Tudo ao molhe


fiodeprumo,

Ontem, sem muita vontade, fui ver o Conselheiro, uma realização de Ridley Scott que já fez filmes de que gostei. Mas a plêiade de actores de nomeada fez-me desconfiar… E desconfiei bem, porque o resultado final é um produto sem grande qualidade.

Bardem e Penélope – agora aparecem sempre em dupla…- fazem jus ao crédito que têm. Brad Pitt, que não aprecio, interpreta um “papelinho” para justificar o cachet que terá recebido. E Cameron Diaz, no papel de vilã só convence Javier.

O filme não presta? Não presta. Mas tem duas cenas de sexo que talvez justifiquem que se lá vá. A primeira constitui a abertura – logo convém entrar a horas – da película e é de facto muito bem filmada.

A segunda mostra-nos Cameron a fazer uma spaccata surpreendente sobre um descapotável perante o olhar gazeado de Bardem, algo que se pretendia de exótico erotismo, mas que acabou por fazer rir a plateia… Enfim, nesta cena, o kamasutra parece livro para iniciados.
Do enredo, é que é mais difícil falar. Comecei e acabei sem ter percebido patavina da história. É tudo ao molhe sem se lobrigar o que cada um lá faz.
Mas, como quem me acompanhava, muito mais inteligente do que eu, ficou exactamente na minha posição, acredito que aquilo seja como o OE 2014 que dá para ver e não para compreender.
Conclusão: só não perdi a a noite porque tive boa companhia!

8 comentários em “Tudo ao molhe”

  1. Concordo inteiramente, Helena, pois também vi o filme ontem. O filme é um desastre, começando logo na tradução de “Counselor” (advogado) para Conselheiro. Tem um festival de bons actores, mas na maioria dos casos só lá vão para receber o cheque. O argumento é inexistente, reduzindo-se a uma exibição de sexo e violência. Detestei, por isso, este filme. Em compensação vi recentemente O Quinto Poder, sobre a Wikileaks, de que gostei bastante.

  2. Na minha opinião, a cena do parabrisasas é precisamente o contraponto da cena de sexo do início: sexo por e com amor, puro e tal contra sexo por e com interesse, etc. Vejo o filme como um paralelismo constante entre os dois casais protagonistas.
    Quanto ao enredo não resolvido, julgo que a ideia não era fazer um filme realista, e a história da droga é algo secundário). Deve ser tipo alegoria. Acho que ver o filme não é tempo totalmente perdido. Aconselho, desde que com moderačão na expectativa.
    Cumprimentos
    Carmen

  3. Pois eu fui ver o Malavita e também não gostei, a não ser pelos excelentes actores: Robert De Niro, Tommy Lee Jones e Michelle Pfeifer valem sempre a pena. O resto é banalíssimo, uma história de gangsters cujo único interesse é ter o humor negro como abordagem.

    1. Fui ver esse e detestei, Ana. Um filme mediocre e cabotino, cheio de clichés – e que comete o pecado capital de acreditar nesses mesmos clichés. A unica ideia original – transplantar os gangsters para França – perde-se por completo porque aquilo tanto podia ser passado em França como em Hollywood. De Niro vem fazendo um percurso oposto ao de outros grandes actores: participou em varias obras-primas na sua primeira década como actor de cinema e agora limita-se a protagonizar caricaturas grosseiras dessas obras-primas. Dando razão ao Marx (Karl) quando dizia que a história se repete sempre como farsa.

      1. Tens toda a razão, há actores que vão descendo a fasquia e o De Niro é um deles. O que não o impede de representar bem papeis pobres em filmes medíocres, como é este caso.

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