Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
José Afonso
(02.08.1929 – 23.02.1987)

Este poema é lindo, Laura.
Ouvi-o cantado por muita gente (também o cantei, com amigos, no Colégio).
Nunca com o sentimento com o que Zeca o cantou.
Grande poema, Pedro Coimbra. Com o “Venham mais 5”, são as minhas canções preferidas do Zeca Afonso. Para além da poesia, e da voz única, foi um dos Músicos mais avançados do nosso tempo (e não me refiro à matéria ideológica). Este aqui vai perdurar.
Todos os pretextos são bons para homenagearmos José Afonso, um dos maiores nomes de sempre da nossa música. Gosto de muitas coisas que ele compôs e cantou. A minha preferida talvez seja ‘Vejam Bem’. Nunca me canso de a ouvir. Nem de a cantar.
Como pertenço ao exíguo grupo de pessoas que gosta da toada de Coimbra (fado de, canção de, não tomo partido nessa questão polémica), o meu «must» nessa fase de José Afonso é a Balada do Outono, que ele cantou no último Coliseu.
“Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar”
Premonitório.