento dos 6% no leite com chocolate, e etc. O Sócrates é que é o grande aldrabão. Continuem assim, que vão bem!!!

    1. Tudo quanto refiro integrou o cardápio da propaganda governamental e revela bem a metodologia de acção de José Sócrates: dar com uma mão, em ano eleitoral, e tirar com a outra, logo a seguir. Quanto às deduções fiscais, recordo-lhe que foi o líder do seu partido quem se fingiu indignado num célebre debate televisivo com Francisco Louçã, na campanha para as legislativas de 2009, quando o coordenador do BE aludiu a um possível tecto para estas deduções. Na altura, o líder do seu partido acusou Louçã de querer acabar com a classe média em Portugal. Palavras que hoje deviam queimar-lhe a boca: Sócrates fez muito pior do que aquilo que alguma vez Louçã faria. E mentindo aos portugues, também nisto.

  6. Em relação à análise da situação do país, a leitura deste artigo, http://www.tsf.pt/paginainicial/economia/interior.aspx?content_id=1319448&page=3, permitirá uma outra abordagem do “monstro” e uma outra visão da quota parte de responsabilidades de cada um.
    Quanto ao acordo alcançado pelo governo com a “troika”, uma palavra de esperança tinha que vir de um estrangeiro, http://www.ionline.pt/conteudo/121054-howard-dean-parabens-ao-governo-portugues-pelas-condicoes-resgate.

    1. Estive no Estoril esta tarde e tive o prazer de escutar Howard Dean. Congratulando-se, de facto, com o acordo que o Governo andou um ano a teimar que não deveria ser feito.

      1. O Pedro esteva no Estoril e afirma que o Howard Dan “se congratulou” com o acordo. Eu não tive a oportunidade de ir ao Estoril e tenho de me ficar com que os jornais me dizem, que o economista deu os “Parabéns ao Governo português pelas condições de resgate”. Questões de semântica que podem fazer a diferença.

        Quando o Socas aparece na televisão, o Pedro chama-lhe manobras de diversão, maquilhagem, propaganda indecente.
        Quando o PPCoelho vai à TV dar uma entrevista para apresentar as suas posições, i.é fazer propaganda e se enreda numa linguagem incompreensível para o comum dos mortais, o Pedro aconselha-o a preparar-se melhor com os seus marketeiros “.
        Posso estar errado, mas parece-me que há aqui uma dose de falta de congruência.

        1. Nem uma palavrinha sobre o que eu escrevi aqui, MFM1999? Assunto chato, não é?
          Se há coisa em que Sócrates é imbatível é precisamente no ‘marketing’. E – sorte dele – encontra sempre propagandistas de turno dispostos a aplaudi-lo quando grita que não governa com o FMI e a aplaudi-lo também quando se vangloria de ter conseguido um “bom acordo” para governar com o FMI.

          1. Se o Pedro tivesse querido ler o artigo que consta do link http :// http://www.tsf.pt paginainicial /economia/interior.aspx?content_id=1319448&page=3, teria percebido que não ignorei a sua “critica”. Tem razão, Pedro, deve ser muito chato quando não sabemos fazer mais nada do que chover no molhado. Deve ser aquele prazer mórbido da autoflagelação.
            Acredita mesmo que se tivessemos pedido ajuda há um ano teríamos conseguido as condições actuais?
            Afinal Pedro resume-se tudo a uma questão de marketing e o Pedro parece não estar conseguindo vender o seu produto.

          2. Ainda hoje um dos membros da ‘troika’ disse sem rodeios na conferência de imprensa que o resgate devia ter sido pedido mais cedo. Quanto mais se deixa afundar o País, mais necessidade há de pedir recursos alheios de emergência. E – com a provável excepção do ainda primeiro-ministro – ninguém duvida que no último ano o País só se afundou.

        2. Tão bem informado, devia saber que a troika continua a dizer que é fundamental estabilidade política no país, fala mesmo em maioria absoluta, como pode isso acontecer se o PPC parte com tanta desvantagem, penso que o Pedro faz muito bem quando exige um discurso mais limpo e inteligente a Pedro Passos Coelho.

  7. Não é visão rasteirinha (passe a indelicadeza do termo), acho eu, reconhecer que o Pedro Correia se esforça em encontrar uma alternativa ao actual primeiro ministro. Não é facil, pois não? É que as opções são poucas e nada recomendáveis.

    1. «Perito» em demolição já demonstrou ser quando fingiu demolir as torres de Tróia. Com dois segundos de atraso em relação à demolição real.
      Também se tem revelado perito em demolir os sonhos, as expectativas e as aspirações dos portugueses.

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