64 comentários em “Tudo isto é poucochinho”

  1. Este inqualificável regatear das palas por um cavalo coxo faz-me lembrar a “feira do gado” abocada não faz muito tempo por um convencido ministro deste governo.

  2. a “geringonça” exala o último suspiro

    Calma. Esperemos até quarta feira. Ainda não é certo que ninguém volte atrás.

    1. Ainda não é certo que ninguém volte atrás.

      Como se os partidos e a política precisassem de maior descrédito e distância do povo do que aquele que já têm. Voltar atrás tornava isto tudo uma fantochada sem paralelo. A partir de um certo momento não se pode voltar atrás. O PCP, por exemplo, já não pode voltar atrás.

      1. O PCP inaugurou a geringonça em Outubro de 2015 e enterrou-a em Outubro de 2021.
        Fecha-se o ciclo. Depois de perder 15 câmaras municipais em duas eleições autárquicas.

  3. António Costa acaba mais isolado que nunca.

    Tem todo o Partido Socialista com ele. Não é pouco.

    E não é certo que não “esmague” nas próximas eleições (se as houver). Mais depressa as ganhará ele do que os seus ex-parceiros da geringonça.

    1. Caramba, você parece redactor-principal da Trombeta do Rato.
      Depois de andar meses a elogiar Medina, aparece agora a tocar stradivarius para Costa. Nem a doutora Edite Estrela se atreve a tanto.

      1. Este Balio é um pândego, uma espécie de número 2 de bobo do regime. A “Trombeta do Rato”, tem a redacção e impressão nas catacumbas, numa cela, num prédio do largo com o mesmo nome. Mesmo ao lado da cela do Rui Mateus… “mémoire oblige” 😐

        JMS

  4. A título de manter a cozedura em lume pouco brando, um punhado de abstenções na bancada do PSD, até tinha graça. O país que se lixe, mas essa sina já começou à muito.

  5. Até quarta feira ainda vai aparecer um queijo limiano, aposto no BE, os ratos de sarjeta deste país

  6. Mesmo, cá se fazem, cá se pagam.
    Mas como diz o primeiro anónimo desta caixa de comentários, no PSD está a passar-se um pouco do mesmo. Aliás, é o jogo político do costume.

      1. Ah, os estatutos. Importante, de facto. Mas vejamos além da forma.
        Em 2014 Seguro faz o discurso de vitória anunciando um novo ciclo político na sequência de um bom resultado de Francisco Assis para a eleição ao Parlamento Europeu. E eis que aparece António Costa a pedir uma reflexão sobre os resultados, que eram então “poucochinho”. Depois de cenas não muito edificantes (com agressões) numa reunião da Comissão Distrital do PS foi anunciado um congresso nacional e marcadas as directas que António Costa venceu.
        Em 2021 Rio faz o discurso de vitória anunciando um novo ciclo político na sequência de um bom resultado de Moedas e de conquista de várias câmaras nas Autárquicas. E eis que surge Rangel a apresentar candidatura às eleições de 4 de Dezembro. De facto não houve necessidade de cenas pouco edificantes – o calendário favoreceu-o. Rio alerta para o risco de eleições internas muito em cima das possíveis legislativas – antecipando o chumbo do Orçamento e propõe o adiamento. Cai tudo em cima, acusando-o de decisões sobre meras suposições e tentar ganhar na secretaria.
        E é isto. Se não é parecido, a mim parece, apesar de não desconhecer que as questões de forma são fundamentais em Democracia.

        1. Há várias diferenças.
          Desde logo, Costa tinha feito um pacto de não-agressão com Seguro – o “acordo de Coimbra” – comprometendo-se a não concorrer contra ele.
          Violou esse pacto.
          Rangel nada fez de semelhante.

          Depois, Seguro venceu duas eleições. As autárquicas de 2013 e as europeias de 2014. Não perdeu nenhuma.
          Rio, pelo contrário, perdeu as legislativas, as europeias e as autárquicas. Não venceu nenhuma.
          Faz grande diferença também.

          Considerar que a derrota nas europeias foi um desaire pessoal de Rangel, apontando-lhe o dedo como Rio já fez, enquanto se apropria da vitória de Moedas em Lisboa, considerando-a triunfo seu, é pura desonestidade política.
          Faz lembrar aquele célebre treinador que aplica o seguinte princípio aos jogadores da sua equipa: eu ganho, nós empatamos, vocês perdem.

          1. Quer apoiar o Rangel tudo bem, agora não diga que Rangel não é oportunista.

          2. Rangel exerce um direito estatutário candidatando-se à presidência do partido em período normal de eleições internas, previsto nos estatutos.
            A menos que vocês, aí no estado-maior de Rio, preferissem suprimir as eleições internas. Ou eleger líderes por unanimidade e aclamação, sem concorrência, como nas ditaduras.

          3. Estou a ver que o Pedro Correia é especialista em ler nos estatutos e interpretar o melhor que lhe convém, sinceramente pouco ou nada difere do acordo de Coimbra que eu desconheço e não tem relevância histórica maior.

          4. Rangel não fez nenhum pacto com Rio semelhante ao que Costa selou com Seguro e que levou este a chamar-lhe “traidor”, com todas as letras, num dos debates que travaram na campanha eleitoral interna em 2014.
            Vocês aí não sabem isto ou já se esqueceram?

          5. Mas porra o que interessa isso, Rangel parece um carro em alta velocidade a passar a ferro o Rui Rio na passadeira.

          6. Pronto. Já cá faltava: qualquer pessoa que tenha opinião diferente, é militante de facção e anti-democrata, na lógica do ou pensas como eu ou defendes as ditaduras.
            É como a anedota do “Meu, filho, quer tu queiras quer não queiras vais ser bombeiro voluntário.”

          7. Rangel tem todo o direito de candidatar-se em eleições integradas no calendário regular do partido.
            Os adeptos mais fervorosos de Rio pretendem negar-lhe esse direito. Como se fosse crime de lesa-democracia.
            Ora lesa-democracia seria precisamente o contrário: o actual líder, após três derrotas eleitorais frente ao PS de Costa, não enfrentar oposição no escrutínio interno.
            Tanto receio, aliás, só indicia insegurança por parte do actual líder. Já antevendo o que vai ocorrer a 4 de Dezembro.
            Faltam cinco semanas.

          8. Não nego direito a candidatar-se a ninguém, muito menos a Rangel. Alguém tinha de lá ir, quanto mais não fosse para picar o ponto.
            Digo apenas que a candidatura de Rangel é videirinha – nada de novo em política.
            Além de mais, já por diversas vezes critiquei Rio. Não vejo o mundo a preto e branco. Pena que não note isso na maioria dos críticos de Rio, que fazem de Rangel um puro, sem defeitos, salvador do PSD e da direita. É um tanto ridículo.

          9. Para mim ridículo é ver apaniguados de Rio acusarem Rangel de “traição” só porque ousa candidatar-se contra Sua Excelência. Como se o PSD fosse o Partido Comunista.
            Já esquecidos, esses que andam agora com a palavra traição na boca, do apoio que Rio deu nas autárquicas de 2013 a um candidato que concorria contra o PSD à Câmara Municipal do Porto.

  7. Não façam já as exéquias ao Costa. Está nos cinemas um filme de um tipo a quem até a cabeça cortaram, e ele teima em não desaparecer.
    O mais irónico nesta situação é Bloco e PCP, mais respectivas entourages televisivas, pensarem que representam a maioria do país. E se comportarem como tal. Pode ser que, havendo eleições (continuo a duvidar), tenham uma agradável surpresa.

  8. Mesmo que o BE mude de opinião no último segundo a versão oficiosa da geringonça está morta, algo que estava escrito nas estrelas

    Pedro Cunha

    1. Costa ria à gargalhada, dizendo que o diabo não vinha.
      Afinal veio – e de que maneira. Em forma de pandemia, em forma da maior queda do PIB de que há memória, em forma do orçamento chumbado pelos antigos parceiros de maioria política.

    2. O BE ainda pode recuar, ao contrário do PCP. Mas voltar atrás para o BE equivale ao descrédito do partido e à sua instrumentalização pelo PS, mesmo que se anuncie que o governo moderou algumas posições. E isto é bem pior para o BE do que ir a eleições (coisa que eles certamente não querem)

      O que está em causa aqui é a credibilidade de todo o sistema político — e depois do pobre espectáculo que andaram a fazer nas últimas semanas a única coisa a fazer é ir mesmo para eleições. Qualquer outra solução é uma cobardia.

      A mim tanto se me dá, porque já não acredito nisto nem pintado de fresco, mas suponho que nem toda a gente pensa como eu e que ainda há por aí muitos idiotas com esperança. Salve-se essa luzinha.

  9. Se houver eleições o que é que vai alterar? É o chega com mais meia dúzia de votos? É o PSD com os votos que estão dentro dos armários? É o Chiquinho do partido do táxi?
    Qualquer um dos partidos parece um ninho de gatos, o que é que vai adiantar as eleições além de gastar dinheiro ao erário público e atrasar a aplicação do PRR?
    Da última vez que o BE e o PCP se aliaram à direita tiveram o resultado da sua velhacaria nas eleições. Parece que não aprenderam a lição. Se calhar o melhor mesmo é haver eleições, talvez seja a forma ideal para acabar com as tosses.

      1. A Cristas também pensava que tinha o rei na barriga e depois nas eleições viu-se.
        Não estou a ver os simpatizantes do PSD com evolução suficiente para eleger um candidato acabado de sair do armário. E que eu saiba o lóbi LGBT pertence a outra área política.
        Mas se houver eleições e o PS continuar a ser o partido maioritário, o que é que os portugueses ganham com esta palhaçada?

          1. Eu não disse as eleições, eu disse estas eleições, e sim, se formos a eleições vão ser uma palhaçada.
            Detesto ter razão, tal e qual como na “pandemia”, chamaram me tudo ao princípio, afinal está a ver-se quem tinha razão.
            Mas se formos a eleições eu faço nova pergunta, não, se entrou na palhaçada, porque isso infelizmente entramos todos, mas se conseguiu ver os palhaços.

  10. O PCP fez um bluff dos maiores. E tem boa probabilidade de o vencer. Explico.
    O BE e o PCP estão em posições similares. Qualquer um deles tem muitos votos e muitos deputados a perder em caso de eleições. E qualquer um deles quer parecer mais radical do que o outro na discussão do Orçamento; eles sabem que os seus eleitorados não gostam de os ver a transigir.
    Então fazem bluff um com o outro: qual de nós é que vai permitir que o Orçamento passe? No ano passado foi o PCP a permitir. Este ano o PCP tomou e anunciou a sua decisão mais tarde, e dessa forma encostou o Bloco às cordas: agora terá que ser o Bloco a mudar de posição e a permitir que o Orçamento passe.
    A minha opinião é que até quarta feira algo ainda se irá passar e o Orçamento acabará por ser aprovado. Porque nem PCP nem Bloco têm interesse em ir para eleições. Cada um deles está somente a querer entalar o outro – não é António Costa que eles querem entalar.

    1. A culpa é das manas que já tinham idade para deixarem os All Star e passarem a calçar um sapo alto de senhora condizente e credível num processo de negociação do orçamento.

  11. Supondo que não tenha lugar o volte-face do BE preconizado pelo dr. Balio Lavoura. o que esperar?
    Prevejo que eleições antecipadas serão más para todos. Para o país no que ao PRR refere, para a esquerda que vai recuar, e para a direita que não conseguirá afirmar-se alternativa.
    Com excepção de André Ventura que vai ganhar um grupo parlamentar (a IL talvez também) vão perder o PSD e o CDS que vão revelar as terríveis fracturas internas que têm sem qualquer hipótese de darem uma imagem unida ao eleitorado pois as tensões Chicão vs. Mesquita Nunes e Nuno Melo e Rio vs. Moedas já foram demasiado longe para se lhes poder aplicar fita-cola.
    O BE perdia em qualquer caso, apoiando ou não o PS. Já o PC só perde por ter sido tardio e tem possibilidade de alguma recuperação em eleições futuras – não estas – se fizer oposição a um governo que necessariamente vai gerir tempos muito difíceis.
    No PS, seguindo o que já por aqui (e noutras caixa de comentários preconizei) o dr. Costa, a contra-gosto, vai ter de aguentar até se retirar para Bruxelas para substituir Charles Michel.
    Sem ele, prevejo, o país verá com estupefacção que Sérgio Sousa Pinto afinal tinha imensos apoiantes e admito o regresso semi-triunfal de António José Seguro e Carlos Assis. Afinal o PSD não era assim tão mau e nem haverá razão para o PS não governar com ele. Isto, claro, se Rangel não borrar a pintura.
    Por fim quem decididamente perde é Marcelo, entalado pela sua própria boca e que ficará sempre associado ao resultado de eleições, más para quase toda a gente. Nunca mais recuperará as quotas de aprovação que, se não são a sua raison d’être,… parecem.
    Claro que haverá milhares de outras preocupações. Por exemplo a TAP ficará angustiada com a possibilidade de perder Pedro Nuno Santos.

    1. Podem sempre recuperar o maravilhoso doutor Medina para a liderança do PS se Costa saltar do actual bote de borracha em que se transformou o antigo paquete socialista.
      Nenhum cenário é de excluir.

  12. Rui Rio não faz oposição!!?? Implodiu a esquerda!! Mas claro k tinha k aparecer o idiota útil do Paulo Rangel apoiado declaradamente pela imprensa xuxa!!! Rui Rio não faz oposição ahaha

  13. O PSD está numa luta interna de poder. O CDS, cada vez mais esboroado, está igualmente numa luta interna de poder. O PCP, que desperta agora o músculo sindical desde 2015 em hibernação, está fragilizado pelos resultados autárquicos e há vozes internas de insatisfação. A vacinação correu bem, as sequelas do confinamento económico ainda não são evidentes, a comunicação social publicita as “reduções de impostos e os aumentos de pensões” que não avançam se o orçamento chumbar, e anda meio mundo com os olhitos a brilhar em antecipação das pazadas de dinheiro da bazuca. E ainda este domingo um familiar próximo, que eu considerava – até este domingo! – pessoa informada e sensata, garantiu que se o BE e o PCP deixarem mesmo cair o orçamento, irá fazer algo nas próximas eleições que nunca até hoje pensou algum dia fazer: votar no PS.

    Leio e ouço alguns comentadores opinarem que Costa perdeu o controlo da situação política mas questiono-me se será mesmo assim. Costa não é inteligente, mas é esperto e tem a capacidade de sobrevivência das baratas. Não preferirá ele garantir agora mais quatro anos de poder ao invés de arriscar um futuro incerto daqui a dois anos? É que, se eu tomar aquele meu familiar como uma tendência real de parte do eleitorado mais ou menos moderado, não é seguro que Costa não consiga aproximar-se da maioria absoluta.

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