Quase diariamente ouvimos dizer que alguns países europeus, ou os EUA, vivem “em ditadura”. Isto dito ou escrito pelos mesmos que louvam o poder despótico do Irão, da China, da Síria ou de Cuba. Isto já para não falar da confusão em certas cabeças do PCP sobre a Coreia do Norte, esse imaculado farol do socialismo puro e duro. Muito mais duro que puro.
Pedro, porque é que não chama “os bois pelos nomes”? Já sabemos que para o PêCêPê a Coreia do Norte é uma democracia. Mas estou-me a referir aos outros…
Antes da queda do Muro era muito pior. Alguns dos que defendiam o “outro lado” passaram-se entretanto para as fileiras do inimigo. Nem vale a pena nomear, tantos são. De qualquer forma, já o Churchill dizia qualquer coisa como “esta democracia que temos deixa um bocadinho a desejar”… Não me satisfaz compará-la com as aberrações que o Pedro referiu, preferiria que, em vez de regredir, evoluísse.
E ao criticá-la é também isso que fazemos, Mário. Mas tenho sempre muita dificuldade em aceitar que haja pessoas, do lado de cá, que digam coisas do género “esta democracia é pior que uma ditadura” ou “faz falta um homem forte para endireitar isto”. Pessoas que não fazem sequer ideia do que é viver, ainda hoje, em ditadura. E nem precisam de ir muito longe, no globo terrestre, para ficarem a saber.
O problema é o que se há-de chamar àquilo em que vivemos. É teoricamente um regime democrático. Votamos, elegemos representantes, desses sai um governo que teoricamente expressa a vontade popular.
No entanto, quando esse governo nos apresenta uma série de inevitabilidades, ditadas em larga medida por entidades míticas (mercados) ou de poder não legitimado pelo nosso voto (UE, BCE, Alemanha), ficamos sem saber bem para que serve, ou a quem serve, o regime dito democrático, e se ainda faz sentido chamar-lhe assim.
A mim também …
Abomino quem diga que Cuba, Coreia do Norte e Venezuela ( de Chaves), são ditaduras!
Quase diariamente ouvimos dizer que alguns países europeus, ou os EUA, vivem “em ditadura”. Isto dito ou escrito pelos mesmos que louvam o poder despótico do Irão, da China, da Síria ou de Cuba. Isto já para não falar da confusão em certas cabeças do PCP sobre a Coreia do Norte, esse imaculado farol do socialismo puro e duro. Muito mais duro que puro.
Pedro, porque é que não chama “os bois pelos nomes”? Já sabemos que para o PêCêPê a Coreia do Norte é uma democracia. Mas estou-me a referir aos outros…
Caro Alexandre, garanto-lhe que esse é um tema recorrente do que venho escrevendo aqui, há quase quatro anos. Chamando sempre os nomes aos bois.
Antes da queda do Muro era muito pior. Alguns dos que defendiam o “outro lado” passaram-se entretanto para as fileiras do inimigo. Nem vale a pena nomear, tantos são. De qualquer forma, já o Churchill dizia qualquer coisa como “esta democracia que temos deixa um bocadinho a desejar”… Não me satisfaz compará-la com as aberrações que o Pedro referiu, preferiria que, em vez de regredir, evoluísse.
E ao criticá-la é também isso que fazemos, Mário. Mas tenho sempre muita dificuldade em aceitar que haja pessoas, do lado de cá, que digam coisas do género “esta democracia é pior que uma ditadura” ou “faz falta um homem forte para endireitar isto”. Pessoas que não fazem sequer ideia do que é viver, ainda hoje, em ditadura. E nem precisam de ir muito longe, no globo terrestre, para ficarem a saber.
O problema é o que se há-de chamar àquilo em que vivemos. É teoricamente um regime democrático. Votamos, elegemos representantes, desses sai um governo que teoricamente expressa a vontade popular.
No entanto, quando esse governo nos apresenta uma série de inevitabilidades, ditadas em larga medida por entidades míticas (mercados) ou de poder não legitimado pelo nosso voto (UE, BCE, Alemanha), ficamos sem saber bem para que serve, ou a quem serve, o regime dito democrático, e se ainda faz sentido chamar-lhe assim.