Até agora, uma análise racional impunha que o PSD se abstivesse na votação do orçamento — a derrota do Governo conduziria ao martírio de Sócrates e à vitimização telhuda do costume. Mas o juízo, em política, é limitado pelo desespero. Desesperado, o povo premeia as rupturas ainda que dos céus caiam sete pragas ou oito meses de duodécimos.
Eis uma decisão de alto risco: se rejeitar o consenso dos bonzos Passos Coelho perde as instituições, embora, remotamente, possa ganhar o país. Não acredito que o faça. Não creio que o consiga, ainda que o tente — as rupturas exigem planos meticulosos, uma coisa nunca vista na Sant’Ana à Lapa.
Mas lá que é um sonho bonito, isso é.

Estou consigo , caro Luis M. Jorge.
São necessárias rupturas mas para as fazer além dos tomates há que ter o tal plano meticuloso que não me parece que exista.
Assim sendo é só um sonho, bonito, mas sonho.
Bom fim de semana
Não gaste muito.
Subscrevo e estou a torcer que existam “tomates”!
Infelizmente os ” tomates ” disponíveis estão bons para o refogado, demasiado maduros…
Maduros mas chiques.
Uma coisa nunca vista na Santana Lopes à Lapa?
Já percebi, vou mudar. Fosga-se que um gajo nunca está descansadinho.
Eheheh…
Por mim era fazer cair o Governo. Duodécimos? Paciência.
E depois de cairem, deixá-los a remar nas galés com o Alemida Santos à frente.
Deportá-los para as Berlengas para contar gaivotas era pouco. Por mim, transferia-os para o parlamento da Madeira.
Sinceramente, acho que o PSD deveria votar contra.
Sempre seria coerente.
Venha o carmo e a trindade. Mas o Sócas perde.
E os portugueses ( e Portugal) nada contam nestas continhas de merceeiros eleitoralistas.