(Catherine Henriette/Agence France-Presse — Getty Images)
Trinta anos depois promove-se a estratégia OBOR (One belt, One road) e a Grande Baía. Há sorrisos, brindes e fatos de bom corte em tecidos nobres. Tudo o que aconteceu em 4 de Junho se mantém escondido e silencioso. Em Hong Kong e Macau, outrora locais de abrigo e acolhimento de quem precisava, são poucos os que conhecem a história recente do País. Há jovens que desconhecem, inclusivamente, o passado anterior a 1997 e 1999 e a herança de outras administrações. Pensam que tudo foi sempre assim. A ignorância ajuda a manter o silêncio. Goza da cumplicidade dos poderosos. E tirando uma ou outra vigília, uma ou outra vela que se acende, os anos passam sem que se faça luz sobre o que aconteceu em 4 de Junho de 1989. A perpetuação da memória é a única forma de honrar os mortos e manter a chama acesa, mesmo sem quebra-vento que a proteja dos golpes que diariamente lhe são desferidos em nome do patriotismo e do desenvolvimento. A História pode ser escondida, manipulada, deturpada, omitida, ostracizada, vilipendiada, numa palavra ignorada. Só não se apaga.

Recentemente:
https://www.google.com/amp/s/www.public o.pt/2019/02/01/mundo/noticia/fundador-b lackwater-cria-centro-treino-xinjiang-18 60436/amp
Centenas de milhares de uigures em Xinjiang foram detidos em campos cercados por arame farpado, onde são obrigados a falar mandarim e a prometer fidelidade ao Partido Comunista Chinês. Estes campos são denunciados pela ONU, Governos ocidentais e defensores de direitos humanos como prisões, onde o Estado chinês está a tentar forçar a erradicação da língua e a cultura uigure, enquanto fortalece o controlo sobre a região.
Mais de um milhar de milhões, dotados de armamento atómico.Que já não necessitam de comprar patentes.Que detêm uma percentagem colossal de “bonds” americanos….
E com uma visão muito peculiar do que é a Pátria, a Vida…e o Futuro ( que à China pertence…).
Caso não acreditem , fixem-se numa “coisa” apodada de Coreia do Norte – aparece quando há que meter “alguém” na ordem…
Mas talvez falando-lhes na novilíngua do políticamente correcto eles vejam a luz – e já agora, por que não, tentar também com os Russos…
“Abençoado” ocidente…