Um coração de manteiga, é o que é


Rui Rocha,

 

De acordo com o Welt Online, Frau Merkel, acusada por muitos de ser rígida e inflexível, estará disponível para dar mais tempo à Grécia. Num gesto de surpreendente benevolência, a Chanceler alemã admite prolongar o prazo para os gregos cumprirem as suas obrigações por algumas… semanas. Em todo o caso, não mais de meia dúzia que isto da generosidade tem limites. 

26 comentários em “Um coração de manteiga, é o que é”

  1. Cá para mim o coraçãozito da Frau Merkel derrete-se com os “calores” a que tem sido submetido. Ainda vai derreter mais!

    1. Por entender que o meu comentário ficou incompleto, devo deixar aqui uma palavrita de estímulo à Valérie. Valérie, vai ter de se aguentar à bronca, este é o preço que uma mulher deve pagar por ter um homem talentoso. É pelo bem das nações!

        1. Sim, mas não esqueçamos a “cruz” do Herr Merkel. Também este necessita ser encorajado, ainda que noutro sentido.

  2. Rui e Anónimo eu acho que o Holllande e a Merkel se apaixonaram, tenho reparado que as fotos na imprensa, cada vez que eles se encontram nos dão essa ideia, parece que corre entre eles uma chama de paixão que os trespassa.
    Já sentiram isso?
    Mas também podem ser os dois bipolares… quando reparo com atenção nos dois olhinhos maliciosamente revirados da Frau, faz-me lembrar o Lobo mau a enganar o capuchinho vermelho.

  3. Será lenda?

    ” Frau Merkel levava no regaço um cofre cheio de “eurobonds”,para presentear o seu amado Holland.
    Porém, quando a esbelta senhora estendia a sua mão caridosa.. Eis que aparece em cena o fascinora do Hitler… e irado pergunta-lhe: Que levais aí, minha cab….?
    — São gases… senhor!

    Não sei o que aconteceu depois. Alguem sabe?

  4. Divulgado na BD do “Astérix”:
    desconfia dos gregos quando dão presentes!

    Mas a coisa mudou e agora é mais acertado desconfiar dos germanos, mesmo quando nem presentes dão!

    Cumprimentos!

  5. Mein liebe Angela,

    O clima do planeta pode estar maluco mas, pelo menos simbolicamente, a primavera continua a cumprir o seu papel, e esta declaração é uma prova disso: Mein geliebtes Angela, sinto em mim um desejo forte e renovado de estar de rastos perante ti e o teu memorando de entendimento, de me sentir a teus pés por via do resgate com que me consolas, contigo num amoroso e íntimo controlo do que de mim resta, do que imprudentemente pensei alguma vez ter sido meu.
    A primavera chegou, chuvosa e nublada, mas tudo em mim arde de desejo, de um desejo especial de te fazer feliz, de te transformar na frau mais realizada do planeta, no fêmea mais saciada do mundo.
    A primavera chegou de mansinho e pouco ruidosa, mas o calor que me arrebata e move é maior que o do sol. Aliás, sabias que a primavera significa “primeiro verão” pois a palavra vem do latim “primo vere”? Lá estou eu armado em parvo, pois é, mein lust Angela, é esta energia de um verão cheio de restrições que faz desabrochar em mim esta submissa tesão por ti.
    Quero-te a dominar o meu destino, quero o teu resgate sejam quais forem as consequências das reformas a que me obrigas. Quero a tua boca a sorver tudo aquilo que ainda tenho para dar com a delicadeza com que se tocam botões de rosas, quero-te feliz e saciada, a penetrar fundo nos meus bolsos que não passam de róseos mistérios.
    Mein liebe Angela, quero a sagração da primavera na cama que me fizeste que é esta União Europeia, nos nossos perfumados lençóis que são as regras e os prazos a que me submetes. Quero que me faças ouvir a música dos mais belos passarões da estação!

    Beijo do teu,
    Comum Cidadão Tuga Cheio de Credibilidade Externa

    (inspirado aqui http://1001cartasdeamor.sapo.pt)

    1. Meu caro João, isso é mesmo amor!!!! Mas tem cá um ódio aos portugas. Vá lá, venha daí uma palavrinha de consolação a quem nos lençóis do resgate já vai perdendo o tesão por falta de pão.

      1. Caríssimo anónimo, é caso para dizer: Que farei com o ódio, quando com o amor sou tão cruel?
        A mim o que me consola é ver, neste preciso momento, como reagem os nuestros hermanos nas ruas das suas cidades, talvez seja desta que bons ventos de lá venham.

  6. Não deixa de ser surpreendente que o número de tugas aptos a governar a Alemanha consiga ser superior ao dos auto-habilitados a treinar a selecção portuguesa…

  7. “Dar mais tempo…”
    As pessoas pensam mesmo no que dizem?

    Já agora imaginem que não existia a Alemanha.
    Quem seria o sortudo a quem vocês quereriam sacar o dinheiro?

    1. Caro feliz sortudo, eu não percebo o porquê da Alemanha não sair do euro e da UE. Acho bastante estranho que com tantos “pedintes” à porta da Alemanha ela, a Merkel e seus apoiantes, não se tenha proposto sair destas duas zonas (Euro e UE).
      A Alemanha viveu para as suas necessidades e com as necessidades dos outros. Após a II guerra, para contrariar o avanço Russo, não pagar suas dívidas de guerra e beneficiar do plano Marshall; após a (re)integração das Alemanhas, contrariando Maastricht e delapidando economias terceiras para engrossar suas indústrias; e agora, para atrair capitais que lhe permitam evitar recurso ao financiamento bancário (é para lá que estão a fugir os capitais), para comprar dívidas soberanas e beneficiar dos juros.
      Se assim não fosse de que estão à espera para tornar o BCE num verdadeiro banco?
      Caro sortudo, ninguém necessita de tempo, tempo é o que não nos falta e não faltará, porque assim jamais pagaremos as dívidas. Este resgate está aí para resgatar outros interesses e não a nação. Será necessário mais dinheiro, muito mais (duas vezes mais). É disto que devemos falar e não do tempo.
      Parece que o Mota Soares, com os seus lirismos, tirará o país da miséria (pelo menos esconderá a miséria que no país existe). Diz ele que quem recebe RSI vai ter de procurar emprego, fazer formação e trabalho útil. Acontece que não diz que há muita gente a receber RSI que sempre procurou emprego, que não necessita formação nem de fazer trabalho útil.
      Nota: Há quem esteja a receber RSI (180,00/mês), que ganhava perto de 2.000,00/mês, mas que de um momento para o outro perdeu o sustento e por ter sido trabalhador independente não tinha direito ao subsídio de desemprego. Como tal, sem fontes de rendimento, o recurso atribuído, nesses tempos da não atribuição de subsído, foi exactamente 180,00. Quer Mota Soares explicar como alguém vive com 180,00/mês? Eu explico: com a solidariedade da família, os que a têm solidária e com posses, e/ou de amigos. Quer Mota Soares explicar o porquê de se estar a enviar pessoas para formação que já estão, por exemplo, a poucos anos (3/4 anos) da reforma? Quer Mota Soares explicar o porquê de se estar a enviar pessoas para formação que até têm formação (uns, superior; outros, com curriculo de vida profissional que muitos governantes nem daqui por 20 anos o conseguirão ter)? Quer o senhor Mota Soares explicar o porquê de se enviar pessoas para formação de 50 Horas/semana e no máximo de um mês? Que tipo de formação isto dará (chamam-lhe Vida Ativa)? Quer Mota Soares explicar o porquê de se gastar tantos mil milhões em “formação” inútil quando essas verbas poderiam ser canalizadas directamente para as empresas (sendo estas as responsáveis por, sectorialmente e criteriosamente, escolher as pessoas e as áreas de formação, assim como os formadores) e, assim, evitar que outros trabalhadores entrem em situação de desemprego?
      Quer Mota Soares explicar o por quê de uma pessoa que receba 180,00/mês ter deveres sociais que vão para além do que é razoável, mesmo que se trate de 15 Horas semanais (15 horas/semana representa 90 horas/mês e um serviço pago a dois euro/hora)? Será que se pretende beneficiar autarquias e IPSS´s com aqueles que estão mais à mão? O Estado tem deveres, e tem o dever de deixar cada um encontrar o seu próprio caminho, desde que não cometa fraudes. Isto é o princípio da liberdade!
      Saberá Mota Soares dizer-nos qual o valor real de pessoas colocadas pelos Centros de emprego no universo de quase 900.000 desempregados contabilizados à moda do estado – governantes – (realmente são muitos mais)? Não sabe? Então fale com Santos Pereira que este, certamente, saberá dizer-lhe!
      Mota Soares, se quer desgraçados a contribuir para o esforço da nação, faça de todos esses pessoas que recebam graças e não que trabalhem de graça! Dêem-lhes emprego e não subsídios, e descontem para a Segurança Social! Pode Mota Soares dizer o por quê desses não terem estado inscritos nos Centro de emprego apesar de estarem inscritos como beneficiários da Segurança Social, e serem acompanhados por assistentes? Será que é por uma questão de fraude ou de organização? Será que alguém acredita que a inscrição num “centro de emprego” é o passaporte para um emprego? Quem não sabe, fala.

      1. Por favor, onde está escrito “15 horas/semana representa 90 horas/mês e um serviço pago a dois euro/hora”. leia-se: 15 horas/semana representa 60 horas/mês e um serviço pago a três (3) euro/hora.

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