Le Figaro:
Rassemblement sans précédent a Paris, plus d’un million de personnes en province
The Guardian:
Huge crowds for Paris anti-terror rally
El País:
Una multitud emocionada desborda París
Daily Telegraph:
The largest demonstration in French history
Libération:
Marche républicaine a Paris: une ampleur sans précédent
El Mundo:

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Segundo a organização (e o Le Figaro aqui citado), mais de um milhão de pessoas, já a SIC garantia mais de milhão e meio enquanto a TVI não dava a coisa por menos que dois milhões!
Amanhã o ISIL dirá que não é por meia dúzia de gatos pingados se manisfetarem que alteram seus métodos, enquanto o Correio da Manhã jurará que a população portuguesa é pouca se comparada com a gente que se manifestou em Paris!
E depois? Bem, depois não se fala mais disto até ao próximo massacre.
Acompanhei na SIC Notícias ouvindo o editor internacional da estação a chamar países “árabes” à Turquia e ao Irão. E três jornalistas incapazes de identificar as personalidades que figuravam na primeira fila da manifestação – incluindo os reis da Jordânia, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, a presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, e o presidente do Mali, Ibrahim Keita.
O senhor Hollande recolheu muitos sapatos para se calçar.
Mas vai ter que descalçar uma grande bota.
Grande onda, mas que não se cavalgue o Charlie Hebdo para mais medidas securitárias. Afinal, se os terroristas não eram desconhecidos dos serviços secretos, a facilitada compra de armas de guerra até parece que era.
Vem aí um novo pacote de medidas securitárias. Inevitavelmente. E restrições à livre circulação no espaço Schengen.
Pfft. Não tem nada de histórico. Não mudou nada na História.
É só mais um hashtag.
Infelizmente os jornalistas pelo bias inerente à sua profissão sobrevalorizam o espectáculo.
Mais de um milhão nas ruas de Paris não é histórico? Líderes de meia Europa encabeçando um desfile de dirigentes internacionais em apoio ao povo francês não é histórico? Ver o primeiro-ministro de Israel e o presidente da Autoridade Palestina lado a lado não é histórico? E o Rei da Jordânia, com a Rainha, demarcando-se do fundamentalismo islâmico aos olhos de todo o mundo? E ver clérigos muçulmanos também nesta manifestação pacífica contra esse fundamentalismo não é histórico?
Não. Quais são as consequências? Para ser Histórico tem de mudar a História.
E quando vierem os ataques seguintes também vão continuar as manifestações?
No meio de tanto elogio, parece que o “inteligente” -jornalistas dixit- da Casa Branca resolveu ficar nos EUA.
Só o Embaixador esteve presente, nem o Secretário de Estado veio.
Sinal significativo.
Os atentados de 11 de Setembro de 2001 traçaram uma linha divisória: há um antes e um depois dessa data. O mesmo sucederá, embora numa escala diferente, com os atentados de 7 de Janeiro de 2015.
Anda a circular pelas redes sociais uma foto que mostra uma manifestação bem mais pequena. Fiz pesquiza por imagem e o resultado foi este: http://info-war.gr/2015/01/ομάδα-εξουσι αστών-αμαύρωσε-τη-μεγαλε/
Já tínhamos aprendido com Estaline como é possível mentir manipulando fotografias.
Continuo a não ver Passos!
Bom, não sei de onde virá a manipulação…
Dado o caso, não seria de estranhar que os “líderes” optassem por uma mesa reservada. Em termos de segurança, era claramente preferível colocá-los numa rua parecida, mas diferente. A sociedade ocidental sempre pareceu jogar muito com os truques do feiticeiro de Oz.
De qualquer forma, como dizia ontem António, o que interessou mesmo foi a adesão popular, creio que essa é algo indesmentível, a menos que Paris se tenha transformado em Hollywood.
É sob esse aspecto que se trata de um dia histórico, e claramente, para esses milhões de pessoas, não se contaria com estes para encabeçar a manifestação.
A manifestação que vemos é a de uma certa população que tem que ser conduzida, embalada por um certo misturar de segurança com liberdade.
Para todos os efeitos, Hollande procurar cavalgar esta onda, quando estava manifestamente arrumado nas sondagens. Não sei se também se foi ou não para o local do atentado, logo de seguida… algo que seria desaconselhado por todos os serviços de segurança.
Tem razão Pedro, não somos todos Charlie, mas aquele Charlie era mais uma forma de dizer Charlot, dado o fecho do Hara-Kiri a propósito da capa que fizeram. A restrições à liberdade de imprensa são muito mais do que se conhecem, mesmo que todos pretendam fazer de conta que são Charlie.
O único factor positivo que saiu de toda esta tragédia foi o grande consenso gerado jornalisticamente pela liberdade de expressão, acho que foi essa onda que foi histórica, e foi a luta por esse direito que juntou tanta gente. Não se repetiria provavelmente a propósito de outros crimes, cometidos por estados, mas foi importante ter acontecido.
A Fraça da Frente Popular dos idos de 30 era famosa pelas grandiosas manifestações.
Acabou tudo com um desfile triunfal nos Campos Elíseos…do Exército Alemão.
E o desfile alemão dos Campos Elíseos acabou por sua vez com um desfile triunfal em Agosto de 1944, data da libertação de Paris.
Sim, claro , dos Britânicos, Canadianos e Americanos que os tinham safo dos Boches.
Faltaram os Russos , que estavam a “trabalhar” no ponto oposto do mapa.
Mas, em contrapartida, o Terceiro Exército Americano permitiu que a Divisão Leclerc se exibisse.
Os franceses são óptimos para manifestações e paradas – mas , para tirar as castanhas do lume, há sempre que recorrer ao “outsourcing”…
Desde Sédan , pràticamente…