Tó Zero


josegomesandre,

“Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia”, António José Seguro, numa intervenção em Paris.

 

Das três, uma:

1) Seguro quer efectivamente que nenhum país da UE possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia. Ou seja, quer que a UE garanta que todos os países-membros tenham exactamente a mesma taxa de desemprego. Seria interessante saber como se chegaria a tal feito, sem intervenção divina ou manipulação grosseira de dados estatísticos.

2) Seguro não sabe o que quer dizer o termo “média”.

3) Seguro não faz a menor ideia sobre o que está a falar, e portanto lançou uma posta de pescada que lhe pareceu soar bem, ou que um assessor formado nas “Novas Oportunidades” lhe soprou ao ouvido na noite anterior.

 

Em qualquer dos casos, tremo de medo ao pensar que este homem será provavelmente o próximo primeiro-ministro de Portugal.

13 comentários em “Tó Zero”

  1. Pelo andar da carruagem é mesmo isso que vai acontecer , infelizmente para todos nós.
    É incrível como a nossa democracia ao fim 40 anos tem como principais actores políticos saídos das jotas , carreiristas e lambe-botas de 1ª que nunca fizeram nada na vida.
    Também quiseram saber junto do homem o que ele pensava da greve dos professores e o homem até ver não disse uma palavra ou porque não sabe ou há boa maneira portuguesa não se quer comprometer com nada.
    O PPC é o que se sabe mas acho que este ainda vai ser pior e como habitualmente é o mexilhão que se vai continuar a tramar.

  2. A opção 3) é a mais consistente com o programa político do partido do autor.
    A tradição republicana sugere que qualquer meio serve para promover o acesso ao poder, e que lá chegados ‘depois se verá’.
    Grande tradição, que salvo a exclusão de alguns instrumentos como bombas e buíças, se mantém intocada e tida por gloriosa!
    Veja-se a que transportes de acção o decano dessa tradição se eleva – o chefe da ordem republicana, Soares.

  3. É um susto, sim. Mas talvez ele quisesse dizer que lá para 2020 nenhum país pudesse ter uma taxa de desemprego superior à média actual… Pim!

  4. É realmente um susto. Mas, também, sejamos justos: o que o homem queria dizer era que lá para 2020, mais dia menos dia, a taxa de desemprego dos países não pudesse ser, em nenhum deles, superior à actual. Então, a Espanha, a Grécia e Portugal estariam muito miiiilhor, e a Alemanha um bocadote lixada.

  5. É realmente um susto. Mas, também, sejamos justos: o que o homem queria dizer era que lá para 2020, mais dia menos dia, a taxa de desemprego dos países não pudesse ser, em nenhum deles, superior à actual. Então, a Espanha, a Grécia e Portugal estariam muito miiiilhor , e a Alemanha um bocadote lixada.

  6. não seja assim…
    o seguro lançou uma posta de pescada, é verdade, mas também há quem queira inscrever na constituição (e, no futuro, tatuar as criancinhas à nascença com essa lembrança) com limites ao défice e à divida pública e ao número de vezes que os trabalhadores por conta de outrém podem ir à casa de banho…
    portantos, como dizia o outro, qual é o seu problema? não gosta de sardinhas e de marchas populares?

    1. “…com limites ao défice e à divida pública…”

      Qual o direito que você tem de obrigar os outros a endividarem-se?

      1. sua excelência entendidíssima: diga-me, por favor, a que tenho direito, para que eu possa orientar-me na minha vida…
        um muitíssimo obrigado, excelsa inteligência…

  7. E tem muitíssima razão … Um completo desastre. “Saímos do pó e metemo-nos na poeira”.
    Não merecemos!

  8. Próximo primeiro ministro? Não creio. Quando se sentir que o país está pronto para ser ganho numas quaisquer eleições, os barões do PS escolherão alguém que não soe tão aparvalhado. Como nenhum barão quer dar a cara, o bobo subiu ao poder. Mas não ficará.

  9. Quem não sabe o que é média é o sutor do texto, pois uma media de 3 pode ser de 2 e 4 e eles não são iguais. deve ter-se formado na universidade do Relvas

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