José Sócrates, na campanha eleitoral de 2005, prometeu pôr a economia portuguesa a crescer a um ritmo anual de 3%. Como bem sabemos, esta promessa ficou pelo caminho – tal como todas as outras promessas quantificadas que lhe serviram de emblema nas últimas legislativas, dos impostos que não aumentavam e afinal aumentaram aos 150 mil postos de trabalho que iria criar mas não criou. Ontem, alguns dos seus maiores propagandistas embandeiraram em arco: a economia portuguesa registou um ‘progresso’ de 0,3% no segundo trimestre deste ano. Foi quanto bastou para o próprio Sócrates recuperar as habituais sessões de propaganda nos telediários, garantindo que a economia portuguesa está no rumo certo e blablablablá. Gostava de saber se o primeiro-ministro voltará hoje a aparecer nos noticiários televisivos a justificar as mais recentes cifras sobre o desemprego que contrariam as previsões do Executivo: a taxa de desemprego subiu para 9,1%, existem agora – oficialmente – mais de 500 mil portugueses sem trabalho. A população desempregada aumentou 23,9 por cento face ao segundo trimestre do ano passado (98 mil pessoas) e 2,4 por cento em relação do primeiro trimestre deste ano (mais 11,9 mil desempregados), revela o INE. Aguardo ansiosamente pela próxima aparição televisiva de Sócrates, um dos principais candidatos ao desemprego político de 2009.
Toma lá mais desemprego
Pedro Correia,

Titula da TSF:
“Sócrates assinala que subida do desemprego foi inferior à esperada”
Bem, o facto de esperarem mais não abona lá muito a seu favor…
Vai haver ainda mais desemprego no último trimestre de 2009. Mas eles dirão sempre que é inferior ao que esperavam. Porque não conseguem ter nada melhor para dizer.
Pedro:
Bem podem os Portugueses esperar sentados que o engº hoje não vai aparecer para comentar os números ou então dá a volta ao texto e diz que os que foram conhecidos hoje são inferiores aos que o governo estava à espera.
Ganda malabarista é este fulano!
Curioso é os blogues socialistas que ontem encheram o peito de ar com os 0,3% e hoje nem piam sobre o assunto. Enfim uma maneira de fazer politica algo estranha e desonesta.
Nem piam…
Pedro, com Sócrates, o mais simples humanismo político nunca ovulou para aspirar a ser pelo menos abortado.
A pseudo-sensibilidade de Sócrates transforma-se em lagosta a cem euros o prato na Menorca. Uma “sensibilidade” a 1000 euros/dia não pode nem sabe fingir sensibilidade e alento a sério para com os pratos vazios de mais de 500 mil contribuintes, eleitores, cidadãos.
Isto para não falar nas responsabilidades governativas por actos e omissões nas políticas seguidas ou ignoradas. ainda há pouco tempo, a Agricultura Nacional acomodava o pior do impacto de esse desemprego.
Isto é o estertor do Fingimento como Política!
Ainda se ao menos fosse o estertor, Joshua…
Depois de um dia dilirante, regressa…
A chatice da realidade,
às vezes, incomodativa,
silencia a imbecilidade
da sabedoria putativa.
As razões despropositadas
ou o silêncio ensurdecedor,
com políticas disparatadas
o resultado é denunciador.
Adenda:
Com contas empobrecidas
e um regime degradante,
políticas desvanecidas
têm um fim trucidante.
A actualidade aterradora
de um Eça revisitado,
é por demais reveladora
de um país arrastado.
Assino por baixo! Nem mais.
José Sócrates fica, para já, com este título nada invejável: é o rei do desemprego em Portugal. Nada mal, para quem prometia 150 mil novos empregos.
não há pachorra!
Não há mesmo, Pedro. Tanta propaganda num dia, e tanta viola metida no saco no dia seguinte. Chama-se a isto (des)governar à vista. Não há pachorra.
Apareceu em directo era 1 da tarde e até se enganou e tudo.
José Sócrates anunciou na RTP que está esperançado na luta “contra o emprego.”
Tentou corrigir, mas o repórter da Televisão publica já tinha retirado o microfone.
Sócrates, por uma vez, falou verdade: este governo tem-se esforçado muito na ‘luta contra o emprego’. Nada mais certo.