Truques não privados – Mau serviço SAPO e DN


joaomsandre,

A nova Regulação Geral de Protecção de Dados (tradução pessoal) tem vindo a obrigar os diversos sites a pedir aos visitantes para aceitar ou gerir a política de uso de cookies. Na maioria dos casos, os sites optam por tratar os cookies de publicidade programática em bloco, com a opção de os tratar de forma individual. Isto é, os visitantes podem optar por aceitar ou rejeitar todos os cookies deste tipo ou então ir de empresa em empresa e permitir ou rejeitar o uso destes cookies. Para mais, a situação padrão mais comuns é ter estes cookies desactivados, sendo possível simplesmente reactivá-los com um clique do rato no botão oferecido para isso.

 

Não é o que fazem alguns sites portugueses. O SAPO (onde este blogue está alojado) e o Diário de Notícias (provavelmente outros também) preferem eliminar a opção de aceitar ou rejeitar em bloco os cookies de terceiros e, além disso, a opção padrão é tê-los activos. Dado que a lista, completamente exaustiva, não só é longa como obriga a muito tempo para ser vista de forma individual, o resultado é que os visitantes acabam por optar por manter estes cookies (ver a imagem abaixo).

 

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Isto é simplesmente uma vergonha e gozar com a nova lei. É a situção em que os administradores decidiram colocar o máximo de entraves para obrigar as pessoas a aceitar os cookies e a prescindir da sua privacidade. Podemos concrodar ou não com a lei e as formas de a implementar, mas a atitude do SAPO, do DN e outros é simplesmente uma falta de respeito.

3 comentários em “Truques não privados – Mau serviço SAPO e DN”

  1. Coloca uma questão pertinente mas lateral penso eu, os cookies sempre existiram para facilitar a navegação na internet, com a nova política do RPGD serão de certeza usados para recolher informação que antes era feita a lá carte pelas empresas tecnológicas “prosperarem”…
    O que me preocupa é existirem cada vez mais empresas a obrigar os utilizadores da internet a terem de prescindir de certas liberdades na navegação para poderem aceder a conteúdos que antes eram disponibilizados de forma normal.
    Penso que as empresas deveriam claramente definir se querem actuar com conteúdos pagos (só) ou não e não usufruírem de um limbo legal que cada vez mais chega a outras zonas da economia.
    A internet antes era um lugar livre, hoje já não em virtude do oligopólio existente.
    Não sei se já ouviu falar do nónio (consórcio digital de empresas de informação portuguesas) e que em breve estará em funcionamento restringindo ainda mais o acesso a informação obrigando as pessoas a terem mais tarde ou mais cedo de aderir as redes sociais montadas em cima de algo que era para ser livre e de acesso livre pois hoje em dia nós aos termos uma ligação por cabo em casa (ou um smartphone) já estamos a pagar o acesso á WWW e o caminho que está a ser seguido a nível mundial incentiva um duplo pagamento no melhor dos casos.

    WW

    1. Não conheço o nónio, terei que me informar.

      A nova RPGD na realidade não veio mudar as regras, antes colocar penalidades como consequência de não as seguir. Também clrificou alguns aspectos.

      O chato é que surgem coisas como esta no SAPO e afins e, como muita gente tem os cookies a serem limpos no final da sessão ou ao fim de algum tempo, acabam por ter o pedido de confirmar a política de privacidade até nos sites que visitam com frequência.

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