Um chapadão…


Rui Rocha,

De acordo com um sorridente José Sócrates, os resultados da execução fiscal de Janeiro (aumento da receita em 15% face a Janeiro de 2010) devem deixar os portugueses “mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes (..)”. Basicamente, para além de sermos fiscalmente executados para pagar as trapalhadas de  um incompetente, ainda temos que lhe aturar as graçolas e a falta de respeito. Vai mesmo boa a festa, pá!

14 comentários em “Um chapadão…”

  1. Fico a aguardar pelos resultados da “despesa pública” para poder aquilatar em todos os níveis a nossa situação.
    Hoje, os juros da dívida pública chegaram aos 7,25%.
    Sobre isto, o Primeiro-ministro nada disse em Penacova, nem sobre o veto presidencial ao diploma do Governo

    1. Essa é exactamente a prudência que JS devia ter mantido. Divulgar os dados em conjunto. E, mesmo que estes sejam globalmente equilibrados, poupar-nos à satisfação bacoca de nos confrontar com a execução de que estamos a ser vítimas por via da arrecadação de impostos.

  2. Este é o ADN do socialismo. Afundar a economia com impostos para depois os redistribuir de uma forma que se pretendia justa. O êxito da primeira premissa contrasta com o insucesso da segunda. A ineficiência dos serviços públicos é escandalosa e, depois de quinze anos de socialismo, os portugueses não confiam no Estado nem nos critérios do Governo, que favorece amigos, primos e filados e ostraciza os restantes nove milhões e novecentos mil.

    1. O Paulo lembra (e bem) outra conclusão chapada num relatório internacional que Sócrates também não correu a apontar: os portugueses não confiam nos dirigentes políticos que têm. Por razões que seria fastidioso anotar.

      1. Pode parecer insensato ou até insano, mas não imagina o que nos rimos cá em casa sempre que Socrates aparece na TV.
        Não concorda que está cada vez mais parecido com a imitação de Ricardo Araújo Pereira?

  3. Em mim, actualmente, o exercício já é inconsciente: sempre que alguém do Governo fala, sei que estão a tentar, ou distrair-me, ou enganar-me. Falta só saber de ou em quê.

    Pela manhã, já alguém questionava sobre os números da despesa. Estão prometidos para dia 20, mas como não existe a mesma pressa para os divulgar, a suspeita avoluma-se.

    Entretanto, foram chegando notícias dos mercados com as taxas de juro a atingir novo pico.

    Por fim, o rebuçado: soube-se que os quatro maiores bancos a operar no país, que registaram um ligeiro decréscimo nos lucros do ano transacto, só pagaram metade dos impostos que tinham pago no ano anterior.

    Tranquilo, no pasa nada.

    1. Esse é que é o verdadeiro problema, Sampy. Fizeram tantas e tão poucas que agora podem estar a dizer a maior das verdades… É a história do Sócrates e do lobo.

    1. Esse é o outro problema associado a tudo isto, Torcato. Tem toda a razão. O sentimento de injustiça dos que pagam tem uma primeira origem: a má gestão da coisa pública. A segunda é a intuição de que a repartição dos sacrfícios não é a adequada.

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