The plain truth


escafandro,

The plain truth is this:

• Greece cannot pay its current debts back. Ever.

• More money is NOT the answer.

• Greece cannot even begin to recover while still chained to the Euro and unable to devalue.

• Greek citizens will NOT suddenly decide to pay their taxes.

• Greece’s exit from the EU will be incredibly painful and the country will likely go into a depression.

But:

• Greece is NOT the first country to default (just the first in the EU)

• Greece WILL be able to get back on its feet eventually through devaluation

• The sooner this process starts, the sooner it finishes – look at Iceland.

(…)

The bailing out of Greece cannot go on forever.

It will stop.

 

Aqui (é uma leitura interessante):

http://www.financialsense.com/sites/default/files/Hmmm%20Feb%2019%202012.pdf

 

Não é o paizinho Krugman do Rui Rocha (salvo seja) mas descreve o que se torna cada vez mais óbvio. Já o era há uns tempos, aliás. Apenas transferência massiva de fundos (não é bem o mesmo que empréstimos, sejam estes a juros «normais» ou a juros relativamente usurários) permitiria manter a Grécia na moeda única. Ou seja, apenas uma união política efectiva, que nunca seria aceite pelos cidadãos dos países chamados a pagar a conta. E talvez seja conveniente realçar que, em Portugal, por muito desconforto que maquinistas da CP, oficiais do exército, juízes, professores ou enfermeiros possam exprimir, se o plano de resgate não for bem implementado (o que significa cortes a sério na despesa pública mas reforma de sectores ineficientes e capacidade para manter em funcionamento a parte da economia que faz entrar dinheiro no país), depressa estaremos na mesma situação (assumindo que um eventual efeito de contágio não torna qualquer esforço irrelevante). E nessa altura de nada servirá lamentar as oportunidades perdidas. Como, por exemplo, não termos reduzido a taxa social única. Se/quando chegarmos ao ponto em que a Grécia se encontra, os custos de tal medida, tão assustadores ainda há poucos meses, parecerão insignificantes. Ora leiam:

From the Argentine experience we know where the Greek government will look for the cash that it needs to pay its bills if it’s cut off from the financial markets. Argentina raided the retirement accounts—the country’s equivalent of 401(k) plans–and central bank reserves. Greek citizens can expect the same—which is why so many are desperate to move their money out of Greece.

Ver-se-á então onde ficam os «direitos adquiridos».

5 comentários em “The plain truth”

  1. O jaa diz que se deveria ter descido a taxa social única (TSU) e logo a seguir critica a Argentina por ter roubado os fundos de pensões privados. Ora bem, eu diria que descer a TSU teria sido uma forma indireta de roubar o fundo de pensões (não privado mas da Segurança Social pública).

  2. Claro que a Grécia pode pagar. Não quer é perder a riqueza que arrecadou na bolha . A Grécia tinha no topo da bolha 1.5x o rendimento Português. Cerca de 30000 para 20000. Não pagam porque não querem ficar ao nível Português.

    Há ainda expressão repetida que denota tudo o que a errado nestas analises : “Greece cannot even begin to recover”

    Como é que a Grécia “recover” algo que nunca teve? A Grécia atingiu aquele nível porque pediu emprestado no topo da bolha. Foi uma bolha.

    O rendimento normal sem doping da Grécia é ter um rendimento parecido com o rendimento Português no período da bolha. E o rendimento normal Português é cerca de 80% desse valor. E é para esses valores que os países vão voltar a não ser que descubram uma competitividade que nunca aconteceu.
    Descobrir algo de novo.
    Algo que nunca aconteceu.
    Não é desvalorizando que os Gregos vão produzir mais e enriquecer, nenhum país enriquece desvalorizando.
    Continua a obsessão com a moeda.

    A Grécia para mudar precisa de ser atractiva para alguém lá investir incluindo para começar os próprios Gregos. E não é nem vai ser vendo as atitudes dos Gregos.

    “Greek citizens will NOT suddenly decide to pay their taxes.”
    Os Gregos já pagam impostos demasiados. A solução é ainda dar mais dinheiro/poder aos políticos?!

    1. Considerando o nível de dívida pública e os prazos de pagamento, ou o governo grego retira ainda mais dinheiro aos contribuintes para a pagar ou não tem qualquer hipótese de o fazer em tempo útil, ainda que salários e pensões sejam ajustados à geração de riqueza do país. Mesmo no primeiro caso, com a queda no consumo (que tem alguns efeitos positivos) e as dificuldades acrescidas das empresas, é extremamente improvável que viesse a conseguir pagá-la nos prazos previstos.

      E eu também não gosto de desvalorização. Mas, quando a falta de senso obriga a empobrecer, é uma forma menos dolorosa (porque menos óbvia) de o fazer.

  3. Como começar um negócio online na Grécia:

    http://www.ekathimerini.com/4dcgi/_w_articles_wsite2_1_21/02/2012_429208

    “It took 10 months, a fat bundle of paperwork, countless certificates, long hours of haggling with bureaucrats and overcoming myriad other inconceivable obstacles for one group of young entrepreneurs to open an online store.”

    “Antonopoulos and his partners spent hours collecting papers from tax offices, the Athens Chamber of Commerce and Industry, the municipal service where the company is based, the health inspector’s office, the fire department and banks. At the health department, they were told that all the shareholders of the company would have to provide chest X-rays, and, in the most surreal demand of all, stool samples.”

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