Se a medida se mantivesse, os efeitos seriam os que esta sondagem indicia. A oferta de emprego para os militantes do PSD diminuiria significativamente nos próximos anos. Isso afectaria drasticamente a apetência desse grupo para comprar as prospostas políticas de Passos Coelho. Todavia, esta situação não beneficiaria nem o emprego dos militantes do PS, nem a sua predisposição para o investimento Seguro, prevendo-se até uma procura acrescida de bens de substituição. Globalmente, PSD e PS perderiam clientelas e registar-se-ia uma transferência maciça de consumidores dos partidos percepcionados como capital-intensivos para aqueles que se apresentam ao eleitorado como trabalho-intensivos. Escusam os senhores economistas de continuar a aprofundar cenários e modelos. Estas são as consequências que realmente interessam. E são suficientes para justificar todos os recuos e entendimentos. Os políticos têm horror à tsulidão e aversão congénita e insuperável ao tsuicídio.


Rui, não se esqueça que o nosso primeiro é um abnegado. O Homem está lixar-se para as eleições, mas os barões não. Pela análise que nos apresenta, mais aquela que eu já equacionei, posso garantir-lhe que pela primeira vez, após a grande guerra convencional, a II, assistiremos a um maior equílibrio social; graças aos mercados e aos seus filhos. Todavia, saiba que há um deserto para atravessar. Mas é sempre na travessia do Deserto que nos deparamos com a Liberdade. Aguarde para ver.
Creio que é mais pague para ver.
Vítor Bento (economista e conselheiro de Estado): «Temos de ajustar o nosso nível de vida à nossa capacidade de produzir riqueza. Não há volta a dar.»
Como deve ser feito o ajuste é uma outra conversa…
Concordo com Vítor Bento se ele vier dizer-nos que devem baixar rendas de casa e congelar rendas, a partir dos 400,00 inclusive, que baixem os encargos bancários com habitação já adquirida e que se reavalie o valor patrimonial das mesmas, no sentido de reduzir tais encargos, que se reduza administrativamente o preço da energia e da água. Congele-se o preço dos livros escolares, imponha-se quotas à importação de alimentos que aqui podem ser produzidos, tribute-se capitais, lucros sobre capitais, transacções financeiras devem passar a pagar um imposto de selo à cabeça (só vai aos casinos quem tem dinheiro), aproveitem-se as verbas do QREN para, dando terras, financiar os novos agricultores na compra de máquinas, sementes e para um fundo de maneio até que a terra comece a produzir, baixem o preço dos transportes e taxem o uso dos veículos em cidade (para estimular o uso do transporte público) etc. e tal.
Depois de tudo isto feito, estou de acordo em escutar Vítor Bento. Ele tem de mostrar o que pede aos outros (alternativas).
LOL. Saudades do Bloco de Leste?
Ri-te, ri-te. Ainda havemos de andar todos de Trabant. Ou de turbante.
Mas – a ecologia e o progresso assim o exigem – será um Trabant eléctrico, Rui. No qual seremos autorizados a percorrer um número limitado de quilómetros por mês porque, com o preço da electricidade administrativamente reduzido, o governo vai perder dinheiro com cada um deles. 😉
É capaz de quantificar a poupança na importação de petróleo!? É capaz de quantificar o aumento de competitividade na produção de bens transaccionáveis com a redução administrativa da electricidade? Afinal para que serve o regulador? As rendas já financiam as empresas como a EDP, pensa que a medida é destituída de fundamento? E sobre os transportes, sobre a redução do preço, sabe que aumentaria a rentabilidade operacional?
Sobre o bloco de leste, porque hei-de ter saudades de algo que vivo agora?
Se vivemos um período de emergência, e o sacrifício é de todos, porque raio se criam excepções?
De Anónimo a 19 de Setembro de 2012 às 23:39
Para começar arroga-se de um poder fanático sobre as pessoas que de si discordam, pois só assim pode justificar como quer controlar a vida dos outros.
Depois são asneiras. Você não sabe que Portugal hoje produz mais em agricultura que no passado?
Há menos pessoas na agricultura porque houve um grande aumento de produtividade.
Derivado do poder com que se arroga para controlar os outros ainda quer destruir as empresas exportadoras portuguesas com mais sucesso…
Eheheheheh! brilhante!!!! Que argumento sólido! mais nada?
Pois.
Estatística colocada em termos de “oferta de emprego”;
Faltam-me sapos neste pântano.
Grande post.
Da maneira que a coisa vai o próprio pântano pode ficar com falta de água, Outside.
Rui, uma vez mais, se me permite deixo aqui um simulador:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=1288&did=76571
Claro que sim. Embora não vá ter grande utilidade com a evolução que a coisa vai ter.
pelo menos vai criando pressões. Afinal o PR ainda não se pronunciou. Sei que vai ficar tudo em beijinhos e em discursos de grande amizade, consideração e outras coisas terninadas em ão. Mas servirá para alguma coisa.
Há duas coisas deliciosas nesta sondagem.
A primeira é que o PS consegue a proeza de perder 2%.
A segunda é ainda mais extraordinária, o CDS ainda consegue ganhar 1%.
Resultou, Paulinho, resultou!!!
Sim, são dois dados extraordinários, Pedro.
Excelente!
Obrigado, Jorge.