Da complacência do mundo muçulmano


Teresa Ribeiro,

A propósito do massacre do Charlie Hebdo, dos jihadistas que o perpetraram e dos extremistas islâmicos em geral, escreve Miguel Sousa Tavares:

“Deus é apenas a desculpa e o pretexto para a sua imensa cobardia. A deles e a de todos os muçulmanos, clérigos ou leigos que, pelo silêncio ou pela conivência ideológica, deixaram que a imagem do Islão esteja hoje irremediavelmente associada em muitos espíritos à da simples bestialidade humana”

(…)”O que temos de levar a sério é a complacência do mundo muçulmano para com aqueles que invocam a sua fé e a sua doutrina para espalhar o terror e minar os fundamentos das sociedades livres em que vivemos” – excertos da sua crónica da edição de ontem do Expresso

0 comentários em “Da complacência do mundo muçulmano”

  1. ” Criança de 10 anos utilizada em ataque terrorista na Nigéria… pelo grupo islamita Boko Hanam”

    Foi lá longe, nas áfricas…

    Imagine-se se esta barbárie selvagem tivesse acontecido na Europa!!!!

  2. Deve ser das raras vezes que estou de acordo com MST.

    Mas ele não diz tudo, o Islão acabou apanhado na tenaz do conflito político Ocidental e usado pela Extrema Esquerda.

    Um dos melhores retratos do comportamento Ocidental é muito próximo de nós:
    Nunca nos devemos esquecer do que defendeu o nosso Dr. Mário Soares. Quando disse para negociarmos com a Al Qaeda.
    Este tipo de especial loucura que atinge mesmo a Esquerda dita moderada – nem é preciso ir para a Extrema – teria como consequência automática o reconhecimento da Al-Qaeda pelo Dr.Mário Soares como a representante do Islão.
    A mensagem para os muçulmanos de uma decisão deste teor teria consequências devastadoras.

    O problema é que isto já acontece na prática a um grau menor um pouco por toda a Europa a nível local, onde os grupos mais agressivos ganham poder político por via de dois factores.
    O medo de parecer racista estabelecido como totalitário pela esquerda e o medo da violência.
    Por isso compra-se a paz dando estatuto aos mais agressivos.

    Os incentivos que isto proporcionará em décadas futuras incluíndo na simples criminalidade será medido em inúmeras vitímas.

    Em vez de os moderados muçulmanos serem potenciados são sabotados pela Esquerda que segue a Extrema Esquerda como um caniche. Não há melhor exemplo que a bíblia do jornalismo de esquerda Britânico, o jornal de Guardian convidar para as suas conferências, ou seja dar estatuto, ao Hamas que arrasta palestinianos suspeitos de traição pelas ruas e faz execuções publicas.
    Isto é um reconhecimento que estas práticas são aceitáveis e que os Palestinanos estarão presos a elas por décadas pelo reconhecimento internacional e estatuto recebido.

    Mas ainda resta um problema bicudo. Tem que ver com a cultura dos moderados.
    As sociedades que conseguriam a paz e a civilidade foram aquelas onde os moderados não tiveram medo, nem nenhum bloqueio cultural de usar armas para travar os extremistas, ou seja, tinham conhecimento da violência.
    Por cá o exemplo recente de Ramalho Eanes e aliados.
    Se os moderados rejeitam a violência, não têm salvação.
    O mundo será dos que a usam.

    1. Lucky admiro-lhe o caracter a inteligencia e o bom senso. De todos (entre Bloggers e comentadores que por aí pululam) és o que melhor exprime o que me vai na alma (melhor do que eu proprio infelizmente).
      É bom saber que da tua parte não existem concessões a ser feitas e é bom ver que os valores da liberdade, da tolerancia e do direito supremo a vida não esbarram em determinados valores religiosos, pelo menos não esbarram nos valores do cristianismo.
      Há quem use a religião para o que lhe convém, e use deus para justificar tudo (refiro me a alguns Bloggers neste caso). E há quem use a religião para definir limites morais. O direito à vida é um desses limites, e terá de ser o valor supremo de qualquer religião que se queira levar a sério.
      Um ateu.
      Um abraço.

  3. E a complacência dos católicos para com os terroristas irlandeses do Norte que, em nome do catolicismo, matam e tornam inválidos outros seres humanos, frequentemente também católicos?

  4. Parvoíce. Então um indivíduo, só por ser muçulmano, tem que alterar a sua vida para se dar ao trabalho de se demarcar de todas as asneiras que outros indivíduos, que também se afirmam muçulmanos, façam, alegadamente em nome do Islão? Lá por haver um idiota qualquer que decide fazer uma asneira dizendo que a faz em nome de uma religião, todos os outros adeptos dessa religião terão que se dar ao trabalho de se demarcar desse idiota?

    1. Fala como se estivéssemos a discutir um episódio avulso, protagonizado por um louco. Se condenar a violência que se pratica em nome de Alá por movimentos de terroristas organizados é para si uma parvoíce, estamos conversados.

  5. Não faltam muçulmanos que se queixam da complacência ocidental para com os seus líderes, que fizeram e fazem do Médio Oriente o seu tabuleiro de xadrês. Há muitas complacências a questionar.

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