De acordo com um sorridente José Sócrates, os resultados da execução fiscal de Janeiro (aumento da receita em 15% face a Janeiro de 2010) devem deixar os portugueses “mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes (..)”. Basicamente, para além de sermos fiscalmente executados para pagar as trapalhadas de um incompetente, ainda temos que lhe aturar as graçolas e a falta de respeito. Vai mesmo boa a festa, pá!
Um chapadão…
Rui Rocha,

Fico a aguardar pelos resultados da “despesa pública” para poder aquilatar em todos os níveis a nossa situação.
Hoje, os juros da dívida pública chegaram aos 7,25%.
Sobre isto, o Primeiro-ministro nada disse em Penacova, nem sobre o veto presidencial ao diploma do Governo
Essa é exactamente a prudência que JS devia ter mantido. Divulgar os dados em conjunto. E, mesmo que estes sejam globalmente equilibrados, poupar-nos à satisfação bacoca de nos confrontar com a execução de que estamos a ser vítimas por via da arrecadação de impostos.
Foi pé-na-cova em Penacova… Pena não ter lá ficado.
O pé é dele. A cova é nossa.
Este é o ADN do socialismo. Afundar a economia com impostos para depois os redistribuir de uma forma que se pretendia justa. O êxito da primeira premissa contrasta com o insucesso da segunda. A ineficiência dos serviços públicos é escandalosa e, depois de quinze anos de socialismo, os portugueses não confiam no Estado nem nos critérios do Governo, que favorece amigos, primos e filados e ostraciza os restantes nove milhões e novecentos mil.
Diria que o seu texto não é um comentário, Paulo. É, pelo menos, um post.
O Rui deu o clique para pegar num tema que há algum tempo me consome.
Postei. Nada resolve, mas alivia.
Austeridade – No Passará!!
http://valedoanzel.blogs.sapo.pt/73 966.html
Obrigado
O Paulo lembra (e bem) outra conclusão chapada num relatório internacional que Sócrates também não correu a apontar: os portugueses não confiam nos dirigentes políticos que têm. Por razões que seria fastidioso anotar.
Pode parecer insensato ou até insano, mas não imagina o que nos rimos cá em casa sempre que Socrates aparece na TV.
Não concorda que está cada vez mais parecido com a imitação de Ricardo Araújo Pereira?
O Ricardo Araújo Pereira apenas o copiou. Sócrates é a imitação dele mesmo.
Em mim, actualmente, o exercício já é inconsciente: sempre que alguém do Governo fala, sei que estão a tentar, ou distrair-me, ou enganar-me. Falta só saber de ou em quê.
Pela manhã, já alguém questionava sobre os números da despesa. Estão prometidos para dia 20, mas como não existe a mesma pressa para os divulgar, a suspeita avoluma-se.
Entretanto, foram chegando notícias dos mercados com as taxas de juro a atingir novo pico.
Por fim, o rebuçado: soube-se que os quatro maiores bancos a operar no país, que registaram um ligeiro decréscimo nos lucros do ano transacto, só pagaram metade dos impostos que tinham pago no ano anterior.
Tranquilo, no pasa nada.
Esse é que é o verdadeiro problema, Sampy. Fizeram tantas e tão poucas que agora podem estar a dizer a maior das verdades… É a história do Sócrates e do lobo.
E os que pagam sempre PONTUALMENTE e olham em volta e observam os que não pagam?
Esse é o outro problema associado a tudo isto, Torcato. Tem toda a razão. O sentimento de injustiça dos que pagam tem uma primeira origem: a má gestão da coisa pública. A segunda é a intuição de que a repartição dos sacrfícios não é a adequada.