
(Postal para o meu mural de Facebook)
Por aqui, uns vasculhando outros mais à superfície, partilham os operáticos, por hoje lamentando a morte “da” (comme il faut) Berganza, os etno-ouvintes, agora mais dados à kora do que à cítara e quase nada à flamencada, os nacionaleiros, “que não há como o fado/a marrabenta/…”, a malta do jazz – mas não muito “free” -, dos standards ou das lendas – ainda que Dexter siga esquecido -, e menos do actual, aqueles do canto de intervenção, Fausto ou Violeta Parra, muito mais Karajan do que James Last, os memorialistas, – esses do slow “com que roçaguei a Maria(na)/o Manel” -, os do rock, progressivo, indie, southern, n’roll, até heavy, and &, e os da “chanson”, française, ou da sempre MPB, mas sem o grande Roberto Carlos noto, um ou outro escasso do blues, e nem discuto se R&B, e, claro, os dos crooners, alguns do Patxi Andión e vizinhos andaluzes, e há até quem se lembre de Savall, e ainda restarão uns já anciãos, balbuciando “inesquecíveis” pérolas do festival de San Remo.
Dito todo este quotidiano não deixo de sorrir ao vê-los, empertigados em pantomina, discutindo o Festival da “Canção” na Eurovisão de ontem. Os “faxos” e os “comunas” irritados, os “intelectuais”, ditos melómanos, lamentando da justeza dos resultados, dos “interesses” envolvidos, das qualidades dos intervenientes, da subalternização da “música” à “política” e isso.
Enfim, não vejo um festival desses desde o “sobe, sobe, balão sobe” ou das rutilantes “Doce“. Mas se os devastados ucranianos vibraram com a sua vitória, um décimo que seja do que os tontos lusos há anos com aquela tralha do rapaz que dá traques em palco… então ainda bem.

Lá vai o tempo em que na Eurovison “Politica? Aqui nada de politica.”
E lá ganhou uma canção panfletária da Ucrânia. Agora tudo pela Ucrânia nada contra a Ucrânia e até o Zé Cabra ganhava.
Em Kyev (2017) o Salvador Sobral foi proibido usar uma tshirt com “SOS REFUGEES” e em Telaviv (2019) Madona não foi autorizada a exibir-se uma bandeira da Palestina abraçada a um figurante com uma bandeira de Israel gravados nos seus blusões.
pois, não acompanho, não sei desses episódios.
Sem dúvida alguma os ucranianos merecem toda
a simpatia , respeito e apoio de todos nós. O que
estão a viver no seu ( deles ) país é o inferno absoluto
e o horror das ameaças diárias … nem me atrevo a imaginar.
Vencer um festival que nada tem a ver com esta situação
não me parece justo. Não devia ter acontecido. É uma falta
de respeito pelos outros concorrentes e para mais o grupo ,
a canção e a prestação foi simplesmente uma verdadeira palhaçada.
Deveríamos avançar para um mundo melhor sem hipocrisia e sem trafulhices.
Um mundo com verdadeiros valores humanos . Desta forma anda estamos longe
infelizmente. Não, não gostei do que vi.
Acredito. Só me pergunto como se pode gostar de ver aquilo. Ou de se pensar que se vai ver aquilo para se gostar.
A única que me mereceu muita atenção foi a canção
da Lituânia. Uma verdadeira candidata ao prémio na
minha modesta opinião.
Para Kika:
Não vejo mal nenhum, nem penso que todos os participantes se sintam melindrados, porque o festival da canção têm uma mensagem,( nem sempre conseguida ao longo dos anos) e hoje foi a forma de todo o mundo através do televoto mostrar solidariedade para com os Ucranianos.
Uma palavra para Maro e a sua excelente música( juntamente com a música de Salvador Sobral uma das melhores de sempre.) que de uma forma digna representou Portugal e merecia mais, deixa sem dúvida alguma Saudade.
Sendo um fanático melómano de Rock Progressivo e conhecedor profundo da vasta obra de Frank Zappa( década de 70 principalmente), também sei reconhecer a qualidade de uma música e o sentimento que ela consegue transmitir, por isso Maro está de parabéns !!
Para o Jpt: tenho a dizer que é deselegante falar assim de Salvador Sobral e da sua música que ganhou o festival da canção em 2017. Gostos são gostos e não se discutem, mas goste-se ou não, o respeito e a tolerância é tudo o que nos define de sermos melhores ou piores do que
realmente somos.
Pedro Santos
Pedro Santos , também não vejo mal nenhum na sua opinião,
cada um tem a sua assim como as preferências musicais.
Também não aprecio o Salvador Sobral até fico angustiada.
Desejo-lhe um fim de Domingo cheio de paz e liberdade.
Pedro Santos, isto dos chavões da moda… Onde é que pode encontrar “intolerância” para com a “música ligeira” (como se antes chamava a esta tralha) e seus agentes? Defendo, proponho, alguma medida intolerante, alguma acção avessa? Guarde lá o termo para quando se deve ou pode usar. E “desrespeito” para com o cantor? Cantou uma tralha esquecível (como é da natureza do produto – e, já agora, como ele próprio julgará, a considerar o que foi declarando no período posterior à sua vitória no concurso). E, já com um pé nos trinta anos, idade algo madura, mostrou a sua “irreverência”, a sua postura crítica em relação à “indústria musical” e à apreensão popular desse métier, activando propositadamente a sua flatulência em palco. Onde é que eu desrespeitei o indivíduo. Pelo contrário, replico o que dele se foi sabendo.
Acompanhei casualmente a votação e só tenho uma coisa a dizer: independentemente da bondade das canções, verifiquei que eram tudo e todos tão feios
Dno
quando se peidarem não acendam o isqueiro.
‘desgostos não se discutem.’
«vem bombam rebenta. Pum!»»
nunca vi a songa com testa.
até parece que Zappa era de Zaporijia