Alguém devia dizer com urgência a Pedro Passos Coelho que é impossível comunicar eficazmente com os portugueses recorrendo a um discurso cheio de jargão empresarial, incompreensível para a larga maioria daqueles que o escutam. Há pouco, numa entrevista à RTP, ouvi-o utilizar termos como core, mix e utilities. Ninguém entendeu o que ele queria afirmar com isto.
Dir-me-ão que são detalhes. Mas qualquer actividade, em moldes profissionais, é trabalhada ao detalhe. Não há outra forma de ter sucesso na política.

existe por ali uma direcção com muito amadorismo.
Ao nível do discurso há muita coisa a mudar. E a outros níveis também.
MFL não podia deixar de ter a idade que tem, nem ficar especialmente atraente de repente. É a dama que ainda defendo, mesmo sabendo que não tem muito jeito para comunicação.
O PPC é doutra safra, mas mal se safa! Vai ter que ficar velho e perder o viço para arranjar jeito?
Então aparecerá um puto irreverente que anotará que ele está velho … e feio!
MFL já teve a sua hipótese, caro José. E perdeu.
É verdade Pedro, reina por ali muito amadorismo e alguma ingenuidade. Eu agora estou na onda de acreditar que isso possa ser positivo. Que o confronto entre o profissionalismo e a máquina de comunicação de Sócrates e a ingenuidade e transparência de Passos lhe possa ser favorável, porque de um lado, do seu lado, sente-se o respirar da seriedade e da franqueza e, do outro, sente-se a asfixia da falsidade, da aldrabice e das pequenas e grandes habilidades. Já tentei também convencer disso os meus leitores…
Inteiramente de acordo é assim que também me sinto
É bem capaz de ter razão, Eduardo.
Detalhes e estrangeirismos. Que mal fez a língua portuguesa para ultimamente ser tão mal tratada por alguns?
Who knows?
Bom, resta esperar que, com o nosso típico provincianismo, as pessoas fiquem impressionadas e pensem que ele até sabe umas coisas…
Adenda: estou a brincar – quer dizer, mais ou menos (às vezes já nem sei).
Nem eu, mais caro. Dentro de alguns dias segue novo mail. Abraço.
E também acabar com aquela mania de estar sempre a dizer ” – deixe-me que lhe diga !”….
Já o Portas e o Sócrates usam a forma “deixe-me dizer-lhe”… 🙂
Portas usa também muito o ‘ouça’ a abrir cada frase. À décima vez começa a cansar.
ele já podia ter aprendido com o Sócrates (sem cair na tentação do primeiro de Abril, claro…), Pedro.
ou então o Passos Coelho não quer mesmo governar com o FMI…
Meu caro Luís, com o Sócrates aprende-se sobretudo é a desgovernar. Bom ‘marketing’, péssima governação. Mal por mal, prefiro o contrário.
eu também, Pedro.
mas pelas sondagens parece que não faltam por aí masoquistas.
Pedro: já há tempos escrevi em algum lado que PPC não sabe “fazer” títulos das notícias. E que, assim, se arrisca a que ninguém perceba a notícia.
Viva, Joaquim. Que bom ver-te por cá! Quando é que voltas?