«A Constituição prevê um mandato longo e um mandato único [para o procurador-geral da República]. Portanto, na perspectiva da análise jurídica que faço, há um mandato único e um mandato longo.»
Francisca Van Dunen, esta manhã, em entrevista à TSF, deixando implícito que o Governo não tenciona reconduzir Joana Marques Vidal no cargo de procuradora-geral da República a nove meses do fim do seu mandato
«A senhora ministra da Justiça, hoje, numa entrevista a uma rádio, quando foi questionada sobre a questão, deu a sua opinião – aliás esclarecendo que era a sua opinião jurídica. O Governo nunca apreciou a questão enquanto tal. (…) É absolutamente prematuro. Não vou assumir aqui, em nome do Governo, uma posição que o Governo não analisou.»
António Costa, esta tarde, falando sobre o mesmo tema no debate quinzenal na Assembleia da República, desautorizando a ministra da Justiça

Tudo isto não passa d’uma encenação ( Á la Costa) sobre o caso do ex- Vice-Ministro de Angola.
Vai ser cozido em banho maria até à nomeação de novo PGRPS
Vão por mim…. fala-vos um especialista (1) na matéria.
(1) Doutorado em Direito pela U. Pública da Cova da Moura
Amendes
As trapalhadas começam muito cedo este ano. Com o primeiro-ministro a desautorizar publicamente e expressamente a ministra da Justiça em sessão plenária do Parlamento.
A coisa promete. No fim do ano aposto que terei muitos cromos colados nesta caderneta.
Costa é um camaleão, não faz trapalhadas !
As trapalhadas são a marca do menino guerreiro !
Costa só faz jus ao dito ” quem se mete com o PS leva” .
WW
Se fosse o Santana, chamavam-lhe “trapalhadas”. Como é o Costa a desautorizar publicamente a ministra, puxando-lhe as orelhas em directo na Assembleia da República, chamam-lhe “astúcia política”.
Eu prefiro chamar trapalhadas às trapalhadas. E este governo tem coleccionado muitas – dos tabefes de João Soares ao filho do ministro das Finanças a sacar borlas para a bola.
E continuamos sem saber o que realmente aconteceu em Tancos.
O presidente de Angola fez ontem uma inqualificável ameaça a Portugal e aos portugueses a propósito de um processo judicial envolvendo uma alta figura angolana, e o governo, que ficou com as calças na mão, hoje respondeu através da ministra Van Dunem, que por acaso também é angolana, oferecendo-lhes a cabeça da Procuradora Geral da Republica numa bandeja de prata.
Isto é um verdadeiro atentado ao Estado de Direito por parte do governo, e o Presidente Rebelo de Sousa tem de se pronunciar sobre esta pouca vergonha.
Deste governo já se espera de tudo, mas quero acreditar que ainda há limites!
Tenho a certeza de que o Presidente da República, que já pôs em sentido a coligação PSD-PS-BE-PCP-PEV a propósito das inqualificáveis alterações à lei do financiamento dos partidos, será imune às pressões – venham de Luanda ou do Largo do Rato. Pressionando o Governo para a recondução de Joana Marques Vidal. Aliás a nomeação do PGR compete ao PR.
Hoje, aliás há bocadinho, o locutor da TVI sobre um assunto disse citando uma resposta de Belém ” Marcelo Rebelo de Sousa não tem nada a dizer”.
Custa a acreditar não é verdade?
Parece-me que o mais assustado de todos com a atitude dos angolanos é o Presidente da República. Mas apesar disso, eu acho que ele deve intervir a este respeito. Ao anunciar a dez meses de distância que tenciona substituir a PGR, o governo pela voz da ministra da Justiça, violou o Principio da Separação de Poderes, violando assim grosseiramente a Constituição da Repúplica. Marcelo não pode ficar calado a este respeito.
Nota: escrevi o comentário das 18:28 que aparece como escrito por anónimo. Aconteceu, porque simplesmente me esqueci de preencher os meus dados.
Era o que faltava o Presidente da República somar ainda mais ruído ao choque de declarações produzido no mesmo dia por dois membros do Governo.,,
Não deixa de ser curioso que quem o critica agora pelo silêncio sejam alguns dos que o contestam por “falar de mais”.
Para Angola já e em Força….
Mas entretanto vão branquendo capitais em empresas portuguesas.
Ontem o Presidente de Angola falou grosso contra a justiça portuguesa a propósito do processo contra o ex-vice-presidente Manuel Vicente, já com julgamento marcado.
Hoje a ministra da Justiça disse o que disse, enfraquecendo e debilitando a posição institucional da Procuradora-Geral da República.
Em política nunca há coincidências.
Um neófito das teorias da conspiração?
Já sei, com este tempo, mais da constipação!
Os factos falam por si. Neste caso, não falam: gritam.
Com Luís Amado na EDP ( um tipo que passou de cargos estatais e de confiança política para o sector empresarial ), voto em Vera Jardim para novo PGR.
Desculpe, Pedro! ( já sei que me desculpa )
Uma cambada
E porque não vota na própria ministra da Justiça para a instrumentalização política do cargo ser ainda mais evidente?
Na minha antevisão está mais um golpe na forja. Preparam o caldinho para instalar a ministra da justiça como PGR onde será mais aconchegada aos usos e costumes de um certo laboratório alquimista.
Acrescento, Costa não passa de um reles manipulador que lança lebres para lhe prepararem a própria corrida, e que depois os deixa na condição de sacos de pancada em sua proteção, mas que os abandona com lágrimas de crocodilo que despeja venenoso em abraço de morte no ombro das próprias vitimas.
É chegado o tempo de o pôr a emborcar com a ajuda de um funil de grande débito a mistela contrafeita que continua a produzir à descarada, não se percebendo como ninguém se mostra capaz de lhe selar a ordinária chafarica de vão de escada.
A tradição — bem miserável, por sinal — é o PS controlar a justiça e colocar lá no topo as suas ratazanas. Como a que lá estava antes. Até aqui tinham usado a táctica do “não brinco até ser eu a fazer de chefe” mas depois de usurparem o parlamentarismo (uma herança liberal só para cavalheiros e gente que sabe estar no mundo) e de destruirem o pequeno património democrático que, apesar deles, vínhamos construindo desde o 25 de Abril, já nem se dão ao trabalho de esconder as suas inclinações para a javardice e para o sub-desenvolvimento. Inacreditavelmente, ainda vamos ter saudades de Passos Coelho.
Porra. ….do Passos? Nem a supositório…
Lembrei-me agora, Pedro.
Que tal uma sondagem pelo Delito?
Voto no Marinho e Pinto, ou no Paulo Morais.
Salvariamos, quero crer, o sector da Construção Civil, se é que me entende..
Construção Civil….novos edifícios. ….cadeias….siga o raciocínio. ….pib…. mercado interno…..déficit….alterações climáticas. …
Vota no Marinho ou no Pinto? Votar Marinho e Pinto não vale.