A Ministra Ana Jorge não põe de lado a hipótese de um imposto para a Saúde. Perante esta declaração levantou-se um coro de críticas. Que não sei quê do Sistema Nacional de Saúde. Que não sei quantos sobre o Estado Social. Que não sei mais aquilo sobre a Saúde tendencialmente gratuita. Ora, parece-me que estas vozes erram o alvo. Provavelmente não atentaram bem no que a Ministra disse. O imposto seria sobre a Saúde. Repito: sobre a Saúde. Por isso, os doentes não têm que se preocupar. E o imposto sobre a Saúde faz algum sentido. É provável que já não seja possível tributar mais o rendimento. Porque, na verdade, já não temos rendimento nos bolsos para tributar. Por isso, resta ao Estado tributar a Saúde daqueles que ainda a vão tendo. Para redistribuir pelos que estão doentes. Parece-me justo. E tenho a certeza que é isso que a Ministra quer dizer. Certezinha absoluta. Porque, de outra maneira, a coisa não faria muito sentido, pois não? Vejamos, o objectivo não pode ser tributar os que estão doentes porque existe, alegadamente, um conjunto de utentes que abusa do sistema. É que se for isso, a Ministra está a tomar o Vara por Juno. Está a fazer pagar o Justo pelo Armando. E isso realmente não me parece bem. E ainda me vejo obrigado a vir aqui desfiar o Que não sei quê do Sistema Nacional de Saúde e o Que não sei quantos sobre o Estado Social e o Que não sei mais aquilo sobre a saúde tendencialmente gratuita.
Tributem-me pela minha rica saúde
Rui Rocha,

Se não me engano penso que foi o Dr. Carlos César, Presidente do Governo Regional dos Açores que primeiro teve esta ideia.
O mesmo que decidiu não aplicar o corte de vencimentos na Função pública, ou melhor, em alguns funcionários públicos, criando uma compensação, que segundo ele era possível pelo excesso na dotação provisional, a mesma que é alimentada com fundos do Continente.
http://utopiarealista.blogspot.com/2010/1 2/ave-cesar.html
Concordo assim com a Sr.ª Ministra da Saúde, desde que seja o Governo Regional dos Açores a pagar o referido imposto.
Parece-me uma excelente ideia, Utópico. E se ideia não foi do Carlos César, parece.
a lógica desta gente é deprimente, Rui.
é como os aumentos de milhões em três ministérios, em tempo de contenção.
parece que esta gente vai ficar no poder até “apodrecer” e feder (cheirar mal, já cheiram há muito tempo, por muito chanel que usem…).
Contenção é o que ainda vamos tendo. E é o que lhes vale, Luís.
Foi você que pediu… mais um imposto?
O que faz falta é animar a malta! (homenagem a Zeca Afonso, falecido a 23/02/1987)
Oportuníssima homenagem, Gonçalo. Tanto mais quando é certo que eles querem comer tudo e não deixam nada.
Já há algum tempo que não dava umas gargalhadas tão sentidas como quando li o Vara por Juno e o Justo pelo Armando!!!
Bestial!!!
Obrigado, Pedro. Um abraço.
Ó Rui, só não percebo é por que, de acordo com a notícia, a ministra acha que ainda é cedo para lançar esse imposto. Por que será?
Será porque não sabe o que diz?
Ou porque estará à espera que o Vara deixe de ter saúde para não pagar o imposto?
É, Eduardo. Por isso é que o Vara precisava do atestado médico com muita urgência. Depois de certificada a doença, a Ministra Jorge já pode avançar à vontade.